O Engenheiro Não é Mais Operador de Software — É o Guardião da Realidade
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 5minImagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026
Diretamente de Houston, Texas, a equipe do Engenharia 360 acompanha de perto os desdobramentos do 3DEXPERIENCE World 2026. O clima é de transformação profunda, e o anúncio de abertura feito por Pascal Daloz, CEO da Dassault Systèmes, não deixou dúvidas:
“O papel do engenheiro está sendo redefinido por uma integração sem precedentes entre a inteligência artificial, a física e a gestão do conhecimento.”
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O engenheiro como o guardião da realidade
Em um mundo fascinado pelas promessas ilimitadas do espaço digital, Pascal Daloz trouxe o público de volta ao chão — literalmente. Para ele, a importância dos engenheiros reside no fato de serem eles quem enfrenta a realidade da física, dos materiais e das restrições concretas do mundo real. Daloz enfatizou que, embora a IA possa acelerar processos, ela não remove as restrições da física, um princípio fundamental que deve sustentar toda inovação tecnológica.
Diferente da visão comum de que a IA viria para substituir o capital humano, Daloz a apresentou como um “multiplicador”. A convicção expressa no evento é que a IA é uma habilidade para os engenheiros fazerem mais, melhor, mais rápido e, crucialmente, de forma diferente.
Nos novos Gêmeos Virtuais (Virtual Twins), não se trata apenas de geometria; trata-se de definir como os sistemas se comportam, como serão produzidos e como desempenharão seu papel no mundo real.
A Economia Generativa e o conhecimento como moeda
Uma das teses mais provocativas de Daloz em Houston foi a transição para o que ele chama de “Economia Generativa“. Se anteriormente as empresas atuavam apenas como provedoras de tecnologia focadas em eficiência produtiva, agora o foco mudou para a produção de conhecimento e “know-how”.
Pascal relembrou uma visita a uma fábrica onde viu apenas uma pessoa no chão de fábrica, o que ilustra que o valor real foi deslocado para a frente: para aqueles que desenharam e definiram os sistemas. Nesse novo paradigma, o conhecimento tornou-se a nova moeda. Em uma economia onde se pode comprar quase tudo com os recursos certos, a propriedade intelectual e o saber técnico acumulado são os ativos mais valiosos que uma empresa possui.
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026
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Gêmeos virtuais
A saber, a evolução dos Gêmeos Virtuais atingiu um ponto de inflexão em 2026. Segundo Daloz, o virtual não serve mais apenas para representar o real; agora, o virtual está dirigindo e gerando o real. Esse conceito se aplica desde sistemas definidos por software até o que ele chamou de “moléculas definidas por software”.
Para sustentar essa visão, a Dassault Systèmes desenvolveu o “3D Universum”, um universo onde o mundo virtual é associado ao mundo real para que o Gêmeo Virtual possa aprender com a realidade e, eventualmente, operar sistemas de forma autônoma, como veículos. Daloz descreve o 3D Universum como uma “fábrica de conhecimento”, onde as observações do mundo real enriquecem a base de saber da empresa de forma contínua.
PLM na gestão da propriedade intelectual
Com a IA extraindo conhecimento de vastos conjuntos de dados, surge uma questão crítica: quem detém a propriedade intelectual? É quem fornece os dados, quem fornece os algoritmos ou quem constrói o modelo?. Diante desse impasse, Daloz anunciou uma redefinição do conceito de PLM. Antes conhecido como Product Lifecycle Management, o PLM agora deve ser entendido como Intellectual Property Lifecycle Management (Gestão do Ciclo de Vida da Propriedade Intelectual).
A plataforma apresentada em Houston oferece a capacidade de rastrear todas as contribuições em um processo, garantindo a segregação de dados. Isso assegura que, se um engenheiro ou empresa trabalhar com diferentes parceiros, não haja vazamento de ideias de um sistema para outro, protegendo o ativo mais valioso das companhias: seu conhecimento.
O modelo de mundo industrial além do LLM
Pascal Daloz foi enfático ao dizer que os modelos de linguagem em larga escala (LLMs) não são suficientes para a engenharia. Ele introduziu o conceito de “Industry World Model”. Enquanto um modelo de mundo padrão pode ser uma “IA física” que entende o ambiente, o modelo industrial vai além ao misturar a física com a capacidade de gerar resultados reais.
Este modelo conecta a ciência (conhecimento) com o “know-how” prático, sendo treinado especificamente para ser apropriado para todas as indústrias, garantindo que o resultado final seja uma abstração funcional e segura.
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Os novos companheiros virtuais
A grande revelação do evento foi a introdução dos Companheiros Virtuais. Daloz explicou que, quando um sistema gera código ou soluções automaticamente, ainda é necessário um humano para assumir a responsabilidade. Por isso, a proposta é uma “companhia” entre engenheiros e agentes de IA.
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Os três primeiros componentes dessa nova era são:
Aura: Focada em negócios, gestão de projetos e programas.
Leo: O engenheiro, focado em resolver problemas e misturar criatividade com soluções técnicas.
Marie: A cientista, responsável por fundamentar as soluções na ciência rigorosa.
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Curiosamente, Daloz compartilhou que os nomes desses agentes foram escolhidos pelos próprios companheiros virtuais, significando “ajudar você a realizar suas ambições”. Esses assistentes estarão disponíveis no mercado em meados de 2026.
A engenharia como um serviço e o gêmeo da organização
A visão de Daloz culmina na transformação do portfólio da Dassault Systèmes. A empresa está abandonando a ideia de vender apenas funcionalidades ou “bancadas de trabalho” para focar em experiências generativas e “Gêmeos como Serviço”.
A provocação final de Pascal Daloz em Houston abre um novo horizonte: o Gêmeo Virtual não se limita mais a objetos físicos como carros ou aviões. Agora, é possível criar o Gêmeo Virtual de uma organização, de uma rede de valor ou até de um modelo de negócios inteiro.
Fique ligado! O Engenharia 360 continuará trazendo todos os detalhes deste evento que está redesenhando as fronteiras do que é ser engenheiro no século XXI.
A era da colaboração entre humanos e agentes inteligentes não é mais uma promessa para o futuro; ela começou em Houston.
Aura, Leo e Marie: Entenda Como a IA deve Mudar o Papel do Engenheiro
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 6minImagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026
O palco do 3DEXPERIENCE World 2026 foi transformado em um portal para o futuro quando Manish Kumar subiu para apresentar sua visão sobre o “Design na Era da Inteligência Artificial”. O que nossa equipe do Engenharia 360 testemunhou no evento não foi apenas uma atualização de software, mas uma mudança de paradigma que redefine o papel do engenheiro de um criador de cliques para um mestre de estratégia e inovação.
