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Curiosity prepara-se para perfurar Marte pela 1ª vez

por Eduardo Mikail | 06/02/2013
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A broca de perfuração pode ser vista tocando o solo no centro da ferramenta - os engenheiros planejam ligá-la nos próximos dias. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]

A broca de perfuração pode ser vista tocando o solo no centro da ferramenta – os engenheiros planejam ligá-la nos próximos dias. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]

O jipe-robô Curiosity, que está explorando Marte, está se preparando para usar pela primeira vez o seu sistema de perfuração.

Apesar de veículos espaciais anteriores terem raspado a superfície de rochas em Marte, o Curiosity é o primeiro capaz de perfurar estruturas rochosas.

O equipamento do robô espacial arranhou levemente uma camada rochosa no solo da cratera Gale – o local onde o Curiosity pousou em 6 de agosto do ano passado.

Imagens mostradas antes e depois da operação – que ainda não utilizou a rotação da ferramenta – revelam as marcas deixadas pela ferramenta de perfuração.

Efeitos da temperatura

Os engenheiros da NASA estão adotando uma postura cautelosa em relação ao procedimento.

Eles precisam aferir se o que ocorre com a rocha e com o perfurador está seguindo o esperado.

A principal preocupação é com a contração e a dilatação de todo o braço robótico, que pode encolher até 2,4 milímetros conforme a temperatura varia entre 0ºC durante o dia e -65ºC durante a noite.

Se houver a necessidade de deixar a broca no local da perfuração durante a noite, pode haver o risco de quebra do equipamento.

“Este teste é feito a pressões de carga menores do que planejamos usar durante a perfuração, para aprendermos mais sobre os efeitos da temperatura sem colocar o equipamento em risco,” disse Daniel Limonadi, um dos engenheiros da missão.

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Geólogo robótico 

Se a placa rochosa for considerada adequada, serão feitas várias perfurações para valer, utilizando a rotação, bem como a ação de percussão do perfurador – ele possui uma “furadeira de impacto”.

As amostras – o pó resultante do trabalho da perfuratriz – serão então retiradas e depositadas nos laboratórios que o Curiosity carrega – o nome completo da missão é Laboratório Científico de Marte, graças a essa capacidade de realização das análises e experimentos.

Um dos grandes objetivos da missão do Curiosity é determinar se Marte já teve no passado um ambiente capaz de abrigar vida bacteriana.

Detalhar a composição das rochas é algo crítico para a investigação sobre a possibilidade de as crateras manterem um registro geoquímico das condições em que elas se formaram.

Perfurar alguns centímetros dentro de uma rocha pode fornecer uma amostra mais fiel do passado, não alterada pelas condições meteorológicas e pelas radiações que atingem constantemente o planeta.

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Eduardo Mikail

Engenheiro Civil, empresário e empreendedor digital. É fundador do Engenharia 360 e sócio-fundador da Bronks content., produtora de conteúdo e projetos digitais. Formado em Engenharia Civil e Administração com especialização em Marketing pela ESPM, já trabalhou em uma das maiores construtoras do país e hoje está à frente da Mikail Arquitetura e Engenharia. Interessado por tecnologia, iGadgets e nas horas vagas curte viagens, música e fotografia. Segue lá no Instagram @eduardomikail

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