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Dia das Mulheres na Ciência: conheça brasileira que incentiva meninas na área

por Jéssica Balbino | 11/02/2021

Para Duilia de Mello, é essencial que as meninas saibam que podem fazer ciência e que esta é uma carreira viável

O dia 11 de fevereiro é marcado, desde 2015, para a celebração do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. A data foi instituída após uma iniciativa da Unesco e da Organização das Nações Unidas (ONU) para exaltar as profissionais da pesquisa e ciência ao redor do mundo e também para inspirar as novas gerações para profissões e carreiras que estão ligadas à área, ajudando também na desconstrução de estereótipos de gênero. 

A astrofísica intergalática brasileira

Prova disso e da urgência de tratar o tema e também incentivar a juventude nestas áreas de saber é Duilia de Mello, um dos maiores nomes da ciência no Brasil. Ela divide sua rotina entre as pesquisas científicas e a propagação da ciência para garotas através da “Associação Mulher das Estrelas”. 

Duilia de Mello
Duilia de Mello

Atualmente, Duilia estuda a evolução das galáxias, desde como nascem e evoluem até se formarem como a que habitamos, a Via Láctea. Além disso, se dedica a encorajar garotas e jovens a entrarem nesse universo da ciência por meio do projeto que coordena e já falou para 30 mil crianças e adolescentes. 

“É para mostrar para as meninas que a ciência pode ser feita por todas, não é só para gênio e, basta gostar do assunto e se dedicar muito.”

Duilia de Mello, cientista brasileira, em entrevista à CNN.

Por meio da associação, já esteve em escolas e empresas brasileiras, para mostrar a importância da pesquisa ser ocupada por mulheres.
“A ciência pode ser feita por todas, não é só para gênio e, basta gostar do assunto e se dedicar muito, que a ciência é uma carreira muito bonita e de muita flexibilidade, que precisa de mais meninas e mais mulheres”, disse a astrofísica à CNN.

Para ela, é essencial que as meninas saibam que podem fazer ciência e que esta é uma carreira viável, com  soluções diferentes para os estudos. 

Além disso, Duilia traz no currículo a vice-reitoria e também uma cadeira como professora na Universidade Católica, em Washington (EUA) e atua como colaboradora da Nasa através de um programa da universidade. 

O futuro da ciência nas novas gerações 

O exemplo de Duilia é muito rico, no entanto, ele não é o único no país. A doutoranda e mestre em Educação, Ciências e Saúde pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Gabriella Mendes, é fundadora do projeto “Meninas na Ciência-UFRJ”. 

O projeto surgiu em 2018 a partir de um incômodo da cientista ao ouvir relato de alunas que se sentiam inferiores aos homens, desde o tratamento em casa até as disciplinas escolares. 

“A partir destes relatos, senti necessidade de poder fazer algo a mais, a necessidade imediata de programar ações que visam a promoção da presença das mulheres nos campos de ciência e tecnologia”. 

Gabriella Mendes, fundadora do projeto “Meninas na Ciência-UFRJ”, em entrevista à CNN. 

Desse modo, ela incentiva as meninas que ainda estão em idade escolar a conhecer várias áreas científicas. Assim, através do incentivo e motivação, a doutoranda quer motivar as novas gerações para que elas acreditem que as mulheres podem ocupar todos os espaços na sociedade e, de acordo com a fundadora, dar visibilidade às mulheres cientistas, novamente quebrando estereótipos e estimulando a reflexão sobre a desigualdade de gênero.

As mulheres e a história científica 

São muitas as mulheres que fizeram história na ciência ao redor do mundo. Muitas delas com descobertas que mudaram os rumos de diferentes pesquisas. 

marie curie

Quando pensamos em nomes de cientistas, um dos primeiros que vem à mente é de Marie Curie, a  polonesa que fez tantas descobertas sobre a radiação, cunhando inclusive o termo “radioatividade”, além de descobrir dois novos elementos da tabela periódica: polônio e rádio. 

Além dela, a cientista Lise Meitner descobriu o protactínio na tabela periódica e também a fissão nuclear, quando percebeu que átomos de urânio se dividiam em outros átomos ao serem bombardeados com nêutrons. 

Já Chien-Shiung Wu, cujo nome na tradução é ‘corajosa heroína’  fez grandes contribuições para a física nuclear do mundo quando refutou um princípio físico e provou que o princípio de conservação de paridade, que determina que partículas simétricas devam se comportar da mesma maneira, não se aplica a todas as partículas.

Vera Rubin confirmou a existência da matéria escura observando a velocidade com que as estrelas giram ao redor de uma galáxia.  E quando o assunto é o universo, Cecilia Payne descobriu que tanto o Sol como as estrelas são compostos de hidrogênio e hélio e não a mesma composição da Terra, diferente do que se imaginou por muito tempo. 

Quando olhamos para o céu e podemos observar um pouco das 8 mil estrelas que podem ser vistas a olho nu, devemos a Annie Jump Cannon, conhecida como ‘colecionadora de estrelas’, a classificação 50 vezes maior deste número. 

Mulheres e o corpo humano

Agora, se pensamos na ciência que se aplica aos seres humanos, Rosalind Franklin foi a cientista que fez grandes descobertas em nível microscópio, conseguindo fotografar o DNA, algo que a permitiu ver que a molécula tinha uma estrutura de dupla-hélice. 

Rosalind Franklin, mulheres na ciência

Barbara McClintock descobriu a transposição genética, capacidade dos genes de mudarem de lugar no cromossomo e “ligar” e “desligar”, um fenômeno ligado a mutações genéticas e com importante papel na evolução das espécies.

Nettie Stevens descobriu que são os cromossomos X e Y que determinam o sexo de um bebê na hora da concepção, e não a temperatura do ambiente, a alimentação da mãe ou outros fatores externos como se acreditou por muito tempo.

Conhece alguma mulher inspiradora na ciência? Deixe o nome nos comentários!

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