A mensagem central foi clara: a IA não está aqui para substituir o profissional, mas para elevar sua capacidade de execução a níveis nunca antes imaginados.
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A tríade da genialidade: Aura, Leo e Marie
Manish introduziu o conceito de “Companheiros Virtuais” (Virtual Companions), uma tríade de modelos de IA projetados para atuar em diferentes facetas do desenvolvimento de produtos. A escolha de ter três modelos distintos baseia-se na ideia de que um “Gênio” é alguém com múltiplas expertises. Em vez de uma única inteligência genérica, a Dassault Systèmes criou especialistas:
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Aura (A Companheira Pragmática)
Focada em exploração de ideias e estratégia de negócios. Aura conecta-se com o conhecimento interno e externo (web), sendo descrita como altamente “agradável” e pragmática, apoiando o usuário sem ser diretiva. Suas competências principais incluem relacionamento com fornecedores e gestão de conformidade.
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Leo (O Engenheiro/Construtor)
Inspirado no espírito realizador de Leonardo da Vinci (conforme a tradição da marca), Leo é “pé no chão”. Ele se preocupa com a manufaturabilidade e não sugere nada que não possa ser construído. Leo é mais diretivo, ajudando a estruturar montagens e analisar erros de geometria.
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Marie (A Cientista)
Marie mergulha no conhecimento científico profundo. Suas competências abrangem ciência molecular, teste de hipóteses e microbiologia, sendo a voz mais assertiva da tríade, focada na “verdade” dos dados científicos e realidades físicas.
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Do PDF e imagem ao protótipo 3D em segundos
Uma das revelações mais impactantes de Manish foi a capacidade da plataforma de gerar modelos 3D a partir de fontes não tradicionais. Agora, é possível converter desenhos em PDF ou imagens simples diretamente em geometria 3D ou malhas (mesh).
Kumar demonstrou o caso de um suporte de copo para um carrinho de bebê: a partir de uma foto, a IA cria o contexto geométrico (mesh) para que o engenheiro projete a peça perfeita dentro daquele ambiente real. Isso representa uma evolução drástica: por muito tempo, a geometria das peças dependia do que os fornecedores enviavam; agora, a geometria nasce dos projetos de acordo com a necessidade específica, tornando-os muito mais precisos e eficientes.
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Performance, melhores práticas e o “Doutor da Montagem”
A IA agora atua como um consultor de performance em tempo real. Manish apresentou o que chamou de “Assembly Doctor” (Doutor da Montagem). Com a ajuda dos assistentes, confere-se muito mais performance e soluções para projetos complexos. A IA fornece recomendações específicas para aprimorar o projeto, como:
Suprimir fixadores em grandes montagens para ganhar velocidade.
Utilizar representações simplificadas.
Seguir regras e melhores práticas que muitas vezes são ignoradas no processo manual.
Além disso, o engenheiro pode agora trocar todos os materiais automaticamente através de comandos de chat, permitindo substituir e simular diferentes cenários em segundos, eliminando o trabalho redundante de centenas de cliques manuais.
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Compliance e mitigação de riscos
Talvez a parte mais complexa e vital da engenharia moderna seja o compliance com normas regulatórias. Manish destacou que, em setores como o de dispositivos médicos, o design é apenas 1/8 do processo; o restante é burocracia e aprovação técnica.
Com o auxílio da IA, o SOLIDWORKS agora permite que o engenheiro já projete 100% de acordo com as normas técnicas e leis vigentes. A IA converte requisitos regulatórios complexos em exigências precisas dentro do contexto do dispositivo que está sendo construído. Isso ajuda a mitigar riscos de projeto durante todo o processo, desde a fase de conceito até a manufatura final, que pode ser processada pela própria plataforma.
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O engenheiro no comando
Apesar de toda a automação, a mensagem de Manish Kumar foi enfática: o engenheiro define e aprova as formas e materiais propostos pela IA. A inteligência artificial funciona como uma “fábrica de conhecimento e know-how”, mas o toque final, a validação técnica e a decisão estratégica permanecem com o profissional humano.
A IA elimina a “barreira do valor”, democratizando o acesso. Isso significa que pessoas com menos conhecimento técnico profundo em ferramentas de CAD poderão criar projetos complexos apenas “conversando” com o modelo, descrevendo o que precisam, como criar um flange com seis furos ou uma estrutura de aço para um tanque de 500 mil litros — tarefa que a IA realizou em apenas 5 minutos.
Estratégia cloud e local
Sobre o modelo de comercialização e uso da plataforma, Manish usou a analogia do “Elevador Espacial”. A estratégia da Dassault Systèmes é facilitar ao máximo a migração dos dados dos clientes para a plataforma (cloud), para que a IA tenha contexto.
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Diferente de antes, onde se construíam “foguetes customizados” para cada cliente, o elevador espacial permite colocar as pessoas e seus dados na plataforma rapidamente. Quanto mais dados o cliente tem na nuvem, mais valor a IA pode extrair, embora Manish tenha garantido que a confiança é suprema: os modelos são treinados com dados proprietários da Dassault ou sintéticos, e os dados específicos de um cliente nunca serão compartilhados com outros.
Bem-vindo à Era do Gênio Coletivo!
O que Manish apresentou no 3DEXPERIENCE World 2026 é a concretização da democratização do design. Ao unir Aura, Leo e Marie, a engenharia deixa de ser sobre “como usar o software” para se tornar sobre “o que queremos criar”.
O profissional do futuro será aquele que souber orquestrar esses assistentes para produzir soluções seguras, eficientes e inovadoras em uma fração do tempo atual.
A Verdade Chocante sobre a IA Revelada no 3DXW26 que Você Precisa Saber
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 7minImagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026
A incerteza paira sobre o mercado global: a Inteligência Artificial (IA) vai roubar os empregos dos engenheiros? Essa foi a pergunta provocativa que abriu a Sessão Geral 1 do evento 3DEXPERIENCE World 2026, no qual o Engenharia 360 faz a cobertura.
Em um cenário onde a automação avança a passos largos, as lideranças da SOLIWORKS e Dassault Systèmes trouxeram uma perspectiva que redefine o papel do profissional técnico na era digital. Segundo as fontes, a engenharia não está morrendo; ela está se tornando o “esqueleto” fundamental de toda a revolução tecnológica atual.
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A IA como motor, o engenheiro como piloto
Manish Kumar, CEO da SOLIDWORKS, iniciou o evento abordando diretamente o receio de que a IA torne os projetos obsoletos. Embora ele reconheça que tarefas repetitivas e baseadas em padrões possam encolher, sua visão é clara: a IA é apenas um multiplicador de força. Para Kumar, a engenharia vive hoje sua “fase da faísca”, comparável à descoberta do fogo ou à invenção do motor a vapor. Assim como o motor a vapor foi criado para bombear água de minas e acabou construindo cidades modernas, a IA é uma fonte de inovação que levará a descobertas ainda inimagináveis.
