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Engenheiros desenvolvem o revestimento mais preto já apresentado

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2 min

POR Kamila Jessie 07/10/2019

Engenheiros do MIT declararam ter desenvolvido um material 10 vezes mais preto do que qualquer coisa que foi relatada anteriormente. O material é feito dos versáteis nanotubos de carbono (CNT) alinhados verticalmente em uma superfície de papel alumínio gravado com cloro. A película captura mais de 99,96% de qualquer luz que entra, tornando-a o material mais preto já registrado.

Arte engenhosa ou engenharia artística

Enquanto a gente se contenta em apresentar pôster em congresso, os pesquisadores publicaram suas descobertas em um artigo científico na revista ACS-Applied Materials and Interfaces. Mas, em questão de exibir o material, investiram em apresenta-lo como parte de uma exposição na Bolsa de Nova York, intitulada “The Redemption of Vanity“. É um imenso viés art-science, olha só:

O material foi implementado como parte de uma obra de arte, uma colaboração entre Brian Wardle, professor de aeronáutica e astronáutica do MIT e seu grupo, e o artista residente Diemut Strebe do MIT. A obra consiste de um diamante amarelo natural de 16,78 quilates, estimado em 2 milhões de dólares americano (!), que a equipe revestiu com o novo material de CNT ultrablack. O efeito é impressionante: a gema, normalmente facetada de maneira brilhante, aparece como um impressionante vazio preto.

preto
Imagem: the-redemption-of-vanity.com

Aplicações podem pintar

Deixando a parte artística de lado e incorporando a visão utilitária da engenharia, o pessoal do MIT indicou que o material tem suas aplicações. Alguns exemplos seriam cortinas ópticas que reduzem o brilho indesejado, para ajudar os telescópios espaciais a localizar exoplanetas em órbita. Bem específico, mas o material também vai além do preto convencional, logo, esperam-se aplicações sofisticadas.

De onde veio a luz

A ideia inicial da equipe de pesquisadores era testar algumas propriedades de condutividade elétrica usando CNTs. Contudo, em meio aos experimentos, sempre se deparavam com inconvenientes relacionados à deposição de óxido de alumínio quando exposto ao ar. Uma forma de remover essa camada seria adicionar sal (o famoso cloreto de sódio). Funcionou, mas a surpresa foi a cor do material resultante.

revestimento preto
Imagem: pubs.acs.com

All black

A equipe de pesquisadores avaliou a quantidade de luz refletida pelo materialde qualquer todos os ângulos possíveis. Os resultados mostraram que o material absorveu mais de 99,995% da luz que entra, de todos os ângulos. Em essência, se o material contivesse sulcos, não importa de que posição fosse visto, essas características seriam invisíveis, obscurecidas em um vazio de preto.

Os engenheiros não têm muita certeza do mecanismo que contribui para a opacidade do material, mas suspeitam que possa ter algo a ver com a combinação de alumínio gravado, que é um pouco enegrecido, com os nanotubos de carbono e sua disposição.

Fonte: MIT News.

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Kamila Jessie

Doutoranda em Hidráulica e Saneamento na USP, formada em Engenheira Ambiental e Sanitária, sonhadora em tempo integral, amante de ciências e inventividades.

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