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Força feminina: descubra o que é Movimento Me Too e como isso impacta a conduta das empresas

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por Redação 360
| 05/04/2022 4 min

Força feminina: descubra o que é Movimento Me Too e como isso impacta a conduta das empresas

por Redação 360 | 05/04/2022

Falar sobre a desigualdade dentro do mercado de trabalho é algo bastante delicado. Não dá para negar, esse tipo de coisa afeta todos os setores da economia. E tem mais, em 2016, a Comissão pela Oportunidade Igualitária de Emprego dos Estados Unidos mostrou que um número expressivo de empresas no país pagam menos a funcionários – ou seja, mulheres e homens – que alegam assédio; e esse número não considera custos indiretos, como baixa produtividade ou alta rotatividade. Já no mundo ideal, aquele em que gostaríamos de viver, teríamos um ambiente de trabalho justo para todos, sem espaço para esse tipo de comportamento. Pensando nisso é que surgiu o Movimento Me Too. Saiba mais no texto a seguir!

Conhecendo o Movimento Me Too

O Movimento Me Too começou em 2017, quando uma ativista social e organizadora comunitária norte-americana chamada Tarana Burke lançou nas mídias sociais a hashtag “Me Too” ou “Eu Também”, que acabou sendo popularizada por diversas celebridades, como Alyssa Milano. Logo, as pessoas começaram a tomar consciência da magnitude do problema que as mulheres enfrentavam no mercado de trabalho. E as denúncias de casos de agressão, além de assédio sexual e moral, continuam até hoje!

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Movimento Me Too
Imagem reproduzida de Hysteria

Certamente, a campanha ajuda muitos profissionais a tomarem consciência de como esse problema se tornou uma questão social grave que precisa ser enfrentada. O enorme engajamento tem inspirado milhões de mulheres e até homens a quebrarem o silêncio e lutarem pela causa. Só que, como se pode imaginar, não se trata de uma luta fácil, pois geralmente quem pratica esses crimes conta com o apoio de grandes empresários com dinheiro para encobrir os casos e promover chantagens.

O importante não é apenas levar estes casos à justiça, quando necessário, mas mostrar para as vítimas que elas não estão só. Dar-lhes mais força e confiança para falar sobre os abusos que sofreram no local de trabalho. E, enfim, com toda essa pressão e possível criação ou alteração de leis, trazer a mudança de cenário tão almejada por todas as mulheres!

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Casos dentro das engenharias

Um levantamento realizado pelo The New York Times mostra que centenas de empregados perderam seus cargos nos últimos anos nos Estados Unidos por serem acusados publicamente de assédio sexual. Já uma pesquisa da Thomson Reuters Foundation apontou que centenas de funcionários de grandes instituições de caridade globais foram demitidos ou perderam seus empregos por má conduta sexual. Nos perguntamos, como isso é possível? Mas, infelizmente, é real!

Movimento Me Too
Imagem reproduzida de O Globo

Engenheira Susan Fowler

Em 2015, uma ex-engenheira de confiabilidade de um famoso aplicativo de corridas compartilhadas, de nome Susan J. Fowler, denunciou o seu caso às autoridades. Ela alegou que foi ameaçada de demissão após relatar um caso de assédio sexual que sofreu. Na ocasião, seu novo gerente passou a lhe mandar mensagens inadequadas via chat na intranet, e que precisou fazer screenshots ou print screen dessas mensagens para juntar provas e relatar a história para o departamento de Recursos Humanos.

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Só que, para a sua surpresa, a empresa tentou amenizar o caso, porque o funcionário em questão possuía um alto desempenho no trabalho. A gerência não queria puni-lo e ela teve de mudar de equipe. Outras colegas também relataram interações inapropriadas com o mesmo funcionário. E mesmo fazendo juntas uma denúncia formal, não obtiveram feedback positivo nem do RH, nem da empresa ou dos seus chefes. Enfim, precisaram procurar a polícia e o ministério público!

Hoje, Lisa, que é formada em Engenharia de Softwares, é uma famosa escritora conhecida por seu papel em influenciar mudanças institucionais na forma como as empresas tratam o assédio sexual. Além disso, dirige um clube do livro de ciências, já escreveu sobre microsserviços, e atuou como editora de opinião de tecnologia do The New York Times.

Engenheira Lisa Gelobter

Outra vítima em ambiente de trabalho foi a engenheira de computação Lisa Gelobter. Infelizmente, durante muito tempo, era comum para ela ouvir dos colegas homens ser surpreendente uma mulher conhecer de softwares como Shockwave e Flash. Inclusive, em determinado momento, foi questionada se conseguia acompanhar mesmo uma conversa técnica.

Pois, num dia, quando leu sobre o Movimento Me Too, ela, que era então uma recém ex-executiva de tecnologia de uma das maiores redes de entretenimento televisivo do mundo, teve um insight. Pesquisou sobre o tema ‘discriminação contra a mulher negra na indústria de tecnologia’ e usou o conhecimento que adquiriu para projetar e fundar uma nova empresa. Trata-se da startup tEQuitable, que hoje ajuda empresas e seus funcionários a lidar com problemas como preconceito, assédio e discriminação.

De fato, não é novidade como as mulheres são exigidas ou se sentem exigidas a provar o tempo todo que são tão capazes quanto os homens no mercado de trabalho! Precisamos mudar essa realidade, não? E uma forma de fazer isso é ajudando a divulgar ações inspiradoras como o Movimento Me Too! Então, #metoo!

Veja Também:

O que leva uma mulher a desistir da carreira na Engenharia?

Como está o mercado de trabalho para as engenheiras


Fontes: Wikipedia, UOL, Revista Veja, Época Negócios.

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