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O ponto central da fala de Kumar é que “um cérebro precisa de um corpo”. A IA pode aprender padrões e simular movimentos, mas ela não pode desafiar as leis da física. É aqui que entra o engenheiro: para que a IA funcione no mundo físico, são necessários mecanismos, juntas que suportem carga, gestão de calor e materiais resistentes.
Portanto, a engenharia mecânica é, na verdade, a espinha dorsal industrial da própria IA.
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Propriedade intelectual como a nova moeda da Economia Generativa
Pascal Daloz, CEO da Dassault Systèmes, elevou a discussão ao introduzir o conceito de Economia Generativa.
Nesse novo paradigma, a propriedade intelectual (IP) torna-se a verdadeira moeda de troca. O conhecimento, o “know-how” e o julgamento do engenheiro são os ativos mais valiosos.
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A visão da Dassault Systèmes é integrar a IA não como um acessório no topo do projeto, mas no “core” (núcleo) da engenharia.
Durante o evento, foram apresentados os Virtual Companions (Companheiros Virtuais), batizados de Ora, Leo e Mari. Diferente de chatbots genéricos, essas IAs são baseadas em décadas de expertise industrial e conhecimento científico:
Ora: Orquestra conhecimento e contexto, desde requisitos até mudanças de projeto.
Leo: Focada em raciocínio de engenharia, mecânica, estruturas e manufatura.
Mari: Especialista em disciplinas científicas, como química, materiais e regulamentações.
Uma demonstração impressionante mostrou “Leo” em ação, transformando um desenho em PDF em um esboço editável e, posteriormente, em uma peça 3D totalmente paramétrica em segundos. Mais do que isso, a ferramenta realizou uma análise de desempenho físico real através de surrogate modeling, uma técnica de simulação acelerada que mapeia resultados de projetos anteriores para novas peças com precisão física.
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A velocidade da inovação e o Caso Molteni
Gianpaolo Bassi, Vice-Presidente de Inovação, trouxe uma mudança de métrica essencial para o setor: não basta mais focar no “tempo de mercado” (time to market), o que importa agora é o “tempo de valor” (time to value).
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Segundo o que foi dito na sessão, podemos concluir que a inovação funciona como um volante (flywheel) que, uma vez iniciado, ganha momento e acelera o aprendizado e a confiança.
O caso da Molteni Group, empresa italiana de móveis de luxo, foi o destaque para ilustrar essa transição. Andrea Roer, CIO da Molteni, explicou o desafio de escalar a excelência artesanal “Made in Italy” em uma indústria sob pressão de custos e demanda por personalização.
O objetivo da Molteni é, supostamente, virtualizar o patrimônio e a herança da marca, capturando o conhecimento que antes residia apenas na mente dos artesãos e transferindo-o para uma plataforma digital alimentada por IA. Isso permite criar sistemas de produtos modulares e configuráveis sem perder o rigor e a sensação de artesanato, promovendo ainda princípios de economia circular e durabilidade.
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Perspectivas para a virtualizando do conhecimento
A Sessão Geral também detalhou como a plataforma 3DEXPERIENCE está unificando pessoas, aplicações e dados. Morgan Zimmerman, CEO da marca 3DEXPERIENCE, explicou que a plataforma (3DEXPERIENCE) permite “virtualizar o know-how”. Um exemplo prático foi dado por Manish Kumar ao contar sua dificuldade em construir uma mesa em casa durante a pandemia; ele teve que aprender sobre juntas, ergonomia e materiais do zero.
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A saber, na indústria, esse conhecimento muitas vezes está disperso em documentos e cabeças de funcionários. Ao virtualizar esse dado na nuvem, a IA pode guiar designers em cada ação baseada na experiência coletiva da empresa.
Além disso, houve anúncios práticos para os usuários de SOLIDWORKS:
Compra Online: Agora é possível adquirir licenças diretamente pelo site.
Atualizações rápidas: O tempo de atualização da conexão com a plataforma foi reduzido para apenas 90 segundos.
Content Explorer: Uma ferramenta que traz a familiaridade do Windows Explorer para a gestão de dados na plataforma, sem perder a potência do banco de dados.
IA para um futuro mais barato, rápido e melhor
O encerramento ficou por conta do inventor Pablos Holman, que trouxe uma reflexão profunda sobre o papel da tecnologia na sobrevivência da humanidade. Holman defende que a IA é a ferramenta que nos permitirá construir um futuro melhor, reciclagem e energia para todos.
Ele citou exemplos disruptivos baseados em IA e engenharia avançada:
Energia: A necessidade de aumentar em 10 vezes a produção global de energia para atender bilhões de pessoas que hoje vivem com menos eletricidade do que uma “torradeira”.
Sustentabilidade: O uso de IA para criar enzimas que degradam plásticos em seus monômeros originais, permitindo uma reciclagem infinita sem depender de petróleo.
Manufatura sob demanda: Fábricas automatizadas que produzem apenas o que é vendido, combatendo o desperdício de indústrias como a têxtil, onde um terço das roupas produzidas nunca são vestidas.
Construção: A descoberta de como os romanos faziam cimento que durava 2.000 anos (como o Pantheon) e o uso de IA para criar novos materiais com 20% menos emissão de CO2.
Holman enfatizou, inclusive, que estamos vivendo um momento de “correção de curso”. Em vez de usar IA para tarefas triviais ou histórias assustadoras, agora é a hora de aplicá-la na ciência e na engenharia para resolver os problemas reais do planeta.
Conclusão: O engenheiro continua no centro de tudo!
A mensagem final da primeira sessão geral é de otimismo e responsabilidade. Como dito por Manish Kumar e Pascal Daloz, a tecnologia não constrói o futuro sozinha; as pessoas o fazem. A IA é o motor, mas o engenheiro é o piloto que fornece intenção, julgamento e propósito.
O futuro da engenharia não é sobre substituir humanos, mas sobre amplificar sua capacidade de criar um mundo mais sustentável e eficiente.
Será que o estudante de Engenharia precisa Aprender de Matemática?
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 5minImagem de Anoushka Puri em Unsplash
Se você está na escola e já pensa sobre qual carreira seguir após a formatura, é natural questionar-se: “Será que é realmente necessário entender disciplinas como matemática para ingressar na faculdade de Engenharia?” — especialmente considerando o uso de calculadora na engenharia, que acompanha o estudante desde o início da graduação.
