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Loucura! Descubra como era voar de avião na primeira metade do século XX

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por Redação 360
| 26/10/2022 4 min

Loucura! Descubra como era voar de avião na primeira metade do século XX

por Redação 360 | 26/10/2022
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Hoje em dia, voar de avião é sempre uma grande experiência. Inclusive, pode ser uma experiência bastante luxuosa. Pois, como sabemos, várias companhias oferecem hoje assentos de primeira classe, com direito a algumas pequenas regalias, como refeições diferenciadas. Mas uma coisa que não muda para nenhum passageiro são as regras de segurança, sobretudo para pousos e decolagens. Por exemplo, fumar dentro da aeronave, não mesmo! E a lista de proibições vai muito além!

Agora, num passado não muito distante, as coisas eram bem diferentes. Algumas situações antes aceitas são hoje completamente condenadas pelos especialistas em aviação – novamente por conta da segurança. Assim como as tecnologias foram sendo aprimoradas ao longo dos anos, uma série de questões foram repensadas com base em estudos e reflexões científicas. Assim, o conceito de viagem aérea mudou – e muito. E queremos compartilhar um pouco disso no texto a seguir. Confira!

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Imagem reproduzida de GZH

Como era a aviação comercial no começo do século XX

O design das aeronaves

Passada a Primeira Guerra é que veio o grande “boom” da aviação comercial – considerada sua “Era de Ouro”. Representaria o início de um período muito próspero para a Engenharia Aeronáutica. Mas, por incrível que pareça, nos anos de 1920, aviões como da Imperial Airlines, do Reino Unido, eram feitos de madeira e tecido. Já pensou como era viajar num modelo desses? Aliás, dá para dizer que é inimaginável para nós, nos dias de hoje. Mas, calma! Nos anos de 1930, essas aeronaves foram substituídas pelas de metal, mais modernas, elegantes e eficientes.

Logo todas as empresas do setor já buscavam investir no uso de material mais rígido, resistente a uma incrível variedade de climas; além disso, aviões com design mais resistentes e aerodinâmicos. Dos anos vinte para trinta, já foi possível fazer viagens mais rápidas – de 160 km/h ou menos para velocidades de cruzeiro que variam entre 225 e 332 km/h. Ao invés dos biplanos, usavam-se os monoplanos. Essa melhoria fez com que as viagens internacionais se tornassem não só possíveis, mas também práticas e confortáveis.

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Imagem reproduzida de History Channel
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Imagem reproduzida de Passageiro de Primeira
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Imagem reproduzida de Desejo Luxo

O luxo dos interiores

Já nos anos de 1930, a experiência de voar era realmente uma emoção que todos desejavam experimentar. Contudo, não há como comparar as viagens de hoje com as daquela época. Você não vai acreditar, mas, no passado, havia sob os assentos recipientes onde os passageiros poderiam vomitar. Sim, porque a pressurização das cabines só foi possível depois dos anos de 1950. Era comum as pessoas ficarem enjoadas por conta da altura e muitas vezes precisavam receber oxigênio.

Como se não bastasse, o mal-estar era agravado por conta da temperatura dentro da cabine, muito fria. Algumas companhias chegaram a oferecer aos passageiros agasalhos e cobertores. E para completar, também davam bolas de algodão para serem colocadas nos ouvidos, para abafar um pouco do barulho, que podia ser quase ensurdecedor. Pelo menos se tinha bastante espaço para as pernas – com mais espaçamento entre os bancos – e uma boa vista do alto, pois as janelas das aeronaves eram tão grandes quanto dos modelos de trens da época.

Alguns aviões do período tinham, em seu interior, salas de estar com mesas de jantar, onde as refeições eram servidas em louças finos de porcelana. Também havia banheiros separados para homens e mulheres e beliches para dormir. E as bizarrices não param por aí! As diferentes imagens apresentadas neste texto provam bem isso!

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Imagem reproduzida de Pinterest
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Imagem reproduzida de Desejo Luxo
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Imagem reproduzida de UOL
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Imagem reproduzida de UOL
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Imagem reproduzida de UOL
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Imagem reproduzida de UOL

Veja Também: Veja como era viajar de avião nas décadas de 50 e 60


Bônus – Companhia aérea terá camas na classe econômica

A empresa Air New Zealand deve começar nos próximos anos – a partir de 2024 – a disponibilizar para a classe premium e econômica camas para os passageiros dormirem mais confortavelmente a bordo. Essa é uma resposta ao mercado atual, que pode por mais conforto e bem-estar nas viagens – sobretudo de ultra longo curso. A princípio, as cápsulas não estarão incluídas no preço da passagem, ou seja, terão de ser compradas à parte. Funcionará assim, cada avião terá 6 cápsulas, que, em voos longos, serão usadas por mais de 1 passageiro.


Fontes: Blog Hangar 33, UOL, Poder 360.

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