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Essa pesquisa revela o que afasta as mulheres das áreas das Ciências

por Lucie Ferreira | 21/03/2017
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Recentemente, publicamos aqui no Blog da Engenharia um post sobre uma pesquisa mostrando que um dos fatores que afastam as mulheres da ciência é que, a partir dos 6 anos de idade, as meninas se consideram menos brilhantes do que os garotos.
Entretanto, outro estudo foi realizado para compreender as barreiras que afastam as mulheres em áreas das Ciências, analisando o fato sob outro ângulo: elas recebem menos convites para avaliar os trabalhos de seus colegas. Uma das bases do sistema científico e acadêmico é justamente a avaliação, que possibilita às publicações científicas analisarem a qualidade dos artigos que recebem.
Ao receber convites para avaliar trabalhos, os profissionais têm a oportunidade de melhorar em sua área de atuação e conhecimento, fortalecendo vínculos com outros pesquisadores. Ou seja, é uma grande chance para se destacar no ramo da ciência.

Fonte: Shutterstock.

O que diz o estudo

Segundo o estudo da União Americana de Geofísica, realizado entre 2012 e 2015, apenas 20% dos revisores que participaram da avaliação de trabalhos eram mulheres. A título de comparação, a instituição tem 28% de membros femininos. Além disso, 27% de mulheres identificadas como primeiras autoras têm seus artigos aceitos.
Embora elas tenham menos oportunidade de avaliar os trabalhos de seus colegas, por outro lado, mais artigos aprovados para publicação são de mulheres: de 61% a 57%. Além de receber menos convites para essas avaliações, elas acabam recusando-os com mais frequência.
Para os autores da pesquisa, Jory Lerback e Brooks Hanson, há duas possibilidades: ou as mulheres que submetem seus artigos sofrem de discriminação às avessas, ou elas desenvolvem melhor seus trabalhos, por estarem preparadas para encontrar mais dificuldades – esta, aliás, é a alternativa mais aceita.
Na pesquisa publicada na Nature, Lerback e Hanson destacam que vários estudos sobre o tema mostram que os grupos que têm expectativa de encontrar obstáculos dedicam maior esforço no desenvolvimento dos artigos ou assumem menos riscos. E, apesar de terem mais manuscritos aprovados, as mulheres apresentam menos trabalhos do que os homens.

Fonte: Shutterstock.

+Outro estudo

Outro estudo que lança um olhar crítico sobre a discriminação sofrida pelas mulheres no meio acadêmico foi publicado na PNAS -Proceedings of the National Academy of Sciences. Desenvolvida pela psicóloga Corinne A. Moss-Racusin, do Skidmore College, dos Estados Unidos, a pesquisa sugere que professores universitários, sejam homens ou mulheres, costumam favorecer candidatos a diretor de laboratório do gênero masculino.
Isso comprova que, cada vez mais, estudos confirmam aquilo que as mulheres vivenciam há décadas em seu dia a dia acadêmico e profissional, lidando com a pressão e discriminação meramente por causa do gênero.
E você, o que acha dessa discussão?


Fonte: El País e Nature.
 

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