Não se preocupe, pois essa dúvida é bastante comum entre os vestibulandos. De fato, ela persiste mesmo entre aqueles que já passaram pelo vestibular e estão entrando em cursos de Ciências Exatas — entre os quais a Engenharia se destaca. Entender essa questão, assim como a importância da calculadora na engenharia como ferramenta de apoio ao raciocínio, pode prevenir futuras decepções ou até mesmo desistências.
Pensando nisso, o Engenharia 360 decidiu criar este post especial, abordando as diferentes áreas da Engenharia que mais demandam conhecimentos matemáticos. Certamente, você encontrará as respostas que busca no texto a seguir. Confira!
Imagem reproduzida da internet
Se não gosta de matemática…
Diferente do que possa pensar, muita gente se atrai pelos cursos de Engenharia justamente por gostar de matemática. Contudo, não gostar não precisa ser encarado como um empecilho para quem pretende construir uma carreira na área.
Ou seja, se você não sabe matemática, tudo certo, pois é mesmo para isso que serve uma faculdade: para aprender o que é necessário para começar a exercer uma profissão. Nesse processo, o apoio de ferramentas básicas, como a calculadora e até mesmo a calculadora de bolso, ajuda o estudante a focar no raciocínio e na interpretação dos problemas, em vez de apenas nos cálculos manuais.
Lidar com matemática é algo do qual você precisará enfrentar se quer trabalhar como engenheiro – mesmo na área de Produção, considerada a Engenharia mais ligada às Ciências Humanas de todas.
Imagem reproduzida da internet
O que esperar do curso de Engenharia
Já pensou se você não gosta de matemática e precisa contato com ela durante cinco anos? Sim, porque este é o tempo médio dos cursos de Engenharia – com grade curricular de ampla carga horária, que aborda demais assuntos de cálculos, antes mesmo das disciplinas técnicas específicas.
Pelo menos durante os dois primeiros anos da graduação não vai ter jeito: você precisará estudar geometria analítica e descritiva, cálculo vetorial, física avançada, estatística e muito mais. Nesse contexto, o uso constante de calculadora científica se torna comum, refletindo o uso de calculadora na engenharia tanto no ambiente acadêmico quanto no profissional. Mas calma: com empenho e muito estudo, é possível criar afinidade com essas áreas!
Ter medo de matemática não pode ser desculpa para a paralisação do seu sonho de fazer uma graduação em Engenharia, certo? Aliás, vamos te dar um pouco de esperança!
Sabia que pessoas que jamais gostaram de matemática no Ensino Fundamental e Médio, às vezes, acabam aprendendo a gostar durante a faculdade? O motivo é simples: a aplicação prática dos conceitos. Ao entender como fórmulas, números e até a calculadora são usados para resolver problemas reais, fica mais fácil perceber a importância da calculadora na engenharia como uma aliada — e não como um atalho.
O que você precisa fazer durante a faculdade é manter a dedicação e a disciplina em alta. Criar um planejamento de estudo, apostar em aulas de reforço e aprender a usar corretamente ferramentas como a calculadora científica fazem toda a diferença. E não se esqueça de buscar formas de renovar a sua motivação para superar bem os obstáculos. Combinado?
É, verdade! Pode acontecer de você, uma hora ou outra, analisar sua caminhada e perceber que fez a escolha de graduação equivocada. Bom, sempre é possível aprender com os erros e toda a educação ou experiência acumulada é benéfica – e enriquece o currículo -, pode acreditar.
Mas se ainda está na escola, a dica que damos é a seguinte: pesquise bastante antes sobre o curso para o qual pretende prestar o vestibular; converse, se possível, com professores e estudantes da área; visites faculdades; e aprenda sobre o mercado de trabalho e as possibilidades de carreira com as publicações do 360. Depois disso, responda a si mesmo se está pronto para o desafio!
Matemática e o Sucesso na Engenharia
Enfim, embora a matemática seja vista como um desafio por muitos estudantes de Engenharia, ela não precisa ser um obstáculo para o sucesso na área. Com persistência, dedicação e as estratégias certas — incluindo o uso de calculadora na engenharia — qualquer pessoa pode desenvolver as habilidades necessárias para se tornar um engenheiro de sucesso.
Lembre-se:
Criar um plano de estudos eficaz e personalizado é fundamental para o aprendizado da matemática.
Buscar ajuda de colegas, professores, tutores e recursos online pode facilitar o entendimento dos conteúdos e o uso correto da calculadora científica.
Participar de grupos de estudo e fóruns online é uma ótima maneira de trocar conhecimentos, experiências e receber feedback de outros estudantes.
A matemática, aliada à importância da calculadora na engenharia, é uma ferramenta essencial para a formação de um bom engenheiro e abre portas para uma carreira promissora e gratificante.
Acredite em seu potencial e não desista do seu sonho de se tornar um engenheiro!
Mas se perceber que fez a escolha errada…
Domine o campo com a ferramenta certa!
Para o estudante ou o engenheiro já formado, a calculadora não é apenas um acessório; é a extensão do seu raciocínio lógico. Escolher o modelo ideal exige entender sua fase: se você busca a praticidade de uma científica tradicional para o ciclo básico…
Imagens calculadoras científicas fx-82LA CW e fx-991LA CW, divulgação CASIO
…ou o poder de processamento de uma gráfica para projetos complexos.
Imagens calculadoras científicas fx-CG50 e fx-CG100, divulgação CASIO
A CASIO lidera essa evolução, entregando precisão onde o erro não é uma opção. Não deixe sua produtividade ao acaso. Invista em uma tecnologia que traduz fórmulas em soluções reais e acelera sua entrega técnica.
A ‘Matemágica’ está em cada detalhe do nosso dia a dia. E é por isso que a CASIO apoia nossa jornada na criação de conteúdo Engenharia 360 dentro desse universo. Quer descobrir mais sobre as calculadoras da CASIO?
Este é um artigo patrocinado. Você leu um texto publicitário. Este aviso representa nosso compromisso e transparência diante de sua opinião.
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Veja como foi o 1º Dia de Cobertura do 3DEXPERIENCE World 2026 em Houston
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 4minImagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026
Nossa equipe do Engenharia 360 aterrissou em solo texano para um dos eventos mais transformadores da década. O 3DEXPERIENCE World 2026, realizado no George R. Brown Convention Center, em Houston, abriu suas portas em 1º de fevereiro com uma energia eletrizante, reafirmando-se como o epicentro global para inventores, engenheiros e líderes de tecnologia.
Pode-se dizer que o primeiro dia não foi apenas uma abertura; já foi um manifesto de que a fronteira entre o virtual e o físico está sendo completamente reconstruída pela Inteligência Artificial (IA).
