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Entenda a situação do engenheiro no Mercado de Trabalho em tempos de crise | Entrevista 360

por Redação 360 | 09/02/2022

O mercado brasileiro está passando por uma grande transformação por conta da crise econômica, crise sanitária e outras crises, como, ambiental, elétrica e hídrica. Em decorrência disso, oportunidades estão surgindo e outras estão se extinguindo. Mas também existe uma faixa da economia que está oscilando, na busca de se aprimorar e adaptar a essa nova realidade. Vamos focar, neste texto, em entender como devem ficar os engenheiros em meio a tudo isso. O que eles vêm enfrentando nos últimos anos? O que devem esperar do futuro? Convidamos o nosso colaborador Daniel dos Santos Silva, da área de Gestão de Projetos, Mecânica e Produção, para responder estas e outras perguntas. Confira esta entrevista sobre Mercado de Trabalho!

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Imagem reproduzida de Agência Brasil – EBC
1. A primeira pergunta – e talvez a mais importante desta entrevista – é: ‘Ainda há vagas para engenheiros no Brasil?’. E se há, onde estaria concentrado o maior número delas?

“A pandemia trouxe uma enorme crise econômica no país, porém, apesar de a crise sanitária não ter terminado por completo, as empresas estão começando a respirar e a contratar novamente. Levo em conta que o engenheiro pode trabalhar em diversas áreas – como qualidade, projetos (elétricos, mecânicos, civis, etc), além de cargos de gestão da produção, por exemplo (isso quando nos referimos a cargos CLT ou PJ dentro de uma empresa em específico).”,

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“Vejo outra alternativa que vem crescendo cada vez mais ultimamente, que são os engenheiros que trabalham de forma autônoma, tanto com projetos, mas também com laudos, etc.”.

2. Na sua opinião, quais os cargos que são promissores neste momento do mercado? Por exemplo, gerente de pós venda, gerente de excelência operacional, gerente de meio ambiente, especialista em laudos, em segurança do trabalho, e mais. Cite alguns, se puder!

“Como disse anteriormente, uma grande tendência que venho observando ultimamente são os engenheiros que trabalham de forma autônoma, principalmente com laudos, projetos de segurança do trabalho e meio ambiente, considerando principalmente a mecânica, que é minha área. Acredito que o engenheiro que hoje busca colocação, ou até recolocação na área, pensando em cargos de empresas, pode enxergar essa alternativa e alcançar ganhos satisfatórios que talvez nem teria com a opção usual, que seria procurar um emprego.”.

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Imagem reproduzida de Russel Serviços
3. Claro que sabemos que, infelizmente, quando a pandemia começou, muitos engenheiros foram afastados de seus cargos. Alguns conseguiram migrar para áreas de atuação diferentes – como finanças, vendas, consultoria e docência. Você acredita que esta é uma boa alternativa para driblar a crise? Comente sobre isso!

“Na verdade, desde os tempos da faculdade, ouço muito falar de empresas de diversos ramos, como finanças, buscando engenheiros para atuarem junto a elas, e justamente pelas diversas qualidades dos profissionais da nossa área.”,

“Assim, os profissionais de vendas, quando têm um perfil técnico, costumam ter um conhecimento muito mais profundo sobre um equipamento que vende, e também pode ser muito disputado no mercado, considerando esse leque de conhecimentos que carrega.”,

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“A Engenharia é uma área em que o profissional não necessariamente trabalha apenas como ‘engenheiro’; e, na minha opinião, isso é algo interessante até, considerando a gama de possibilidades.”.

4. Uma reportagem de G1 – Globo traz um triste relato de um engenheiro espacial, com mestrado e doutorado, que, para sobreviver, passou a vender doces. De acordo com a mesma reportagem, desde 2019, milhões de trabalhadores com ensino superior no Brasil foram subutilizados. Como você analisa essa taxa tão preocupante de desempregados nas engenharias?

“É realmente triste ver isso acontecendo com diversos profissionais sendo subutilizados dessa forma. A crise causada pela pandemia aumentou exponencialmente essa situação.”,

“Na minha opinião, o profissional da área que pretende estar fora dessa situação deve estar cada vez mais atento aos anseios do mercado, sobre que tipo de profissional as empresas esperam.”,

“Apesar da crise e da situação citada, vejo também uma necessidade no mercado de profissionais com foco em resolução de problemas, com comunicação até assertiva – dentre outras características -, que o tornam disputado entre as empresas. O conhecimento cada vez mais será tratado como commodity, onde se dará muito mais valor à que tipo de problema você resolve com tais conhecimentos.”,

“A crise existe, sim, a situação citada também. E, na minha opinião, esse é um caminho que pode afastar o profissional da Engenharia de tal realidade.”.

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Imagem reproduzida de Cimento Itambé
5. Quais as possibilidades do mercado de trabalho você acredita que, em breve, deve voltar a ficar em alta para os engenheiros, de modo geral? Por exemplo, saneamento, ambiental, segurança do trabalho, gestão de projetos, desenvolvimentos humanitários, criação de novas tecnologias, e além.

“Segurança do trabalho é algo que vejo em alta. Existe muita demanda ao nível de projetos e laudos de adequação para NR-12 por exemplo.”,

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“Creio também que o profissional deve ter um olhar mais atento à Indústria 4.0.”,

“Na minha opinião, essa é uma realidade que ainda vai demorar para estar presente no processo produtivo das empresas. Porém, o mercado está cada vez mais aberto a projetos ligados à tais tecnologias. Hoje já temos geladeiras conectadas que podem avisar quando um produto estiver em falta, indicando até lugares perto de sua casa com o produto em oferta, por exemplo. Projetos que tem como foco a inovação através de tecnologias IOT, BIG DATA, computação em nuvem trazendo mais facilidade à vida do consumidor serão muito bem vistos.”.

6. Com a sua vivência de mercado, acredita que é uma boa ideia os engenheiros tentarem se recolocar no mercado agora como autônomos, ou seja, trabalhando por conta própria e desenvolvendo seu negócio? É realmente uma boa forma de ‘colher frutos’ em uma carreira e melhorar a qualidade de vida? Se sim, como ser um trabalhador autônomo bem-sucedido na sua opinião?”,

“Na minha opinião é uma ótima ideia. Conheço alguns engenheiros e profissionais da área de Engenharia que encontraram no trabalho autônomo uma ótima oportunidade de trabalhar em sua área, e colhendo bons frutos inclusive. Vejo muitas oportunidades no mercado de projetos, laudos, perícias, etc.”.

7. Poderia deixar uma mensagem final especial para os recém-formados e desempregados em Engenharia?

“A pandemia nos trouxe várias dificuldades, mas também nos trouxe a oportunidade de enxergar oportunidades por outras perspectivas. O isolamento abriu caminho e ajudou a quebrar o preconceito com cursos on-line, que cada vez estão melhores e mais focados em áreas específicas, assim como, diante de toda essa dificuldade, pra muita gente foi necessário arriscar, e descobrir que é possível sim, por exemplo, atuar como autônomo, ou mesmo trabalhar de forma freelance enquanto se tem o vínculo com a empresa ao qual trabalha.”,

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Imagem reproduzida de CNN

“Acredito que essa fase está também trazendo cada vez mais um novo anseio das empresas, que é pelo profissional que, mais do que coleciona diplomas acadêmicos, usa o conhecimento adquirido através deles para resolver problemas.”,

“O profissional que sabe se comunicar, resolve problemas, tem autoconhecimento e sentimento de ‘auto responsabilidade’. Na minha opinião, será cada vez mais disputado no mercado.”.

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