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Pesquisadores descobriram um cristal capaz de transformar luz solar em eletricidade

por Bernardo Lopes Frizero | 02/05/2017
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Cientistas da Universidade de Oulu, na Finlândia, fizeram uma descoberta fantástica para o futuro do planeta. Trata-se de um novo material, capaz de transformar diferentes tipos de energia em eletricidade. Este minério é um elemento de uma família de cristais já conhecidos por serem capazes de transformar certos tipos de energia em partículas elétricas.

Crédito: IFLS

+ Como funciona

O novo material, conhecido como KBNNO (com base na sua fórmula química), pode converter não apenas calor, como também luz visível e  alterações na pressão em energia elétrica.
Como outros cristais similares, o KBNNO é ferroelétrico. O material está organizado em dipolos elétricos e quando uma mudança física faz os dipolos desalinharem, ocorre então a criação uma corrente elétrica.
O estudo, publicado na renomada Applied Physics Letters, se baseia principalmente em pesquisas anteriores que mostram que KBNNO converte energia elétrica a partir da luz visível, embora esta tenha sido testada a temperaturas de algumas centenas de graus abaixo de zero. Já a nova pesquisa foi conduzida à temperatura ambiente. A equipe estudou a capacidade de KBNNO para transformar luz em eletricidade e ao mesmo tempo, olhando como o material reage sob pressão e quando a temperatura mudou. Esta foi a primeira vez que todas estas propriedades foram avaliadas ao mesmo tempo.

Crédito: Planet Custodian


 

“É possível que todas essas propriedades possam ser ajustadas a um ponto máximo”, disse o princial autor Yang Bai em uma declaração. “Isso vai impulsionar o desenvolvimento de tecnologias como a Internet das Coisas (IoT) e cidades inteligentes, onde os sensores e dispositivos que consomem energia podem utilizar fontes sustentáveis”, acrescentou. 

Os pesquisadores estão planejando desenvolver um protótipo já para o próximo ano e, se eles conseguirem de fato encontrar o cristal correto, a comercialização desta tecnologia não estará longe de ser implantada em larga escala no mercado.
Fonte: IFL Science

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