Primeiras impressões do 3DXW26
As primeiras impressões de quem pisa no evento são de uma imersão total em inovação. O encontro, que é a evolução do antigo SOLIDWORKS World, reúne milhares de entusiastas, desde “makers” e designers até CEOs de grandes corporações. O que se sente nos corredores é a força de uma comunidade que, há mais de 20 anos, se encontra para “beber da fonte” e discutir tecnologias que só chegarão ao mercado daqui a alguns anos.
O ambiente no pavilhão de exposições, carinhosamente chamado de Playground, é um hub de criatividade e experimentação. Logo nas primeiras horas, foi possível interagir com robótica avançada, realidade virtual e demonstrações de impressão 3D que desafiam o pensamento convencional. A sensação geral é de que o evento serve como um acelerador de aprendizado e networking internacional, onde o contato próximo entre estudantes e profissionais experientes gera insights imediatos.
A Era da IA Física e Gêmeos Digitais
O grande tema central deste ano é, sem dúvida, a “Era da Inteligência Artificial“. No entanto, o insight mais profundo compartilhado nas sessões de abertura é que a IA não veio para substituir o engenheiro, mas para dotá-lo de ferramentas que antes pertenciam à ficção científica.
Um dos destaques mais comentados foi a integração da IA Física. Diferente da IA digital, que processa apenas textos ou imagens, a IA física atua no mundo real — em robôs que manipulam objetos e carros autônomos que evitam acidentes.
Jensen Huang, CEO da NVIDIA, traz este ano para o 3DEXPERIENCE World o conceito de que as simulações virtuais são a única forma segura de treinar essas IAs: “IA conversacional erra e corrige; IA Física erra e mata”. Por isso, o uso de Gêmeos Virtuais (Virtual Twins) e do NVIDIA Omniverse torna-se vital para simular cenários perigosos milhares de vezes em minutos, sem riscos reais.
O que já se sabe sobre as novidades e lançamentos?
Mesmo sendo apenas o início, o evento já revelou novidades de tirar o fôlego para os usuários do ecossistema Dassault Systèmes:
AURA, A IA Nativa do SOLIDWORKS: Reapresentação do AURA, uma IA treinada especificamente em SOLIDWORKS. Ao contrário de chatbots genéricos, a AURA conhece comandos, macetes e melhores práticas, sendo capaz de automatizar tarefas repetitivas e sugerir soluções de projeto baseadas no estilo do usuário, tudo dentro de um ambiente seguro que protege a propriedade intelectual.
SOLIDWORKS 2026 e Preview de 2027: O anúncio das melhorias para 2026 inclui a tão esperada renderização integrada (aposentando o PhotoView360), geração automática de desenhos e uma performance significativamente superior para grandes montagens.
Parceria NVIDIA e Dassault Systèmes: Reafirmação da colaboração entre as duas gigantes sinaliza que o poder de processamento gráfico e a IA generativa da NVIDIA serão os motores das próximas versões das ferramentas de design.
Model Mania Xtreme: A tradicional competição de modelagem 3D retorna, desafiando engenheiros a modelar peças em tempo recorde e validar sua resistência através de simulações rápidas.
Por que Houston?
A escolha de repetir Houston como sede em 2026 reflete a infraestrutura robusta da cidade, que é um polo aeroespacial e de energia. Além de ser a casa do NASA Johnson Space Center, a cidade abriga instituições como a Rice University, que lidera pesquisas em nanotecnologia e IA. Para os participantes, Houston oferece uma experiência que vai além das palestras, permitindo visitas a marcos arquitetônicos como o Astrodome — o primeiro estádio coberto do mundo — e o complexo sistema de túneis subterrâneos.
O primeiro dia do 3DEXPERIENCE World 2026 já deixou claro que o futuro da engenharia é colaborativo e profundamente integrado ao hardware e software inteligentes. O evento prova que o tempo do profissional que trabalha isolado acabou; o mercado agora valoriza quem domina plataformas digitais e sabe interpretar simulações avançadas.
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026
Fique atento, pois a cobertura do Engenharia 360 continuará trazendo bastidores exclusivos, entrevistas e análises técnicas diretamente de Houston para garantir que você não perca nenhum detalhe dessa revolução industrial.
Entenda como a Nova Era dos Robôs Humanoides Está Engolindo a Engenharia Tradicional
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 5minExemplar robô Boston Dynamics – Imagem reproduzida de Boston Dynamics
A engenharia de robôs humanoides não é mais uma promessa para o futuro; ela é a realidade onipresente que está transformando canteiros de obras, fábricas e até o cuidado com idosos.
Nos últimos anos, observamos uma mudança de paradigma: a transição da automação simples para a robótica avançada e, finalmente, para os agentes de Inteligência Artificial (IA). Enquanto uma máquina tradicional executa tarefas lineares e programadas, o robô moderno destaca-se pela sua versatilidade e flexibilidade.
Exemplar robô Apptronik – Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2025
A grande evolução recente reside na capacidade de planejamento. Anteriormente, o engenheiro precisava descrever cada passo de um plano (fazer X, depois Y). Hoje, com a integração da IA, o robô atua como um “agente” capaz de descobrir o plano por conta própria, processar a tarefa e executá-la sem a necessidade de programação constante para cada movimento. Esse salto tecnológico é o que permite que vejamos robôs “estudando” e aprendendo apenas ao observar humanos ou outros sistemas.
O mercado de US$ 50 bilhões e o avanço dos robôs humanoides
As perspectivas para o futuro da robótica, especialmente quando aliada à engenharia de ponta, são massivas. Estimativas recentes apontam para um mercado de robôs humanoides que pode atingir a marca de 50 bilhões de dólares. Esses robôs estão deixando de ser curiosidades de laboratório para se tornarem “cobots” (robôs colaborativos), atuando como companheiros em ambientes industriais, no setor de saúde e até em cuidados domésticos.
Exemplar robô Boston Dynamics – Imagem reproduzida de Boston Dynamics
Um exemplo fascinante dessa evolução é a aplicação na saúde. Startups estão desenvolvendo robôs como o TILBOT, focado em endoscopias remotas e motorizadas, tornando procedimentos complexos mais acessíveis e menos invasivos. Além disso, a robótica humanística está explorando o campo emocional; robôs realistas, como gatos robóticos, já são utilizados para auxiliar no tratamento de doenças como o Alzheimer, gerando reações emocionais positivas através de movimentos e interações que mimetizam a vida real.
Imagem divulgação Tinbot reprodução Rádio Maringá
O papel fundamental das soluções Dassault Systèmes
O desenvolvimento dessa robótica sofisticada seria impossível sem ferramentas de engenharia que integrem todo o ciclo de vida do produto. É aqui que as soluções da Dassault Systèmes, como o SOLIDWORKS e a Plataforma 3DEXPERIENCE, tornam-se o coração da inovação.
