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Da engenharia para o Oscar: quem foram as mulheres que inspiraram o filme ”Estrelas além do tempo”

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4 min

POR Karine Rocha 09/02/2017

(Reprodução)


Já assistiu “Estrelas além do tempo“? Em cartaz nos cinemas e considerado uma das apostas para o Oscar 2017, o filme aborda a história de três mulheres negras calculistas da NASA durante a corrida espacial contra a União Soviética, que sofreram o preconceito do sul dos Estados Unidos no início dos anos 60.
Baseado em uma história real, contamos abaixo um pouco mais sobre quem foram essas três grandes mulheres. Olha só!

Mary Winston Jackson

Fonte: NASA 


Uma mulher que tinha amor pela ciência. Natural de Hampton, Virgínia, ela se formou em Hampton Institute em 1942 com um diploma duplo em Matemática e Ciências Físicas. Na década de 1970, ela ajudou os jovens do clube de ciência do Centro Comunitário King Street de Hampton a construir seu próprio túnel de vento e usá-lo para realizar experimentos.
Depois de dois anos na área de computação, Mary Jackson recebeu uma oferta para trabalhar para o engenheiro Kazimierz Czarnecki no Túnel de Pressão Supersônico de 4 pés por 4 pés, um túnel de vento de 60.000 cavalos capaz de explodir modelos com ventos próximos ao dobro da velocidade do som. Czarnecki ofereceu a Mary experiência prática na realização de experimentos na instalação e, eventualmente, sugeriu que ela entrasse em um programa de treinamento que lhe permitiria ganhar uma promoção de matemática para engenharia.
Mary completou os cursos, ganhou a promoção, e em 1958 tornou-se a primeira engenheira negra da NASA. Nessa época, engenheiras de qualquer fundo eram uma raridade. Ela pode ter sido a única engenheira aeronáutica negra no campo. Por quase duas décadas, teve uma carreira de engenharia produtiva e foi autora ou co-autora de uma dúzia de relatórios de pesquisa, a maioria focada no comportamento da camada limite de ar em torno de aviões. Mary aposentou-se de Langley em 1985.
 


Veja também! Mulheres negras nos cursos de Engenharia: relato de estudante da Poli mostra como é a realidade


Dorothy Vaughan

Fonte: NASA


Dorothy Vaughan foi ao laboratório aeronáutico de Langley em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, deixando sua posição como professora de matemática na High School de Robert Russa Moton em Farmville, Virginia, para fazer o exame do que acreditou que seria um trabalho temporário.
Ela foi designada para a unidade “West Area Computing”. Por lá, integrava o grupo de matemáticas formado por mulheres negras, que tinham que jantar separadamente dos demais e usar um banheiro distinto. Ao longo do tempo, tanto individualmente como em grupo, os Computadores Ocidentais se distinguiram com contribuições para praticamente todas as áreas de pesquisa em Langley.
Em 1949, Dorothy foi promovida para liderar o grupo, tornando-se a primeira supervisora ​​negra do NACA. Isso deu a ela uma rara visibilidade em todo o laboratório, permitindo que ela ajudasse nomes como Vera Huckel e Sara Bullock em projetos como a compilação de um manual de métodos algébricos para cálculo de máquinas.
Vaughan foi uma firme defensora das mulheres da West Computing, e até mesmo interveio em outros grupos que mereciam promoções ou aumentos de salário.
Depois de colaborar com a West Computing por quase uma década, em 1958, quando o NACA fez a transição para a NASA, instalações segregadas, incluindo o escritório da West Computing, foram abolidas.
A profissional aposentou-se em 1971. Procurou, mas nunca recebeu, uma outra posição da gerência em Langley. Seu legado vive nas carreiras de sucesso de notáveis ​​alunos da West Computing.

Katherine Johnson

Fonte: NASA


Nascida em White Sulphur Springs, em West Virginia, em 1918, a intensa curiosidade e brilhantismo de Katherine Johnson com os números a elevaram à frente de vários graus na escola.
Quando West Virginia decidiu integrar silenciosamente suas escolas de pós-graduação em 1939, o político do estado, Dr. John W. Davis, escolheu Katherine e dois estudantes do sexo masculino como os primeiros estudantes negros a serem oferecidos em escolas da West Virginia University. Katherine, então, deixou seu trabalho de professora e se matriculou no programa de matemática de pós-graduação.
Em 1952, um parente lhe falou sobre posições abertas na área de computação no laboratório de Langley do Comitê Consultivo Nacional para Aeronáutica (NACA).
O lançamento, em 1957, do satélite soviético Sputnik mudou a história – e a vida de Katherine Johnson. Em 1957, Katherine ajudou nos cálculos matemáticos de tecnologia especial e nas palestras ministradas por engenheiros da Divisão de Pesquisa de Voo e da Divisão de Investigação de Aeronaves não pilotadas (PARD). Os engenheiros desses grupos formaram o núcleo do Space Task Group, a primeira incursão oficial do NACA em viagens espaciais, e Katherine, que havia trabalhado com muitos deles desde que chegou a Langley, “veio junto com o programa”. Foi ela a responsável pela análise de trajetórias de Alan Shepard na missão Freedom 7, o primeiro vôo espacial humano da América, em maio de 1961.
Em 1962, quando a NASA se preparava para a missão orbital de John Glenn, Katherine Johnson foi convidada a fazer o trabalho pelo qual se tornaria mais conhecida. Ela também trabalhou no Space Shuttle e no Earth Resources Satellite e foi autora ou co-autora de 26 relatórios de pesquisa. Se aposentou em 1986, depois de trinta e três anos em Langley.
Em 2015, aos 97 anos de idade, Katherine acrescentou outro feito extraordinário à sua longa lista: o presidente Barack Obama lhe concedeu a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta honra civil da América.


 

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