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Os desafios e oportunidades da engenharia de alimentos em tempos de "comida gourmet" e "sem glúten"

por Lucie Ferreira | 23/02/2017 | Atualizado em 11/05/2022

O curso de engenharia de alimentos exige capacidade para lidar com a multidisciplinaridade: tecnologia, inovação, saúde e gastronomia integram o dia a dia de quem opta pela área. O núcleo, logicamente, é a engenharia: o profissional é habilitado para supervisionar matérias-primas de origem animal ou vegetal e gerir etapas do processamento industrial, do controle de qualidade e da distribuição do produto final.
Desenvolver máquinas para a fabricação de alimentos e bebidas ou até mesmo para o transporte do produto final e de suas matérias-primas também são outras atribuições que um engenheiro de alimentos pode ter. Tudo isso aliando técnica, segurança alimentar e qualidade nutricional e sensorial (sabor, aroma, textura e aparência).


Você sabia? O primeiro curso superior de Engenharia de Alimentos do Brasil foi criado em 1966, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).


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Um dos atributos do engenheiro de alimentos é desenvolver máquinas para a fabricação de alimentos e bebidas (Foto: Food Manufacture)

Inovar para se diferenciar

Você já reparou nas tendências gourmet e artesanal que têm influenciado a indústria alimentícia nos últimos anos? Elas tornam os consumidores mais críticos e exigentes em relação àquilo que compram, prezando muito mais a qualidade do que o preço baixo. Afinal, a alimentação também é uma experiência sensorial.
Outro fator é a preocupação com o bem-estar e a saúde, exemplificado em produtos descritos como fitness: mais saudáveis do que seus similares, contêm menos sódio, açúcares e conservantes, sem perder os nutrientes. Outro desafio é produzir para consumidores diabéticos ou intolerantes ao glúten – tudo isso com redução de custos e de modo ecologicamente responsável.

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A inovação é uma das principais qualidades de quem trabalha na indústria alimentícia (Foto: Food Navigator)

Sem crise

Uma ótima notícia para quem optou por engenharia de alimentos é que a área é uma das que melhor conseguem sobreviver em meio a crises econômicas. Isso porque comer e beber são necessidades humanas e, embora haja desaceleração, as oportunidades para o profissional bem preparado não param de surgir.
Segundo a Exame.com, a maioria das vagas se concentra em multinacionais do ramo alimentício. Porém, um engenheiro de alimentos também pode trabalhar como consultor em pequenas empresas e fiscalizador de órgãos governamentais, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Um engenheiro de alimentos pode trabalhar na indústria, ser consultor e até fiscalizador de órgãos governamentais (Foto: Purdue Research Foundation)

Continue estudando

Para ter sucesso na carreira em indústrias alimentícias, a atualização deve ser permanente, afinal esse é um segmento que exige inovação. Por isso, embora ter pós-graduação não seja obrigatório para quem está começando, fazer uma especialização aumenta as chances de conquistar a vaga dos sonhos.
Para quem pretende trabalhar em áreas variadas dentro de uma mesma empresa e deseja ocupar um cargo mais estratégico, o aprimoramento é indispensável, o que inclui também cursos voltados para o marketing e assuntos correlatos.

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Cursos de especialização permitem adquirir conhecimento para trabalhar em diversas áreas (Foto: FoodEngineering)


Saiba mais sobre engenharia de alimentos neste post.


Fontes: Exame.com e Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp.

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