A engenharia de robôs atual exige muito mais do que apenas o desenho mecânico; envolve física complexa, simulação, mecatrônica e gestão de dados. O SOLIDWORKS evoluiu de uma ferramenta de design 3D para um ecossistema completo que abrange fabricação, produção e gestão de vendas, permitindo colocar máquinas complexas no mercado com escalabilidade. Já a plataforma 3DEXPERIENCE complementa esse processo ao oferecer um ambiente de colaboração global e ferramentas de simulação avançadas.
Exemplar robô Boston Dynamics – Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2025
Virtualização total e aprendizado sintético
Um dos maiores diferenciais da plataforma 3DEXPERIENCE na robótica moderna é o que os especialistas chamam de “virtualização total de tudo”. Para que robôs humanoides, por exemplo, sejam verdadeiramente autônomos, eles precisam treinar seus algoritmos de aprendizado de máquina em contextos reais. No entanto, construir protótipos físicos para cada teste é caro e demorado.
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2025
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2025
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2025
Através da simulação na plataforma 3D, os engenheiros podem gerar um “bilhão” de simulações eletrônicas e feedbacks de força sintéticos. Isso cria um conjunto de dados massivo que ensina o robô a manter o equilíbrio ou reagir a forças externas antes mesmo de o primeiro modelo físico ser montado. A simulação permite testar gravidade, balanço e falhas em um ambiente virtual seguro, garantindo que o hardware final seja preciso e eficiente.
Novas fronteiras com computadores sensoriais e startups
O futuro da engenharia robótica também passa pela forma como os engenheiros interagem com seus projetos. A Dassault Systèmes já anunciou colaborações para o uso de tecnologias como o Apple Vision Pro, permitindo que o design em 3D saia das telas e entre no mundo da realidade mista (V+R). Esse conceito de “computador sensorial” redefine a experiência imersiva, misturando o virtual e o real para otimizar o desenvolvimento de sistemas robóticos complexos.
Além disso, o ecossistema de startups de hardware tem florescido graças ao acesso facilitado a essas tecnologias. O programa de startups da SOLIDWORKS já empoderou mais de 25.000 empresas mundialmente, oferecendo acesso a softwares que antes eram proibitivos. Curiosamente, a taxa de sucesso dessas startups de hardware tem sido superior à média do mercado, com cerca de 20% a 25% delas tornando-se empresas consolidadas e pagantes após quatro anos no programa. Isso demonstra que a democratização de ferramentas de alta engenharia é o combustível para a próxima geração de robôs.
Perspectivas para o futuro e o 3DEXPERIENCE World 2026
A evolução da engenharia de robôs nos últimos anos mostra que estamos saindo da era da mecânica bruta para a era da inteligência integrada. O futuro reserva uma simbiose ainda maior entre humanos e máquinas, onde o design, a simulação e a IA convergem para resolver problemas globais, desde a manufatura avançada até a medicina de precisão. Cidades como Houston, no Texas, já se consolidaram como polos dessa transformação, abrigando setores aeroespaciais e de energia que dependem diretamente dessas inovações.
Fique atento, pois o Engenharia 360 está acompanhando de perto o 3DEXPERIENCE World 2026, que acontece em Houston entre os dias 1º e 4 de fevereiro. O evento promete ser mais uma vez um palco central para a apresentação de novas inovações em manufatura avançada, inteligência artificial e robótica, reunindo milhares de profissionais e estudantes para vivenciar o futuro da engenharia em tempo real.
Sistema que une IA generativa e gêmeos virtuais para revolucionar projetos e simulações industriais
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 5minImagem registro Engenharia 360 no 3DXW25
O mundo da tecnologia e da engenharia digital vem testemunhando um divisor de águas recentemente. Em fevereiro de 2025, a Dassault Systèmes, gigante global em soluções de ciclo de vida do produto (PLM), anunciou oficialmente no 3DXW o lançamento do 3D UNIV+RSES — aliás, nesse período, o Engenharia 360 estava realizando a cobertura do evento.
Imagem registro Engenharia 360 no 3DXW25
Vale destacar que esta plataforma não é apenas uma atualização de software; ela representa um marco fundamental, sendo descrita como um salto significativo na forma como o desenvolvimento de projetos, simulações e gestão de dados são abordados pela indústria moderna.
O que é o 3D UNIV+RSES e por que ele é um novo marco?
O 3D UNIV+RSES é uma tecnologia que integra IA generativa com gêmeos virtuais para transformar dados e modelos em representações ultraprecisas do mundo real. O diferencial que o torna um “marco” é a sua base na chamada “economia generativa“. Segundo o CEO da Dassault Systèmes, este conceito projeta os próximos 20 anos como uma convergência entre a economia da experiência e a economia circular.
Imagem registro Engenharia 360 no 3DXW25
O 3D UNIV+RSES foi desenhado para aprender com a vida. Inspirando-se nas ciências da vida e na biologia, a plataforma busca entender como os sistemas naturais se regeneram e criam novas espécies sem gerar desperdício. Na engenharia, isso se traduz em criar ativos virtuais que permitam às empresas produzir mais do que consomem, devolvendo ao planeta tanto quanto dele retiram.
É, portanto, uma mudança de paradigma: de uma abordagem puramente técnica para uma metamorfose industrial.
A sinergia entre IA Generativa e Gêmeos Virtuais
A combinação de IA generativa e gêmeos virtuais dentro do 3D UNIV+RSES transforma radicalmente o processo de projeto. Tradicionalmente, o engenheiro desenha algo sabendo exatamente onde quer chegar. No novo sistema, a IA permite explorar um “espaço desconhecido”, gerando múltiplas alternativas, sugestões e validações de forma automática com base em critérios de desempenho, custo e sustentabilidade.
Imagem registro Engenharia 360 no 3DXW25
Imagem registro Engenharia 360 no 3DXW25
Imagem registro Engenharia 360 no 3DXW25
Essa tecnologia utiliza o que a empresa chama de “Universos”: espaços de conhecimento e “know-how” acumulados ao longo de décadas, que os algoritmos exploram para gerar novas opções de design. A IA não serve apenas para gerar conteúdo (como em ferramentas de entretenimento), mas é uma IA para a indústria, treinada em conjuntos de dados de alta qualidade e simulações físicas. Isso permite a criação de dados sintéticos para acelerar o treinamento de modelos em áreas onde os dados reais ainda não existem, como no teste de veículos autônomos em cidades virtuais.
Modelo 3D tradicional versus gêmeo virtual conectado
Muitos profissionais ainda confundem um modelo 3D comum com um gêmeo virtual, mas o 3D UNIV+RSES deixa clara a diferença. Um modelo 3D tradicional, introduzido amplamente na década de 90, foca na representação geométrica e na gestão de montagens complexas para colaboração. Já o gêmeo virtual (Virtual Twin) estabelece uma conexão viva entre o objeto virtual e o objeto físico.
