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Engenheiro sírio desenvolve robô salva-vidas

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por Colaboradores 360
| 15/02/2014 | Atualizado em 18/08/2022 2 min

Engenheiro sírio desenvolve robô salva-vidas

por Colaboradores 360 | 15/02/2014 | Atualizado em 18/08/2022
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O engenheiro da computação Ahmad Haidar, em parceria com seu amigo de infância e também engenheiro Belal estão desenvolvendo um robô para resgatar pessoas feridas na guerra civil da Síria.
Um rebelde recua diante da ofensiva governamental durante combate na linha de frente de Moaskar, Aleppo, Síria, 24/10/2012. Voice of America.
Um rebelde recua diante da ofensiva governamental durante combate na linha de frente de Moaskar, Aleppo, Síria, 24/10/2012. Foto: Voice of America.

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A inspiração para criar o robô Tena (nome de uma mulher finlandesa por quem Haidar foi apaixonado) veio de uma experiência que Haidar teve em julho de 2012. Um franco-atirador do exército sírio atirou nas pernas de uma mulher, sem intenção de matá-la. Esta é uma tática comum, pois dessa forma ele poderá matar qualquer outra pessoa que tentar ajudá-la. Um homem tentou ajudá-la com uma haste longa de metal, afim de arrastar a mulher para longe do perigo. Infelizmente, o franco-atirador acabou matando-a com um tiro no pescoço.

Ativistas sírios sob fogo dos franco-atiradores de Assad tentam salvar uma vítima de um franco-atirador.

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Os dois engenheiros vivem atualmente na Turquia, como refugiados. A maior parte dos custos de desenvolvimento do robô está sendo bancada por eles mesmos, mas eles também aceitam doações através do site oficial: robotena.org.

Design do robô Tena. Foto: vice.com.
Design do robô Tena. Foto: vice.com.

O robô é um compartimento móvel, com longos braços capazes de pegar as pessoas feridas, inseri-las em um compartimento para protegê-la das balas e assim carregá-las até um local seguro, controlado remotamente.

Protótipo do Robô Tena. Foto: Leyland Cecco / The Guardian
Os braços do Robô Tena. Foto: Leyland Cecco / The Guardian

Um grupo rebelde prometeu fornecer o financiamento necessário para a conclusão do projeto, mas em troca Haidar deveria desenvolver armas para eles, o que ele não aceitou.

Antes de se refugiar na Turquia, Haidar fazia parte de um grupo hacker que luta contra o Exército Eletrônico da Síria. Seu trabalho era criar vírus. Além disso, eles “hackeavam” o Facebook de ativistas presos para limpar qualquer evidência de atividade rebelde.

Assim que Haidar finalizar o projeto, ele irá para a França, sua esposa Isabelle o espera. “Viverei em uma fazenda com três cães e a mulher que amo”, explica.

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+ Texto por Douglas Moura. Estudante de Engenharia Civil, saxofonista amador e programador auto-didata, acredita que pode mudar o mundo um passo de cada vez. Ama jazz, software livre e ciências exatas.


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