Engenharia 360

Entendendo o BIM na prática: o estudo de caso do Aeroporto de Governador Valadares, em Minas Gerais

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por Redação 360
| 14/04/2022 4 min

Entendendo o BIM na prática: o estudo de caso do Aeroporto de Governador Valadares, em Minas Gerais

por Redação 360 | 14/04/2022

Recentemente, a Autodesk compartilhou conosco uma história muito estimulante, pelo menos para aqueles que admiram e desejam trabalhar com projetos em Modelagem da Informação da Construção (BIM). As empresas parceiras SAC e GV BIM exploraram a própria plataforma BIM da Autodesk para melhorar o projeto que desenvolviam para o Aeroporto de Governador Valadares – ou Aeroporto Coronel Altino Machado de Oliveira -, em Minas Gerais. A ideia era reduzir os riscos de obra ao máximo. Saiba mais sobre o caso no texto a seguir!

Qual o desafio encontrado no projeto do aeroporto?

Na verdade, o desafio encontrado neste projeto foi como o de muitos outros projetos e obras de aeroportos. Ou seja, é óbvio que, um ambiente operacional assim, apresenta muitas complexidades associadas ao gerenciamento de investimento e logística. Eis a questão!

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E a solução proposta?

Sim, este desafio ficou bastante evidente desde o começo do projeto de ampliação da pista do aeroporto. A solução proposta pelos desenvolvedores foi a de fazer implementação de novas tecnologias. Contudo, as mesmas integradas justamente à plataforma BIM da Autodesk.

Pré-requisitos

Bem, a Secretaria Nacional de Aviação Civil (ANAC) queria mesmo que essas melhorias do aeroporto acontecessem sobre um projeto que contemplasse soluções para práticas de gestão de riscos em projetos e planejamento 4D. Então, todas as medidas previamente adotadas pelas SAC e GV BIM – isso inclui a apresentação da Análise de Impacto sobre a Segurança Operacional e Procedimentos Específicos de Segurança Operacional – só ajudaram na aprovação dos planos junto à ANAC. Além disso, para a liberação de recursos federais por meio de processo de investimentos.

A saber, foi criada uma documentação extremamente detalhada mostrando quais possíveis defesas existentes e medidas adicionais para eliminação ou mitigação de riscos decorrentes de obras em áreas operacionais do aeroporto.

Então, como ficou o modelo BIM para o aeroporto?

Olha que interessante, nesse caso, a tecnologia da plataforma Autodesk permitiu que o modelo BIM desenvolvido, a partir de programas como Revit e Civil 3D, fosse visualizado em sistema de Realidade Virtual (RV). De fato, uma experiência de imersão como essa ainda não é tão comum em trabalhos de Arquitetura e Engenharia no Brasil. O legal é que, mesmo o público leigo, via óculos de RV, pode entender melhor a proposta e até identificar e avaliar riscos. Imagina então os especialistas! Com o recurso, eles conseguem planejar melhor soluções para aumentar a eficiência e precisão da sua gestão, principalmente durante a elaboração do plano de mitigação de riscos.

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Na segunda etapa do projeto, os modelos BIM e simulações foram integrados nesta solução de RV para a identificação de potenciais riscos de acidentes aeroportuários em área operacional.

“(…) a metodologia BIM desempenhou um papel significativo no planejamento da obra, pois facilitou o gerenciamento de riscos durante as fases de projeto, construção e manutenção do empreendimento para a ampliação da pista do aeroporto.” – Segundo Adriana Rolim, da SAC, em reportagem da Autodesk.

Flightsim.to
Imagem reproduzida de Flightsim.to

Resultados

Ver os detalhes desse plano a um nível como esse de detalhamento fez com que todos os envolvidos no serviço tivessem os riscos possíveis e a necessidade de encontrar soluções bem claros na mente. Por exemplo, como dar apoio aos operadores do aeroporto e às equipes de engenharia e gestão de segurança. Ou, agora, como estabelecer uma ligação entre os dados adquiridos e o modelo BIM, a fim de realizar o processo de monitoramento de risco em maio a construção, além de poder realizar análises de riscos adicionais. E, finalmente, como usar esses recursos disponíveis para planejar que mais pousos e decolagens de aeronaves aconteçam mesmo durante a obra, evitando impactos diretos à aviação regular ou executiva.

“Com essa integração, conseguimos avaliar os riscos que poderiam causar impactos negativos ao projeto e tivemos a oportunidade de registrar todas essas informações.” – Adriana Rolim.

Então, o que achou desse exemplo de caso envolvendo BIM? Compartilhe a sua opinião conosco, nos comentários!

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