A nova realidade proposta pela Dassault Systèmes é a soma da física mais a virtualidade (V+R) ao mesmo tempo. Enquanto o modelo 3D é uma representação estática ou funcional em contexto, o gêmeo virtual do 3D UNIV+RSES coleta dados em tempo real do mundo físico para alimentar o modelo virtual. Isso permite simular as “múltiplas vidas” de um produto — por exemplo, como os componentes de um carro podem ser reaproveitados para uma bicicleta após o fim de sua vida útil original.
O funcionamento prático no ecossistema Dassault Systèmes
Na prática, o 3D UNIV+RSES opera dentro de um ambiente virtual-real seguro e controlado, projetado para a otimização de processos industriais. Ele se integra perfeitamente ao portfólio da Dassault Systèmes através do sistema POWER’byAI, que facilita a implementação rápida de soluções de inteligência artificial em diversas frentes:
3DEXPERIENCE: Focada na manufatura e desenvolvimento industrial.
MEDIDATA: Voltada para ciências da vida, permitindo, por exemplo, a criação de “braços de controle sintéticos” em testes clínicos, reduzindo custos e tempo de desenvolvimento de medicamentos em até um terço.
CENTRIC: Atende ao setor de bens de consumo e alimentos.
O sistema funciona extraindo informações de dados industriais através de um motor semântico, recriando grafos de produtos e processos de manufatura, e utilizando tecnologia de topologia para fundir o modelo neutro com os dados reais coletados do campo.
O impacto no papel dos engenheiros, de executores a estrategistas
Uma das maiores dúvidas sobre essa revolução é: o que sobra para os seres humanos? O 3D UNIV+RSES não visa substituir o engenheiro, mas sim empoderá-lo através de “Companheiros Virtuais”. Esses companheiros são assistentes de IA que aprendem com o profissional e trabalham para ele, executando tarefas diárias de forma automatizada.
Ao contrário de interfaces conversacionais comuns (como o Siri), o engenheiro dá ao software o resultado esperado, e o software constrói a solução. Isso libera os engenheiros e profissionais técnicos de tarefas repetitivas de modelagem para que se concentrem em:
Análise estratégica de resultados e tomada de decisões informadas.
Refinamento de algoritmos e critérios de simulação.
Gestão da inovação, garantindo que os projetos atendam a metas rigorosas de sustentabilidade e eficiência energética.
Além disso, a proteção da Propriedade Intelectual (IP) é um pilar central. No 3D UNIV+RSES, o treinamento da IA é feito de forma que o conhecimento gerado por uma empresa não “vaze” para competidores; o companheiro virtual é dedicado e exclusivo àquela organização ou usuário.
Mundos virtuais para a vida real: O despertar da Metamorfose Industrial
O lançamento do 3D UNIV+RSES em 2025 marca o início de uma era onde a distância entre a interação virtual e a física é reduzida ao mínimo. Ao combinar o poder da computação científica com a intuição da IA generativa, a Dassault Systèmes oferece uma ferramenta capaz de projetar o futuro da engenharia com foco na vida, na sustentabilidade e na eficiência sem precedentes.
Para as empresas e engenheiros, o desafio agora é migrar da visão tradicional de CAD para uma mentalidade de plataforma conectada, garantindo seu lugar na vanguarda da economia generativa.
Descubra o que SOLIDWORKS e a IA estão guardando para o Futuro da Engenharia
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 5minImagem registro Engenharia 360 no 3DXW25
O mundo da engenharia está prestes a vivenciar um novo salto evolutivo — tendo como pano de fundo, sem dúvidas, as soluções SOLIDWORK e 3DEXPERIENCE.
Entre os dias 1º e 4 de fevereiro de 2026, a cidade de Houston, no Texas, receberá novamente o 3DEXPERIENCE World 2026. O George R. Brown Convention Center será o palco onde a fronteira entre o virtual e o físico será reconstruída pela Inteligência Artificial (IA), redefinindo permanentemente a forma como projetamos e construímos o mundo ao nosso redor.
Nós, do Engenharia 360, estaremos presentes para realizar a cobertura completa dessa conferência global organizada pela Dassault Systèmes. Mas, para entender para onde estamos indo, é fundamental compreender a trajetória épica do software que democratizou o design 3D e como ele se tornou a espinha dorsal da engenharia moderna.
Imagem registro Engenharia 360 no 3DXW25
O que é o SOLIDWORKS e a revolução do design 3D
Lançado oficialmente em 1995 pelo engenheiro Jon Hirschtick, o SOLIDWORKS nasceu com uma missão ousada: democratizar o design 3D. Antes de sua chegada, projetar em três dimensões era uma tarefa extremamente cara, complexa e restrita a grandes corporações que possuíam estações de trabalho UNIX gigantescas e operadores altamente treinados.
O SOLIDWORKS mudou essa realidade ao oferecer uma ferramenta poderosa, intuitiva e, acima de tudo, acessível para computadores comuns rodando Windows. Em 1995, enquanto licenças de softwares concorrentes custavam cerca de US$ 18 mil, o SOLIDWORKS era oferecido por US$ 4 mil, permitindo que pequenas e médias empresas também pudessem projetar digitalmente. Esse foi o início da democratização do CAD (Computer-Aided Design).
Em 1997, o software foi adquirido pela gigante francesa Dassault Systèmes, o que impulsionou sua expansão global. O SOLIDWORKS introduziu funcionalidades que hoje parecem básicas, mas que foram revolucionárias, como o FeatureManager, que exibe o histórico de criação de cada peça, e o SmartMates, que facilita a montagem automática de componentes.
Imagem registro Engenharia 360 no 3DXW25
Do CAD à Indústria 4.0 e a nuvem
Ao longo de três décadas, o SOLIDWORKS deixou de ser apenas um software de modelagem para se transformar em um ecossistema completo. Nos anos 2000, a Dassault Systèmes investiu pesadamente em ferramentas de simulação, permitindo que engenheiros realizassem análises térmicas, estruturais e de fluidos diretamente no ambiente de design, economizando tempo e recursos preciosos.
A grande “virada de chave” recente foi a integração total com a plataforma 3DEXPERIENCE. Essa mudança transformou o design em um processo colaborativo baseado em nuvem, onde todas as etapas do desenvolvimento de um produto — do conceito inicial à gestão de dados e manufatura — estão conectadas em um único ambiente digital. Atualmente, o software não apenas modela; ele aprende, sugere e otimiza através de ferramentas como o Design Assistant e o DriveWorks.
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Por que 2026 será histórico para a Engenharia?
