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Aprenda a proteger estruturas de madeira antiga contra incêndios

por Clara Ribeiro | 01/06/2016
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Estruturas de madeira antiga estão suscetíveis a acidentes. Isso foi o que aconteceu com o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, que teve parte de sua cobertura destruída durante um incêndio em 21 de dezembro de 2015.
Mas como deve ser feita a proteção dessas estruturas de madeira para que se tornem resistentes ao fogo e outros agentes deterioradores?
estrutura de madeira antiga blog da engenharia
A resistência das madeiras antigas contra o fogo, por exemplo, deve ser dimensionada ainda no desenvolvimento do projeto estrutural da construção. O parâmetros mais conhecidos são a razão de carbonização e o comprometimento das propriedades mecânicas da madeira, que é previsível.
Segundo o engenheiro Antonio Fernando Berto, uma das saídas para garantir a resistência da madeira é encapsular os elementos que a compõem com materiais que retardam o comprometimento incessante das seções pela ação do fogo.
Ele diz que pinturas ou vernizes são tratamentos superficiais e não resolvem o problema, assim como a impregnação. O que é eficiente são as placas ou mantas termoisolantes que envolvem toda a seção de cada peça de madeira.
estruturas de madeira antiga - blog da engenharia
O resultado de um incêndio em estruturas de madeira é extremamente severo e certos tratamentos não conseguem impedi-lo. Eles são aplicados superficialmente ou por impregnação e não impedem a ação direta do calor intenso sobre esse tipo de material.
Você pode até optar por fazer procedimentos superficiais ou por impregnação, mas eles são mais utilizados para limitara reação ao fogo de revestimentos ou forros de madeira, impedindo a propagação de chama na superfície.
Essas são precauções a serem tomadas para prevenir acidentes como o da Estação da Luz, contudo, o Decreto Estadual 56.819/2011 do Corpo de Bombeiros não exige que estruturas de madeira sejam dotadas de resistência ao fogo.

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Clara Ribeiro

Jornalista especializada em arquitetura e engenharia. Ávida consumidora de informação; viciada em produzir conteúdo; amante das letras, das artes e da ciência.

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