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Ostras e mariscos com partículas de glitter e microplástico: Você os consumiria?

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por Redação 360
| 07/06/2023 4 min
Imagem de fabrikasimf em Freepik

Ostras e mariscos com partículas de glitter e microplástico: Você os consumiria?

por Redação 360 | 07/06/2023
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Uma pesquisa realizada pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) encontrou glitter e microplásticos em ostras e mariscos de Santa Catarina, estado que lidera a produção desses alimentos no Brasil (95%). Os microplásticos foram encontrados em todas as amostras analisadas, levantando preocupações sobre os riscos para a saúde humana e o ecossistema marinho. Neste texto do Engenharia 360, vamos refletir sobre os danos causados pela poluição dos mares. Confira!

glitter e microplástico ostras SC
Imagem de Yung-pin Pao por Pixabay

A motivação da pesquisa e sua descoberta alarmante

Você sabia? As ostras, um tipo específico de marisco, são moluscos bivalves que vivem em ambientes marinhos e se alimentam filtrando a água para obter seu alimento, que geralmente é o fitoplâncton.

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Na pesquisa do IFSC, em Itajaí, foi encontrado glitter e microplásticos em ostras e mariscos. O estudo chamado de "Investigação da presença de microplásticos em moluscos de cultivo em Santa Catarina" analisou cerca de 60 amostras dos alimentos cultivados no mar das cidades de Penha e Bombinhas, no Litoral Norte catarinense. Em todas as amostras analisadas, acredite ou não, os pesquisadores encontraram ao menos um fragmento de microplástico. Terrível, não é mesmo?!

glitter e microplástico ostras SC
Imagem de Fabien - Pixabay Ambassador por Pixabay

A motivação para realizar a pesquisa foi sensibilizar e alertar a população sobre os riscos do consumo de microplásticos presentes nos moluscos. A preocupação é que isso possa causar problemas crônicos de longo prazo para os seres humanos.

glitter e microplástico ostras SC
Imagem IFSC, arquivo pessoal, via G1
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Imagem IFSC, arquivo pessoal, via G1

A saber, a pesquisa contou com a participação de cinco estudantes do ensino médio do IFSC, além do professor Thiago Pereira Alves, que é o coordenador. Os moluscos são analisados no Laboratório Oficial de Análise de Resíduos e Contaminantes em Recursos Pesqueiros (Laqua), onde o trato digestivo dos animais é retirado e colocado em solução alcalina. Após um processo de filtração, os microplásticos são separados e analisados. A expectativa é concluir a pesquisa até o final do ano.

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O ciclo completo do microplástico na natureza

Antes de tudo, glitter é uma substância brilhante usada em produtos como cosméticos, artesanato e decoração. É geralmente feito de pequenas partículas de plástico ou metal. Microplástico é um tipo de plástico com um tamanho reduzido, geralmente menor que 5 milímetros. Essas partículas podem ser originadas de produtos plásticos maiores que se degradaram no meio ambiente ou de produtos que já são fabricados como microplásticos, como alguns cosméticos e produtos de limpeza.

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Imagem de Freepik

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Quer saber como esse glitter e outros microplásticos chegaram nas ostras de Santa Catarina? Bem, o ciclo dos microplásticos na natureza começa quando os plásticos são descartados inadequadamente no ambiente. Com o tempo, eles se degradam em pequenos fragmentos chamados microplásticos. Esses microplásticos podem ser transportados pela água, vento e correntes marítimas, alcançando rios e oceanos. Aos animais ingerem microplásticos durante a alimentação, já que essas partículas se misturam com o fitoplâncton, seu alimento natural.

glitter e microplástico ostras SC
Imagem de Freepik

Se os humanos consomem carne de animais contaminados, podem ficar doentes. A saber, os microplásticos podem conter substâncias químicas tóxicas, como aditivos plásticos e poluentes ambientais, que podem ser liberadas no trato digestivo. E essas substâncias podem, enfim, causar problemas crônicos a longo prazo.

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Este é um alerta da ciência para a importância de práticas adequadas de descarte de resíduos, destacando como o lixo pode chegar aos rios e mares e afetar o ecossistema marinho e todos os organismos que dependem dele.

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Fontes: G1.

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