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Veículos sem condutor são projetados para representar 75% de todos os carros nas estradas até 2040, dizem membros do IEEE

por Eduardo Mikail | 13/09/2012
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Membros especialistas do IEEE identificam carros sem condutor como forma mais viável de transporte inteligente, dominando as estradas até 2040 e provocando grandes mudanças na viagem veicular.

Membros do IEEE, uma organização técnico-profissional mundial dedicada ao avanço tecnológico em benefício da humanidade, indicaram veículos autônomos como a forma mais promissora de transporte inteligente, prevendo que em 2040 representarão uma parcela de 75 por cento dos carros na rua.

“Com qualquer forma de transporte inteligente, a construção da infraestrutura para acomodá-lo muitas vezes é a maior barreira para a adoção generalizada”, disse Alberto Broggi, membro sênior do IEEE e professor de Engenharia da Computação da Universidade de Parma, na Itália. “Desde que possamos usar as redes das estradas existentes, veículos autônomos são vantajosos para mudar a forma como a maioria do mundo irá viajar.” Já familiarizado com o tema, Broggi foi diretor de um projeto em 2010 que permitiu que dois carros sem motorista fizessem uma viagem de 8.000 milhas com sucesso, indo de Roma a Xangai.

O crescente uso de carros sem condutor será o catalisador para transformar a viagem veicular nos próximos 27 anos, provocando grandes mudanças nas interseções, fluxo de tráfego, rodovias e licenças do motorista.

Sem luzes à frente -Carros sem motorista operam por meio do uso de sensores de comunicação sofisticados para garantir a segurança e eficiência da viagem. Através da comunicação entre um veículo e outro e entre um veículo e a infraestrutura, não deverá haver necessidade de semáforos e sinais de parada, já que a maioria dos carros na rua não terá condutor. “Interseções serão equipadas com sensores, câmeras e radares que podem monitorar e controlar o fluxo de tráfego para ajudar a eliminar colisões do motorista e promover um fluxo de tráfego mais eficiente. Os carros irão operar automaticamente, eliminando assim a necessidade de semáforos”, acrescentou Broggi.

Esta pista é minha pista, aquela pista é sua pista -Viagens em rodovias também estão prestes a mudar de forma significativa com mais veículos autônomos na estrada. Cada tipo de veículo teria sua própria pista designada, o que ajudaria a minimizar os congestionamentos, aumentar a eficiência e permitir velocidades mais rápidas. “O uso de faixas exclusivas na rodovia irá proporcionar fluxos de tráfego mais ágeis, o que tornará os veículos mais eficientes”, disse Azim Eskandarian, membro do IEEE e diretor do Centro de Pesquisa de Sistemas Inteligentes. “Este novo fluxo de tráfego, juntamente com o aumento das viagens automatizadas, também permitirão que carros viagem com maior segurança e velocidades muito mais rápidas.”

Broggi acredita que, “altas velocidades de até 160 km/h serão absolutamente possíveis em 2040.”

Chamando todos os carros -Veículos autônomos também tornarão programas de compartilhamento de carros mais prevalentes. Veículos autônomos irão chegar, levá-lo para o seu destino e depois estarão prontos para o próximo usuário. “Considerando que atualmente os carros ficam estacionados por quase 94 por cento de seu tempo de vida, serviços de veículos compartilhados irão promover um maior movimento entre eles, garantir uma operação mais eficiente e com menos gás”, explicou Broggi.

Além disso, programas de compartilhamento de motoristas de veículos irão permitir que pessoas de todas as idades e habilidades utilizem tais carros, eliminando assim a necessidade de ter uma carteira de motorista. “As pessoas não precisam de uma licença para se sentar em um trem ou ônibus”, disse Eskandarian. “Desde que o carro esteja funcionando de forma autônoma, não haverá quaisquer requisitos especiais para usar o veículo como uma forma de transporte.”

Eliminando barreiras -Apesar de todos os benefícios, a aceitação do motorista e passageiro é a maior barreira para a adoção generalizada de carros sem motorista. “Os condutores e passageiros estão hesitantes em acreditar na tecnologia o suficiente a ponto de entregar o controle total”, disse Jeffrey Miller, membro do IEEE e Professor Associado do Departamento de Engenharia de Sistemas de Computação na Universidade do Alasca Anchorage. “Fabricantes de automóveis já começaram a incorporar recursos automatizados, incluindo assistência de estacionamento paralelo, sistemas automáticos de travagem e proteção do condutor sonolento, para ajudar as pessoas a utilizar tais tecnologias. Ao longo dos próximos 28 anos, o uso de tecnologias mais automatizadas irá desencadear um efeito de bola de neve de aceitação e veículos sem condutor irão dominar as estradas.”

Via Revista Fator

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Eduardo Mikail

Engenheiro Civil, empresário e empreendedor digital. É fundador do Engenharia 360 e sócio-fundador da Bronks content., produtora de conteúdo e projetos digitais. Formado em Engenharia Civil e Administração com especialização em Marketing pela ESPM, já trabalhou em uma das maiores construtoras do país e hoje está à frente da Mikail Arquitetura e Engenharia. Interessado por tecnologia, iGadgets e nas horas vagas curte viagens, música e fotografia. Segue lá no Instagram @eduardomikail

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