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Cadáver de aranha ganha nova vida como robô graças a cientistas

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por Redação 360
| 19/04/2023 4 min
Imagem de travel-photography em Freepik

Cadáver de aranha ganha nova vida como robô graças a cientistas

por Redação 360 | 19/04/2023
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Por certo, você deve conhecer a estória de Frankesntein ou já assistiu filmes de zumbis, não é mesmo? Pois o que o Engenharia 360 compartilha neste texto é um feito científico bem perto disso. Recentemente, pesquisadores da Rice University, nos Estados Unidos, usaram um cadáver de aranha para criar um robô. Na verdade, esta ideia não é tão inovadora quanto parece. Esta área da robótica já existe e é chamada, na verdade, de soft robotics. Saiba mais a seguir!

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Os robôs com design baseado na anatomia de outros seres vivos

A soft robotics se baseia em criar robôs com design semelhante à anatomia de seres vivos, sobretudo animais. Neste caso, portanto, diferente dos robôs comuns, os dispositivos apresentariam partes menos rígidas e moldadas em materiais que permitem uma maior adaptabilidade, semelhante a de componentes biológicos como músculos ou tendões, por exemplo. Tal modelo de engenharia é classificado como biomimética. E, a partir dela, pode-se obter inspiração para o desenvolvimento de outros projetos, como na área de aviação.

robô cadáver de aranha
Imagem reproduzida de Preston Innovation Laboratory, Rice University, via Superinteressante

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O novo robô feito de um corpo biológico de cadáver de aranha

Agora, o que os cientistas conseguiram, ao invés de fabricar um robô nos moldes de um animal ou criar um nanorrobô baseado em DNA, foi usar o próprio corpo de um animal já sem vida para criar um robô capaz de realizar tarefas robóticas. Essa abordagem é conhecida como necrobótica. E foi isso que conseguiram os pesquisadores norte-americanos.

Eles aplicaram ar pressurizado nas perdas de um cadáver de aranha, recriando o movimento de pinças robóticas. Para esticar as pernas da aranha já sem vida, foi usado um mecanismo hidráulico composto por câmaras de sangue que se expandem e contraem de acordo com o movimento a ser realizado. A saber, as válvulas naturais perdem a pressão na morte do ser - daí o motivo pelo qual suas pernas se contraem quando vão a óbito.

robô cadáver de aranha
Imagem reproduzida de Preston Innovation Laboratory, Rice University, via UOL
robô cadáver de aranha
Imagem reproduzida de Preston Innovation Laboratory, Rice University, via Tecmasters

O que se conseguiu no experimento foi estimular o corpo do cadáver de aranha para realizar tarefas de coleta e posicionamento em pequena escala, bem como levantar outras aranhas com até 130% do seu peso. Apesar do modelo ter logo se deteriorado, foi considerado uma boa demonstração de como podemos criar robôs com componentes biológicos, ou seja, sendo biodegradáveis. Fica apenas a questão ética e moral que precisa ser ainda melhor debatida.

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O longo debate da ética da biomimética

Muitos cientistas não dão créditos a experimentos como esse, porque acreditam que a técnica trata-se de um desdobramento de algo que já fazemos há séculos, como reaproveitar peles de animais mortos como vestimentas. Será, então, que a tecnologia não basta? E se perdermos o controle da ética, passando a explorar demasiadamente seres vivos e mortos? Isso inclui a aplicação de chips e outros modelos de implantes em sistemas nervosos centrais para controle remoto, testes que vêm sendo patrocinados por empresários como Elon Musk, através da sua empresa Neuralink.

Por outro lado, a ciência pode utilizar esse conhecimento para auxiliar pessoas com mobilidade reduzida, por exemplo. Estamos, portanto, em um momento crucial da história em que é necessário discutir mais amplamente, não apenas no âmbito acadêmico, as oportunidades e limitações que a ciência pode encontrar com o avanço das tecnologias. Considerando que ainda continuamos a financiar empresas que empregam trabalho escravo e se sustentam através do sofrimento animal, a questão do impasse causado pelo conhecimento de experimentos com cadáveres de aranhas e implantes neurais parece bastante questionável.

Qual é a sua opinião sobre o uso de um cadáver de aranha pela ciência para criar um robô? Você acha que isso é assustador ou surpreendente? Compartilhe seus pensamentos na seção de comentários abaixo!

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Fontes: UOL.

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