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Esperança Brasil! Brumadinho acelera o reflorestamento em área de deslizamento de barragem

por Redação 360 | 07/05/2021

A iniciativa de 3 instituições traz uma técnica inédita ao Brasil, que permite o resgate do código genético de plantas da região de Brumadinho, em MG. Veja!

Em janeiro de 2019, quase 300 pessoas morreram no rompimento da barragem B1, da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, Minas Gerais. Como se não bastasse, a vegetação e o solo da região foram arrasados, contribuindo também para a morte da fauna local. Hoje, mais de dois anos depois do ocorrido, estratégias de recuperação são aplicadas.

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Brumadinho logo após a tragédia da barragem Mina Córrego do Feijão | Imagem extraída de pontoon-e.com

É neste sentido que caminha a parceria entre a UFV – Universidade Federal de Viçosa – e a Vale, empresa responsável pela barragem. A iniciativa traz uma técnica inédita ao Brasil, que permite o resgate do código genético ou DNA de plantas da região. Desse modo, é possível diminuir o tempo de recuperação de 132 hectares de floresta de oito para dois anos.

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Com efeito, o reflorestamento é primordial para que seja restaurada toda a biodiversidade da região. Com o nome de “Resgate de DNA e indução de florescimento precoce em espécies florestais nativas da região de Brumadinho”, o projeto é uma grande conquista para a conservação genética da flora da região.

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Área de Brumadinho passando por trabalho de reflorestamento | Imagem extraída de O Liberal

Ligação entre instituições promove reflorestamento

Além da Vale e a UFV, o projeto conta com a gestão da SIF – Sociedade de Investigações Florestais. Até agora, foram recolhidos os DNAs de 10 plantas de cinco espécies distintas. Algumas delas, aliás, são espécies ameaçadas de extinção.

Primeiramente, o material genético é coletado em campo, por meio de ramos das árvores matrizes. Depois, eles passam pela enxertia, tornando possível a sua reprodução. O processo faz com que as mudas tenham um crescimento bastante acelerado. Afinal, elas levariam normalmente mais de oito anos para florescer, iniciando assim o processo entre seis e doze meses após o resgate em campo.

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Imagem extraída de
Estado de Minas
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Imagem extraída de
Estado de Minas

Gleison dos Santos, professor do Departamento de Engenharia Florestal da UFV – o DEF/UFV -, afirma que: “Em parceria com a Vale, resgatamos o DNA de espécies importantes para na estrutura das florestas da região, como jacarandá caviúna, ipê amarelo, braúna e jequitibá. Também estamos produzindo cópias das plantas para garantir que a constituição genética de cada uma não seja perdida”.

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Certamente esta notícia aquece um pouco os nossos corações, não é mesmo? O Brasil vive um período muito delicado com relação ao Meio Ambiente e ações como esta devem servir de exemplo positivo! Fale o que achou dessa notícia nos comentários e a compartilhe com quem irá gostar de saber!


Fonte: Estado de Minas.

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