Engenharia 360

Engenharia do Carnaval: pelo fim do improviso nas alegorias e mais segurança

Engenharia 360
por Redação 360
| 28/02/2022 | Atualizado em 21/04/2022 3 min

Engenharia do Carnaval: pelo fim do improviso nas alegorias e mais segurança

por Redação 360 | 28/02/2022 | Atualizado em 21/04/2022

O Carnaval é a festa mais popular do Brasil. Logo que esse costume chegou ao país passou a contar com outra prática europeia, que é o uso de carros alegóricos ou as alegorias para animar os desfiles. Mas é claro que, lá atrás, no passado, os carros eram diferentes. Depois de anos, as estruturas pequenas e puxadas por animais deram lugar para grandes estruturas motorizadas com direito a sistemas de iluminação e até abastecimento de água para a criação de efeitos pirotécnicos. Porém, advinha quem contribui para o projeto desses carros, incluindo cálculos matemáticos de cargas, ferragens e além? Sim, os engenheiros! Saiba mais sobre isso no texto a seguir!

Engenharia de Carnaval
Imagem reproduzida de Wikimedia

Veja Também: Quanto a Engenharia está envolvida nas folias de Carnaval?

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A Engenharia dentro das Escolas de Samba

Os engenheiros não devem ser meros espectadores do Carnaval! Eles devem, na verdade, fazer parte do corpo de funcionários das Escolas de Sambas. Isso não deve ser visto como criação de burocracias, mas de soluções por meio do auxílio técnico em diversas etapas dos trabalhos – projeto, aprovação, adequação às normas e mais. Por exemplo, todas estas grandiosas e lindas alegorias criadas para o Carnaval precisam ter, por exigência legal, ARTs (Anotações de Responsabilidade Técnica). E sabe quem assina esses documentos? Sim, mais uma vez, os engenheiros!

Saiba que esses trâmites burocráticos não são opcionais! Eles devem ser cumpridos com muito rigor pelas escolas – com risco de as agremiações serem penalizadas! E mesmo que alguns carnavalescos deem a desculpa de que isso trava, de certo modo, a liberdade de criatividade, é preciso dizer que nenhum décimo perdido em qualquer quesito pode ser interpretado como algo pior do que colocar a integridade de vida das pessoas em risco!

Engenharia de Carnaval
Imagem reproduzida de Agência Brasil – EBC

Por dentro de um carro alegórico

Há muita Engenharia dentro dos carros alegóricos. Por exemplo:

  • Componentes elétricos, computacionais e até hidráulicos, em alguns casos, para grandes alegorias;
  • Sistemas complexos de motor e mecânica – inclusive para braços robóticos;
  • Estruturas metálicas em vários níveis com fechamentos nos mais diferentes materiais -, com pessoas podendo ficar a 12 metros do chão – sendo necessário maquinário de elevação no próprio carro alegórico;
  • Por fim, os carros maiores podem ter “rodas malucas”, com eixo estendido sob as estruturas de chassi, que é uma mecânica bastante complexa.
Engenharia de Carnaval
Imagem reproduzida de O Globo

O papel do Conselho profissional no controle das alegorias

É óbvio que, se existe a atuação das engenharias na criação das alegorias de Carnaval, existe também a atuação do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia). O órgão será responsável por vistoriar, fiscalizar e liberar o funcionamento das estruturas presentes nos locais que ocorrem as festas, bem como averiguar as condições de barracões ao lado do Corpo de Bombeiros municipal. Sim, porque essas preocupações de segurança – com base em normatizações – devem fazer parte de todo o processo da festividade, protegendo os foliões de possíveis acidentes – além do meio ambiente de impactos negativos!

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Engenharia de Carnaval
Imagem reproduzida de G1

Os pontos analisados pelo CREA na Engenharia de Alegorias

É preciso, antes de se aprofundar nessa questão da fiscalização dos carros alegóricos, lembrar que o CREA deve vistoriar também carros elétricos, estruturas de camarotes, palcos, arquibancadas, entre outros. Mas especialmente com relação aos carros alegóricos, o Conselho pode focar seu olhar para:

  • falhas mecânicas;
  • risco de incêndio e curto-circuito;
  • instabilidade e danos estruturais;
  • reaproveitamento indevido de materiais;
  • ausência de equipamentos de proteção coletiva, como extintores, sinalizações e guarda-corpos;
  • falta de plano de segurança e evacuação para uso da própria alegoria;
  • entre outros defeitos que podem provocar a morte dos foliões ou, no mínimo, a falta de acessibilidade disponível para pessoas com necessidades especiais.

Para concluir, sim, os engenheiros ou a Engenharia faz parte da construção dessa festa que nós, brasileiros, tanto amamos, o Carnaval! E é claro que as tecnologias são muito bem-vindas neste trabalho. Se você conhece alguma história exemplo disso, compartilhe conosco nos comentários!


Fontes: Linedin, Veja, 4ieng.

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