Engenharia 360

Que som é esse? NASA divulga registros inéditos do James Webb

Engenharia 360
por Redação 360
| 05/09/2022 | Atualizado em 10/09/2022 2 min

Que som é esse? NASA divulga registros inéditos do James Webb

por Redação 360 | 05/09/2022 | Atualizado em 10/09/2022
Engenharia 360

A estrela da vez da NASA é, sem dúvidas, James Webb. Recentemente, tivemos o prazer de conferir o compartilhamento, por parte da agência americana, de registros fotográficos que o supertelescópio fez de Júpiter, de galáxia fantasma, da Grande Nuvem de Magalhães, e mais. Agora a novidade é o experimento realizado pelos cientistas de transformar as imagens captadas em dados num formato mais compreensível por meio do som. Por quê? Bem, uma das razões é fazer com que os deficientes visuais possam criar suas próprias imagens mentais do espaço. Legal, não é mesmo?

James Webb
Imagem reproduzida de Laughing Squid

O processo de sonificação

Para transformar as imagens captadas pelo James Webb em som, os cientistas optaram por usar programas de computação e linguagem de programação para “traduzir” os dados astronômicos, não audíveis pelo ser humano, em uma onda sonora perceptível aos nossos ouvidos. Esse processo envolve uma equipe de pesquisadores da NASA e também músicos e pessoas com deficiência visual, como deve ser.

Mas é preciso destacar que esses áudios produzidos não são os sons reais dos objetos astronômicos! Certo? Trata-se da tradução do espectro da luz para um espectro sonoro. O problema é que, os dois tipos de ondas diferem; e converter o primeiro não significa necessariamente que o segundo estaria acontecendo do mesmo jeito lá na sua origem.

Os sons das nebulosas

Uma das imagens mais famosas registradas por James Webb é a chamada Nebulosa do Anel Sul. E a mesma foi, agora, traduzida por sonificação pela NASA. Nesse caso, a luz infravermelho, por exemplo, foi representada por uma faixa mais alta, simulando a situação como se pudéssemos olhar diretamente para o Sol.

Já para a Nebulosa de Carina – uma região do universo formado por várias estrelas, sendo uma das maiores e mais brilhantes nebulosas -, em seu processo de sonificação, gás e poeira em tons de azul são representados por um som semelhante ao vento ou o movimento das hélices de drones, enquanto os tons avermelhados estão em uma composição mais clara e melódica. As luzes mais brilhantes na mesma imagem representam sons mais altos e, dependendo de onde elas estão estacionadas, a frequência também muda. E, por fim, as áreas mais escurecidas pela poeira são representadas por frequências mais baixas e notas mais claras e não distorcidas.

Então, o que acha dessa maneira diferente de experimentar informações detalhadas obtidas pelo telescópio James Webb? Concorda que estamos no caminho certo de garantir que as Astronomia seja acessível a todos? Escreva nos comentários!


Fontes: Globo.

Engenharia 360

Redação 360

Somos uma equipe de apaixonados por inovação, com “DNA” na Engenharia. Nosso objetivo é mostrar ao mundo a presença e beleza das engenharias em nossas vidas e toda transformação que podem promover na sociedade.

Comentários

LEIA O PRÓXIMO ARTIGO

Continue lendo