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Por que ocorrem os terremotos? Entenda mais sobre as consequências desse grave fenômeno da natureza

por Rafael Panteri | 01/06/2021

Entenda como ocorrem os terremotos e as consequências desses fenômenos da natureza. Veja como são medidos e a principal área de ocorrência!

Terremotos são eventos assustadores! No dia 11 de março de 2011, o terremoto de Fukushima, ou Grande Terremoto de Tohoku, atingiu o Japão. Com magnitude de 9.1 na escala Richter, foi o mais intenso sismo registrado no país e um dos maiores do mundo. As consequências foram devastadoras:

  • Mais de 18 mil mortos e desaparecidos;
  • Deslocamento da costa do Japão; e
  • Alteração entre 10 e 25 centímetros no eixo de rotação da Terra, encurtando o dia em 1,8 microssegundos.

Como se tudo isso já não bastasse, um tsunami e acidente nuclear foram causados após o terremoto!

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terremotos
Imagem da cidade de Fukushima após terremoto | Imagem extraída de MDig
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Imagem da cidade de Fukushima após terremoto | Imagem extraída de Revista Exame

Veja Também: Engenharia anti-sísmica do Japão


Mas o que geram os terremotos?

Para entender a origem desses fenômenos da natureza, é preciso compreender a crosta terrestre!

A Teoria das Placas Tectônicas, sucessora da Teoria da Deriva Continental, afirma que a crosta terrestre não é uma placa imóvel, mas sim blocos rochosos semirrígidos que se movimentam sobre o manto de forma lenta e contínua, podendo se afastar ou se aproximar umas da outras.

Representação das placas tectônicas
Representação das placas tectônicas

A Terra é dividida em 52 placas tectônicas, sendo 14 maiores e principais e 38 menores. A partir da movimentação do magma abaixo da crosta terrestre, as placas tectônicas se deslocam e podem acabar se encontrando. Esse movimento é lento e gradual, por isso é que as tensões entre as placas se acumulam durante anos até atingirem o limite de resistência das rochas. Quando isso ocorre, há o rompimento – em questão de segundos -, liberando toda energia acumulada; e as ondas sísmicas se espalham, atingindo regiões próximas.

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A saber, abalos sísmicos que ocorrem em áreas continentais, ou seja, em terra firme, são chamados de terremotos. Já os abalos ocorridos nos oceanos são chamados de maremotos. E o ponto onde começa o tremor é o epicentro!

Intensidade e escala de medição

A intensidade de um terremoto é medida pelo sismógrafo. Esse aparelho é capaz de analisar o movimento do solo na direção norte-sul, leste-oeste ou cima-baixo utilizando a Escala Richter como unidade de medida. Observe as imagens a seguir!

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Representação de um sismógrafo | Imagem extraída de wikiciencias
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Sismógrafo real | Imagem extraída de InfoEscola

Elaborada por Charles Richter, em 1935, essa escala mostra o quão forte pode ser um tremor. Seus valores vão de 1 a 10 – aliás, quanto mais alto esse valor, mais forte é o terremoto. Esses valores se comportam de forma exponencial (10^n), ou seja, um terremoto de escala 2 é 10 vezes mais forte que um terremoto de escala 1 e assim por diante.

Outra escala muito utilizada é a Mercalli, que mede o poder de destruição de um terremoto na sociedade. Ela varia de I a XII – onde I é o mais fraco e XII é o mais forte. E essa forma de medição é interessante quando relacionada com a Richter, pois, muitas vezes, os abalos podem ocorrer em áreas desérticas, causando pouco dano à população.

Mas, em 2011, a situação no Japão foi outra. Veja uma mostra deste terrível evento no vídeo a seguir!

Que outro tópico você gostaria de uma explicação? Escreva as suas sugestões nos comentários!

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Fontes: Brasil Escola, UFMS

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Rafael Panteri

Estudante de Engenharia Elétrica no Instituto Mauá de Tecnologia. Parte da graduação em Shibaura Institute of Technology - Japão.