O engenheiro da computação Ahmad Haidar, em parceria com seu amigo de infância e também engenheiro Belal estão desenvolvendo um robô para resgatar pessoas feridas na guerra civil da Síria.

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A inspiração para criar o robô Tena (nome de uma mulher finlandesa por quem Haidar foi apaixonado) veio de uma experiência que Haidar teve em julho de 2012. Um franco-atirador do exército sírio atirou nas pernas de uma mulher, sem intenção de matá-la. Esta é uma tática comum, pois dessa forma ele poderá matar qualquer outra pessoa que tentar ajudá-la. Um homem tentou ajudá-la com uma haste longa de metal, afim de arrastar a mulher para longe do perigo. Infelizmente, o franco-atirador acabou matando-a com um tiro no pescoço.

Ativistas sírios sob fogo dos franco-atiradores de Assad tentam salvar uma vítima de um franco-atirador.

Os dois engenheiros vivem atualmente na Turquia, como refugiados. A maior parte dos custos de desenvolvimento do robô está sendo bancada por eles mesmos, mas eles também aceitam doações através do site oficial: robotena.org.

Design do robô Tena. Foto: vice.com.
Design do robô Tena. Foto: vice.com.

O robô é um compartimento móvel, com longos braços capazes de pegar as pessoas feridas, inseri-las em um compartimento para protegê-la das balas e assim carregá-las até um local seguro, controlado remotamente.

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Protótipo do Robô Tena. Foto: Leyland Cecco / The Guardian
Os braços do Robô Tena. Foto: Leyland Cecco / The Guardian

Um grupo rebelde prometeu fornecer o financiamento necessário para a conclusão do projeto, mas em troca Haidar deveria desenvolver armas para eles, o que ele não aceitou.

Antes de se refugiar na Turquia, Haidar fazia parte de um grupo hacker que luta contra o Exército Eletrônico da Síria. Seu trabalho era criar vírus. Além disso, eles “hackeavam” o Facebook de ativistas presos para limpar qualquer evidência de atividade rebelde.

Assim que Haidar finalizar o projeto, ele irá para a França, sua esposa Isabelle o espera. “Viverei em uma fazenda com três cães e a mulher que amo”, explica.


+ Texto por Douglas Moura. Estudante de Engenharia Civil, saxofonista amador e programador auto-didata, acredita que pode mudar o mundo um passo de cada vez. Ama jazz, software livre e ciências exatas.


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