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5 fatos sobre distribuição de energia que todo engenheiro deveria saber

por Beatriz Zanut Barros | 25/07/2019
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Depois de curiosidades sobre a geração e a transmissão de energia, chegou a vez da distribuição. O que eu deveria saber sobre o assunto, desde as tendências tecnológicas até a minha conta de luz?

SmartGrid, o novo conceito de distribuição de energia

SmartGrid é um conceito dentro de distribuição de energia que teve como motivação olhar a tendência de geração distribuída. Em que as pessoas geram parte de sua própria energia, ao invés de concentrar a distribuição de energia em grandes centros. Com isto, será necessário existir uma rede de sensores que identificam o fornecimento e o gasto de energia.

Por definição, de acordo com o NIST (National Institute of Standarts and Technology), smartGrid é: “uma rede moderna que permite o fluxo bidirecional de energia, usando comunicação nos dois sentidos e técnicas de controle, que possibilitará novas funcionalidades e novas aplicações”.

E o objetivo de tudo isso? Aumentar a eficiência da rede de distribuição de energia, assim como diminuir gastos na produção e operação do sistema de distribuição de energia.

Inovação em distribuição de energia na Alemanha

Na Alemanha, o projeto de smartgrid está em fase de implementação ao mercado. Hoje em dia, o objetivo do projeto é alcançar a confiança dos consumidores a este novo produto.

Lá os consumidores terão acesso a um display com representações gráficas de consumo, incluindo a comparação com domicílios de referencia. O sistema de SmartGrid pode ser interligado ao computador da casa, permitindo uma interface com mais informações e funcionalidades sobre a distribuição de energia.

Energia no Brasil é a quarta mais cara do mundo

Energia no Brasil é a quarta mais cara do mundo, o que contradiz nossa diversa matriz energética.

Porém, existe uma diferença entre mercados de distribuição de energia elétrica, que pode ter nos colocado neste ranking. Hoje, a maioria dos contratos firmados de energia são de longa duração, e os consumidores em geral dependem do mercado cativo de energia.

O mercado cativo de distribuição de energia depende de uma concessão pública, em resumo é aquele modelo que você já conhece: Consumidores do estado do Rio de Janeiro terão energia da light, assim como no estado de São Paulo a energia será fornecida pela AES Eletropaulo.

Agora e se eu for do estado do Rio e quiser uma energia fornecida pela Cemig? Ai aumentaria a competitividade entre as empresas, estudos indicam que se este tipo de fornecimento fosse aberto para todos os usuários de energia, o preço do produto final cairia de 10% a 20%.

O horário de verão e o consumo de energia

O horário de verão foi implantado para as luzes serem acendidas mais tarde durante o período em que os dias são mais longos, devido a posição da terra em relação ao sol.

Porém, com o passar do tempo, o padrão de consumo de energia elétrica mudou. Antes o sistema de distribuição de energia ficava sobrecarregado durante o fim da tarde, a hora em que as pessoas iam para casa mais cedo.

Porém, hoje em dia o sistema de distribuição de energia fica sobrecarregado no meio da tarde. De acordo com o MME (Ministério de Minas e Energia), uma das causas para este fator é o uso de ar condicionado.

De acordo com a ONS (Organização Nacional do Sistema), a economia vem diminuindo com o passar do tempo. No ano de 2013 a economia com o horário de verão foi de R$ 405 milhões. Enquanto no ano de 2017 a economia, embora representativa, foi de R$140 milhões.

Bandeira tarifária e Modalidade tarifária:

Bandeiras tarifárias são acréscimos de energia que acontecem devido ao favorecimento ou não de geração de energia. De acordo com a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) os tipos de bandeira tarifária são:

Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;

Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,015 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos;

Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,040 para cada quilowatt-hora kWh consumido.

Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,060 para cada quilowatt-hora kWh consumido.

Já modalidades tarifárias é a modalidade contratada para distribuir energia elétrica no local.
As modalidades tarifárias dependem do tipo de consumidor, de alta tensão ou de baixa tensão, sendo considerado consumidor de baixa tensão o consumo inferior a 2300 V.

Escolher a modalidade tarifária correta influencia diretamente no preço final da conta de luz, em casos de consumidores de alta tensão, grupo A. Isto se da ao fato da modalidade tarifária estar diretamente ligada ao horário de maior consumo do estabelecimento.

Referências:

MME, Swedish Smart Grid, FDR Energia, Correio Braziliense

Leia também:

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5 fatos sobre transmissão de energia que todo engenheiro deveria saber

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Beatriz Zanut Barros

Engenheira de Energia formada em 2018 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Mestranda em Energia Renovável pela Universitat Politècnica de Catalunya em Barcelona. Acredito que o conhecimento é tudo que possuímos, e sou apaixonada pelas novas tecnologias que além de melhorar a qualidade de vida da população, não prejudicam o meio ambiente.

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