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Já ouviu falar em bioimpressão?

por David Thomas | 03/08/2015
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Muito se tem falado sobre a revolução da manufatura com o uso das impressoras 3D. Esta é uma tecnologia relativamente nova que tem atraído muitos olhares ao redor do mundo.
Já vimos algumas inovações, como, a “construção” (neste caso poderíamos chamar de impressão?!) de pontes, casas, e até mesmo um carro. no entanto, a “novidade” é o uso desta tecnologia na medicina, isso mesmo! O futuro chegou e agora podemos imprimir partes do corpo.

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Imagem: www.bioprinting.ru


Próteses, tecidos e até mesmo órgãos, já podem ser reproduzidos. Esta é uma realidade que tem chegado cada vez mais perto com a evolução da ciência e tecnologia, e que já tem ajudado pessoas a mudarem de vida.
A impressão biológica, ou bioimpressão, como vem sendo chamada, é capaz de reconstituir partes do corpo danificadas. Hoje já é possível reproduzir, tecidos, vasos e artérias, até mesmo próteses internas e externas, dos mais variados modelos e tamanhos. No entanto, a ambição é muito maior.
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Imagem: wonderfulengineering.com


Calcula-se que em cerca de 10 anos será possível reproduzir órgãos como, rins, fígados e bexigas. Este é um processo lento e minucioso que exige muita pesquisa, afinal estamos falando de implantar peças impressas em seres humanos. O progresso é lento, mas os resultados podem ser notáveis.

+ Sobre a pesquisa

A startup russa de biotecnologia 3D Bioprinting Solutions, comandada pelo professor Me. Dr. Vladimir Mironov, é quem desenvolve os trabalhos de pesquisa e criação e juntamente com a DT3D. Esta parceria abre novas e estimulantes possibilidades para uma colaboração frutuosa e mutuamente benéfica no desenvolvimento de tecnologia de bioimpressão 3D.
Atualmente feitas no Brasil, no CTI (um centro público de pesquisas em Campinas – SP) e financiadas pelo CNPq, as pesquisas vem mostrando ótimos resultados. Em palestra recente, Dr. Mironov apresentou dados da bioimpressão da glândula tiroide de um rato. A meta do cientista Mironov é imprimir um rim. Seu grande objetivo é criar uma máquina capaz de depositar, camada a camada, as células que formam um dos mais complexos órgãos do corpo humano.
O processo é considerado inovador, uma vez que se utilizam de células para fazer o ”objeto” tomar “vida”. Este é um protótipo criado no Brasil. Acoplado a um braço robótico, a máquina poderá imprimir células diretamente na pele. O processo basicamente funciona em 3 passos:

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Imagem: www.puhratec.com.br

  • A pistola ou cabeça, depositará células para recuperar áreas danificadas, como feridas.
  • As células, encapsuladas em grupos, estarão dentro de gaiolas chamadas lockyballs. Com a forma de uma mini bola de futebol com ganchos, elas se prendem umas às outras e ao tecido.
  • As lockyballs são fabricadas em impressoras 3D e têm menos de 0,5 milímetro. Feitas do mesmo material de fios cirúrgicos, são absorvidas pelo corpo.

Já o processo para fabricação de próteses é mais simples, mas não menos fascinante, uma vez que são observados todas as características corporais do lugar onde o implante deve ficar, as imagens são enviadas para uma impressora 3D e saem como uma parte do corpo de verdade. Até mesmo os vasos sanguíneos são representados nas próteses.

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Imagem: article.pchome.net


Ver avanços na pesquisa como esses certamente oferece mais tranquilidade à quem precisa de um transplante e se torna um estimulo a mais para lutar pela vida.
Referências: Gartner Group; 3D Bioprinting solutions

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