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Brasileiro descobre como pode ser o fim do Universo

por Larissa Fereguetti | 01/12/2016
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O brasileiro Marcelo Disconzi foi notícia no mundo inteiro nos últimos dias. O pesquisador gaúcho, mas que mora nos EUA, resolveu algumas equações que levam a uma previsão sobre o fim do Universo. Mas calma, embora seja o fim do mundo, ele não parece ser tão imediatista quanto as teorias conspiratórias que vemos nos filmes.

Imagem: theguardiam.com

Imagem: theguardiam.com

Tudo começou em 2014, quando Marcelo Disconzi apresentou um seminário na Universidade de Vanderbilt, no Tennessee (EUA), e foi abordado por alguns pesquisadores que sugeriram que ele aplicasse sua pesquisa à cosmologia, fazendo referência a um problema elaborado em 1950 por Andre Lichnerowicz, um matemático francês.

A equação de Lichnerowicz foi criada para tentar descrever como os fluídos viscosos se comportam quando viajam a velocidades próximas a da luz. O questionamento levantado com a solução do problema encontrado por Disconzi era saber se a viscosidade poderia exercer algum impacto sobre o Universo.

A teoria que estabelece a “sentença de morte” do Universo é denominada “Big Rip” e, de acordo com Disconzi e os outros pesquisadores, calcula o fim para daqui a 22,8 bilhões de anos. O motivo será que o Universo estará tão acelerado e disperso que os átomos dos planetas e das galáxias vão começar a desintegrar. Embora seja uma teoria de 2003, todas as tentativas de determinar a data do fim do Universo falharam.

Imagem: bbc.com

Imagem: bbc.com

O estudo de Marcelo Disconzi e de outros pesquisadores explora uma ideia plausível da teoria do “Big Rip”. O Universo está em expansão acelerada e tende a ficar cada vez mais veloz. A tendência é de que seja gerada uma força contrária à gravidade, fazendo com que as galáxias se separem e ocorra uma “ruptura”. É como se tudo começasse a se separar.

Agora, Marcelo Disconzi e os outros cientistas continuarão investigando o fim do Universo. Ele formou-se em física e fez especializações na área de matemática e física, e estuda equações diferenciais parciais desde o doutorado. [Equações diferenciais parciais são aquelas que envolvem derivadas parciais de uma função de mais de uma variável independente.]

Referências: BBC, The Guardian, Wired.

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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