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Embrapa e USP desenvolvem sistema de análise de solos baseado em robô da NASA

por Kamila Jessie | 08/01/2020
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A empresa Agrorobótica Fotônica, em parceria com a Embrapa (Empresa Brasileia de Pesquisa Agropecuária) e a EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), desenvolveu um equipamento para análise de solos baseado em um robô da NASA.

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Imagem: saocarlos.usp.br

O equipamento desenvolvido é capaz de realizar análises de solo de forma rápida, econômica e, segundo a Agrorobótica Fotônica, spin-off da Embrapa Instrumentação, sustentável. Com isso, constitui uma novidade no setor agrícola, que se baseou em nada menos do que no robô Curiosity, desenvolvida pela NASA, em missão exploratória de solo no planeta Marte. A gente acompanha o robozinho desde que ele foi lançado.

Release e parcerias: Embrapa e USP

Já a inspiração brasileira para análise de solo teve sua estreia em 2018 na Agrishow e a empresa já está entrando comercialmente no mercado de análise de solos. Fica aqui a dica para a presença em eventos de divulgação de tecnologia, tanto para estudantes, quanto para profissionais, na medida em que estas circunstâncias permitem que a gente conheça não apenas novas tecnologias para a área, quanto insights de aplicação e desenvolvimento. Já viu nosso vídeo sobre a importância das feiras de engenharia?

No cenário da Agrorobótica Fotônica, cabe citar que, em 2018, houve uma parceria com com pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) para desenvolver uma parte do equipamento. No caso, a demanda era sobre a medição de nitrogênio no solo, por intermédio da Unidade EMBRAPII, sediada no Instituto, estando já em fase final.

Como funciona o equipamento

A tecnologia em que o equipamento se baseia é chamada de LIBS (Laser Induced Breakdown Spectroscopy), atua por meio de um laser de alta energia que, quando focalizado sobre a superfície da amostra, gera um microplasma que quebra as moléculas possibilitando a análise elementar detalhada.

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Imagem: agrorobotica.com.br

De acordo com a Assessoria de Comunicação do IFSC-USP, a inovação é pioneira para utilização agroambiental em larga escala, o que a torna aplicável para fins comerciais. Em números, “ a estimativa é que ela analise mais de 500 amostras por dia e ainda traz conceitos de sustentabilidade, pois não gera resíduos químicos. Para se ter uma ideia, um laudo completo de análise de amostra pode ser obtido em torno de 15 minutos, enquanto no método tradicional leva cerca de 15 dias.”

No que tange às despesas do agricultor, esse tipo de análise pode indicar a verdadeira demanda para nutrição do solo e, portanto, elevar a rentabilidade.

Fonte: IFSC-USP.

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Kamila Jessie

Engenheira ambiental e sanitarista, MSc. e atualmente doutoranda em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo. http://orcid.org/0000-0002-6881-4217

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