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Microsoft faz investimento massivo em descarbonização para lidar com as mudanças climáticas

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por Kamila Jessie
| 27/01/2020 3 min

Microsoft faz investimento massivo em descarbonização para lidar com as mudanças climáticas

por Kamila Jessie | 27/01/2020
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A Microsoft anunciou que pretende se tornar uma empresa carbono negativo até 2030. Mas você sabe como isso pode acontecer? No caso, a companhia vai investir em descarbonização. A previsão é que, até 2050, essa gigante da tecnologia vai retirar do meio ambiente todo o carbono que já emitiu desde a sua fundação, em 1975.

O presidente da Microsoft, Brad Smith, a diretora financeira Amy Hood e a CEO Satya Nadella se preparando para anunciar o plano da Microsoft de ser uma empresa carbono negativo até 2030, com plano de redução de emissões e descarbonização.
O presidente da Microsoft, Brad Smith, a diretora financeira Amy Hood e a CEO Satya Nadella se preparando para anunciar o plano da Microsoft de ser uma empresa carbono negativo até 2030. Imagem: Microsoft.

Não é novidade que a Microsoft tem iniciativas de um certo cuidado com o meio ambiente.  Essa é uma tendência que já vem acontecendo desde 2012, quando Steve Ballmer estava lá como CEO, e a empresa se tornou carbono neutro, por meio do uso de energia renovável e compensações de carbono. Mas o gás não parou por aí, com o perdão do trocadilho.

Investimento em retirar gás carbônico do ambiente

Agora, na figura do Satya Nadella como CEO da Microsoft, o investimento foi de USD 1 bilhão em tecnologias para reduzir emissões e retirar dióxido de carbono da atmosfera, o principal responsável pelas mudanças climáticas. Essa segunda tarefa é mais difícil e onerosa e dá palco para uma série de diferentes profissionais atuarem.

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, anuncia as iniciativas climáticas de longo prazo da empresa. Fonte: GeekWire
CEO da Microsoft, Satya Nadella, anuncia as iniciativas climáticas de longo prazo da empresa. Imagem: GeekWire.

No que tange as emissões de gás carbônico, há três escopos: as emissões diretas (por exemplo a queima de combustíveis fósseis), indiretas (como aquelas derivadas da produção de energia) e aquelas indiretas relacionadas à cadeia produtiva, cheias de derivações. Se você acha que empresas de tecnologia trabalham meramente com programação e design dos produtos, está muito enganado. A cadeia produtiva é imensa, envolve diversos países, recursos e muitos segmentos profissionais. E o cuidado com o meio ambiente só torna o cenário promissor para o planeta e para a gente trabalhar!

O vídeo abaixo, em inglês, disponibilizado pela Microsoft, explica toda a influência do dióxido de carbono sobre a crise climática e a responsabilidade das empresas sobre isso:

A Microsoft não especificou, em números, suas emissões históricas totais, mas disse que suas operações irão bombear 16 milhões de toneladas de dióxido de carbono este ano, direta ou indiretamente. A empresa diz que compensará sua poluição que remonta a 1975 através de uma combinação de captura direta de ar e sistemas naturais. Isso inclui plantios de árvores, novas práticas de gerenciamento de solo e uma abordagem amplamente teórica conhecida como bioenergia com captura e armazenamento de carbono.

De acordo com a empresa, esse investimento todo vai ser direcionado principalmente com base em quatro critérios:

  1. estratégias que tenham a perspectiva de gerar descarbonização significativa, resiliência climática ou outro impacto na sustentabilidade;
  2. impacto adicional do mercado na aceleração de soluções atuais e potenciais;
  3. relevância para a Microsoft, criando tecnologias que possam ser usadas para lidar com sua dívida climática não paga e futuras emissões; e
  4. consideração da equidade climática, inclusive para as economias em desenvolvimento.

Além deste novo fundo, a Microsoft declarou que continuará a investir em projetos de monitoramento e modelagem de carbono por meio do programa AI for Earth, que cresceu nos últimos dois anos para apoiar mais de 450 beneficiários em mais de 70 países. Inclusive, a gente já comentou aqui sobre como a inteligência artificial pode ajudar no combate às mudanças climáticas.

Negatividade que a gente aprova

A gente espera que a empresa, fundada pelo engenhoso Bill Gates, não esteja trabalhando meramente com uma estratégia de marketing. Muito embora, se for o caso, seria uma campanha de 1 bilhão de dólares americanos para se responsabilizar sobre sua pegada de carbono, então a gente crê que seja, de fato, cuidado com o planeta.

Esperamos que o investimento motive e inspire demais companhias a assumirem esse compromisso. Nesse sentido, o interesse da indústria pode fomentar mais desenvolvimento para técnicas de descarbonização e baratear esses processos.

Fonte: Microsoft.

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Kamila Jessie

Engenheira ambiental e sanitarista, MSc. e atualmente doutoranda em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo. http://orcid.org/0000-0002-6881-4217

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