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Avanços da ciência: pesquisadores criam técnica para produção de fígado em laboratório

por Redação 360 | 16/11/2021

Imagina rezar pela morte de alguém para você sobreviver! É a triste realidade para quem precisa de um transplante de órgãos. Mas a ciência que mudar isso!

Apesar de tantas dificuldades que enfrentamos no Brasil, nosso povo ainda é muito privilegiado pela assistência do SUS – o Sistema Único de Saúde. Contudo, para salvar mais vidas, precisamos contar totalmente com os avanços na área das ciências. Aliás, existe ciência em tudo que precisamos e utilizamos em nosso dia a dia – do campo à cidade. Por isso, é essencial reivindicar aos governantes que invistam mais em ciência. Quer uma justificativa?

Hoje em nosso país há milhares e milhares de pessoas na fila por um transplante. Destas, cerca de 7 mil só para transplante de fígado. E quem tem sorte de receber o novo órgão a tempo de sobreviver, precisa passar por um longo e severo acompanhamento médico, principalmente para observar se não há rejeições. Este é um processo demorado e que pode levar mais de um ano. Mas uma nova tecnologia pode amenizar parte destes problemas, como a apresentada no texto a seguir. Confira!

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fígado em laboratório
Imagem reproduzida de Guia da Farmácia

Produção e reconstrução de fígados em laboratório

Pesquisadores do Centro de Estudos do Genoma Humano e de Células-Tronco (CEGH-CEL), do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), desenvolveram uma técnica revolucionária. Seriam duas técnicas baseadas na bioengenharia – descelularização e a recelularização – para produção e reconstrução de modelos de fígados em laboratório. A ideia é usar conhecimentos da ciência e células de fígados para extrair a matriz extracelular para a criação de órgãos artificiais o mais parecido com o de órgãos reais saudáveis.

E quando isso seria utilizado? Bom, por exemplo, quando fosse necessário reconstruir órgãos provenientes de mortes traumáticas. O fato é que, hoje, muitos órgãos disponíveis para o transplante não são aproveitáveis, porque são provenientes de pessoas que sofreram acidentes de trânsito.

Mas o objetivo da ciência é mesmo produzir órgãos em laboratório com o intuito de diminuir a espera por doadores compatíveis e riscos de rejeição dos órgãos transplantados. Explicando melhor, seria dar uma “garimpada” em um órgão defeituoso para ele ficar bom para o receptor, cujo corpo não irá rejeitar o órgão recebido – já que seriam utilizadas as suas próprias células. Por fim, a promessa é de que o paciente não precisaria tomar, na sequência, imunossupressores.

fígado em laboratório
Imagem reproduzida de Enfoque MS

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Processo proposto pela ciência de regeneração de órgãos

O sistema proposto pelos pesquisadores é o seguinte: recompor a matriz através da matriz original extracelular, utilizando células derivadas do paciente receptor para evitar o risco de reações imunológicas e diminuir o risco de rejeição do órgão transplantado, a longo prazo. Em camundongos, essa tal regeneração levou mais ou menos 5 semanas, deixando os pesquisadores muito animados com os resultados, já projetando todas as possibilidades para os humanos – inclusive a produção em escala de fígados por meio de um biorreator para fazer a descelularização.

Com base nesta tecnologia, logo a ciência poderá projetar a produção em laboratório de outros órgãos, como pulmão, coração e pele. Ou, “somente” reconstruir órgãos, dependendo se sua condição. Por exemplo, o trabalho já realizado provou ser possível a diferenciação de células-tronco humanas em linhagens de células que fazem parte de um fígado e usá-las para reconstruir o órgão de modo que seja funcional.

fígado em laboratório
Imagem reproduzida de Canaltech

E você, o que pensa desta proposta da ciência? Pensa que dará certo? Quais serão as outras grandes descobertas que veremos nos próximos anos e décadas? Compartilhe conosco o pensa de tudo isso na aba de comentários, vamos adorar ler!

Veja Também: Impressão 3D de órgãos pode acabar com fila de transplantes


Fontes: Razões para Acreditar.

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