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O novo Ensino Médio e seu impacto na formação de engenheiros no Brasil

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por Redação 360
| 05/04/2023 4 min
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O novo Ensino Médio e seu impacto na formação de engenheiros no Brasil

por Redação 360 | 05/04/2023
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Recentemente, diversos estudantes, professores e instituições de ensino ao redor do Brasil se uniram para manifestar suas insatisfações com o novo modelo de Ensino Médio proposto pelo governo federal na gestão de 2018. Diante disso, o atual Ministro da Educação resolveu suspender por sessenta dias a implantação da reforma. As dúvidas são tantas que podemos estender esta questão para a seguinte pergunta: será que o Novo Ensino Médio (NEM) pode impactar, de algum modo, o ensino das engenharias nas universidades do país?

alunos versus novo ensino médio no Brasil
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Como deverá funcionar o Novo Ensino Médio (NEM) no Brasil

O Novo Ensino Médio (NEM) deve permitir que os alunos possam escolher algumas disciplinas de seu currículo escolar, focando mais no mercado de trabalho. Sessenta por cento do seu curso seria voltado à educação básica e quarenta por cento em itinerários formativos, sendo, portanto, um formato com mais flexibilidade, alinhado aos interesses dos alunos. Em consequência, isso deve aumentar a sua carga horária em sala de aula para 3 mil horas - hoje é 2.400 horas.

Grande parte da polêmica em torno disso é que especialistas dizem que alunos e professores não foram devidamente consultados para discutir esta reforma do Ensino Médio. Muitos argumentam que, nesse formato proposto, a carga horária para disciplinas obrigatórias seria baixa demais, podendo prejudicar a assimilação de algumas matérias, como Matemática. Ademais, uma das propostas do governo é dividir essas "horas a mais" com o Ensino à Distância (EAD), que poderia ser um risco para a qualidade da educação. Outra queixa é que, talvez, o modelo não seja tão democrático, sem questionar, de fato, as questões que tornam algumas atividades de trabalho precárias no país.

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Quais os possíveis impactos sobre o Ensino Superior de Engenharia

A reforma do Ensino Médio no Brasil pode ter um impacto significativo no ensino das engenharias, mas talvez de forma mais positiva do que alguns projetam. Justamente com a flexibilização do currículo, é possível que os alunos optem por matérias que os preparem de forma mais específica para as carreiras em engenharia, o que pode aumentar o interesse e o engajamento dos estudantes em relação à área.

No entanto, por outro lado, como bem lembrado antes, a possível redução na carga horária das disciplinas obrigatórias pode prejudicar a formação dos estudantes e impactar negativamente a qualidade do ensino das engenharias. Além disso, a proposta de dividir as horas a mais com o Ensino à Distância pode levantar questões sobre a qualidade do ensino online e sua eficácia em preparar os alunos para as carreiras em engenharia.

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É importante ressaltar que, embora a flexibilização possa ser benéfica em alguns aspectos, é necessário que a reforma seja implementada de forma responsável e com a participação dos principais interessados para garantir que os alunos recebam uma educação de qualidade e adequada às suas necessidades.

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Incertezas para o mercado de trabalho

O impacto do Novo Ensino Médio no mercado de trabalho ainda é incerto e pode depender de vários fatores, como a implementação efetiva da reforma, a qualidade do ensino oferecido e a demanda por profissionais em diferentes setores da economia.

É possível que, se os alunos puderem escolher as disciplinas mais voltadas para as necessidades do mercado de trabalho, isso ajude-os a se prepararem melhor para as profissões do futuro e aumentar sua empregabilidade.

Porém, a possibilidade de parte da carga horária ser ministrada à distância pode gerar dúvidas quanto à qualidade do ensino e, consequentemente, à preparação dos estudantes para o mercado de trabalho. Em resumo, as consequências do Novo Ensino Médio no mercado de trabalho ainda precisam ser acompanhadas e avaliadas ao longo do tempo.

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Como o governo pode lidar melhor com a situação

É essencial, neste momento, ampliar o diálogo com alunos, professores e outros membros da comunidade educacional, consultando-os para uma melhor implementação da reforma. Um bom planejamento nesta etapa deve impedir investimentos financeiros desnecessários no futuro, focando em ações que possam realmente trazer mais qualidade à educação, especialmente para as disciplinas obrigatórias.

Para começar, é necessário revisar quais são as ambições de carreiras dos jovens e as novas oportunidades ofertadas pelo mercado; inclusive porque, desde 2018, passamos por grandes transformações sociais e econômicas mundiais. Também é preciso elaborar um plano para um melhor treinamento adequado dos professores, para que eles possam ficar mais bem preparados para lidar com a diversidade e a flexibilidade do novo modelo. Depois, no futuro, manter uma avaliação contínua para monitorar o desempenho dos alunos e as mudanças na educação para que as adaptações necessárias possam ser feitas em tempo hábil.

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Fontes: UOL, G1.

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