A decisão de realizar o 3DEXPERIENCE World 2026 em Houston pelo segundo ano consecutivo não é por acaso. A cidade é um hub tecnológico vibrante, com forte presença nos setores aeroespacial, de energia e manufatura avançada — pilares centrais do evento. Houston abriga instituições de prestígio como a Rice University e o Centro Espacial Johnson da NASA, criando o ecossistema perfeito para discutir o futuro da civilização industrial.
Para os profissionais brasileiros, a escolha de Houston facilita a logística com voos diretos e oferece um ambiente fértil para networking internacional, dada a crescente comunidade de empresas brasileiras no Texas. O evento espera receber mais de 8.000 participantes, consolidando-se como o maior encontro global para usuários de SOLIDWORKS e inovadores da tecnologia.
O que esperar da Era da Inteligência Artificial
A programação oficial do 3DEXPERIENCE World 2026 revela que o tema central será a “Era da Inteligência Artificial”. Não se trata mais de ficção científica; a IA está sendo integrada em todos os pilares da engenharia para dar aos profissionais ferramentas que amplificam sua criatividade e eficiência.
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Aqui estão as principais tendências e inovações que veremos em 2026:
Assistente Virtual AURA: O novo “guru digital” da plataforma, movido a IA, oferecerá suporte em tempo real, buscando soluções dentro da vasta comunidade 3DSwym para agilizar o processo de design.
Parceria NVIDIA e Dassault Systèmes: A presença de Jensen Huang, CEO da NVIDIA, sinaliza que o poder de processamento gráfico e a IA generativa serão o motor das próximas versões do SOLIDWORKS.
Comando-Predicador: Com base em terabytes de dados anônimos de uso, o software será capaz de prever qual será o próximo comando que o engenheiro deseja utilizar, com uma taxa de sucesso que já chega a 95% em testes iniciais.
Imagem para Cinemática: Uma das demonstrações mais inspiradoras envolve a capacidade de tirar uma foto de um mecanismo em um livro estático e, através da IA, transformá-lo em um modelo 3D móvel e funcional.
Design Generativo e Mesh-to-Geometry: A evolução de modelos generativos permitirá converter malhas complexas (mesh) em geometria precisa de forma automática, algo que exigirá um poder computacional sem precedentes, mas que promete revolucionar a simulação e a manufatura.
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Novas funcionalidades do SOLIDWORKS 2026
Além da inteligência artificial, a versão 2026 trará melhorias práticas solicitadas pela comunidade:
Colaboração integrada: O fórum de usuários estará dentro do software, eliminando a necessidade de abrir navegadores para compartilhar arquivos ou tirar dúvidas.
Componentes deformáveis: Novas capacidades para definir peças como mangueiras e perfis flexíveis diretamente nas montagens, evitando erros de peso e versão.
Gestão de dados avançada: Controle total de aprovação de documentos em nível corporativo e suporte aprimorado para listas de corte (Cut Lists) em chapas metálicas e estruturas soldadas.
Futuro com colaboração
O 3DEXPERIENCE World não é apenas uma conferência sobre software; é uma imersão no que há de mais avançado em tecnologia e inovação. O evento nos ensina que o futuro da engenharia é colaborativo e que o profissional que trabalha isolado está perdendo espaço para aqueles que sabem unir conhecimentos em ambientes integrados.
Acreditamos que o foco do discurso em 2026 será o empoderamento do ser humano através da tecnologia. Afinal, a IA não vem para substituir o engenheiro, mas para libertá-lo de tarefas repetitivas, permitindo que ele foque na solução dos grandes problemas globais, como a sustentabilidade e a exploração espacial.
Confira a máquina de sorvete que transformou curiosidade infantil em inovação
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 5minImagem registro Engenharia 360 no 3DXW25
A inovação tecnológica tem o poder de transformar o cotidiano de maneiras que raramente prevemos. Durante a nossa cobertura no 3DEXPERIENCE World 2025, tivemos o privilégio de acompanhar de perto a apresentação da ColdSnap, uma empresa que não apenas criou um novo eletrodoméstico, mas redesenhou o paradigma do setor de alimentos congelados.
Imagem registro Engenharia 360 no 3DXW25
O que nossa equipe do Engenharia 360 viu foi a materialização de um projeto que une a simplicidade de uma ideia doméstica ao rigor da engenharia de ponta, validado pelas soluções da Dassault Systèmes. Te contamos mais no artigo a seguir. Acompanhe!
O que é ColdSnap e como tudo começou?
A ColdSnap é a empresa por trás de uma máquina de sorvete em cápsulas que promete fazer pelo setor de sobremesas o que as máquinas de café expresso fizeram pelas manhãs de milhões de pessoas. A gênese dessa tecnologia, contudo, não veio de um laboratório corporativo frio, mas de uma situação humana e curiosa: o questionamento de uma criança.
Imagem registro Engenharia 360 no 3DXW25
Imagem registro Engenharia 360 no 3DXW25
Matthew Fonte, fundador da ColdSnap, relatou no 3DXW25 que a ideia surgiu quando sua filha perguntou, de forma direta, por que não existia uma máquina que fizesse sorvete de maneira rápida e simples. Essa pergunta inocente foi o gatilho para Matthew enxergar uma lacuna imensa no mercado. Ele percebeu que o sorvete poderia ser preparado com a mesma dinâmica prática das cápsulas de café, sem abrir mão da qualidade e da textura que o consumidor exige. Assim, o protótipo começou a ganhar forma, buscando um design compacto e funcional que simbolizasse modernidade e praticidade.
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A engenharia por trás do sabor e o papel do SOLIDWORKS
Transformar essa visão em realidade exigiu muito mais do que criatividade; exigiu precisão técnica extrema. Foi aqui que as ferramentas da Dassault Systèmes, especificamente o SOLIDWORKS, tornaram-se as protagonistas do desenvolvimento. Matthew utilizou o software para modelar cada componente, desde a estrutura externa até os intrincados mecanismos internos do sistema de refrigeração.
O uso do SOLIDWORKS permitiu que a equipe da ColdSnap realizasse um “mergulho profundo” na modelagem e simulação antes mesmo de produzir o primeiro protótipo físico. Através da simulação digital, foi possível:
Testar a resistência mecânica de cada peça sob as tensões do congelamento rápido.
Analisar a eficiência da troca de calor, garantindo que o resfriamento ocorresse em tempo recorde sem comprometer a estrutura da máquina.
Identificar pontos críticos de falha que poderiam ocorrer em condições extremas de uso, permitindo ajustes iterativos que economizaram tempo e recursos valiosos.
Além disso, a integração com outras soluções da Dassault foi vital para validar aspectos complexos de termodinâmica e dinâmica de fluidos. Em um projeto onde o fluido refrigerante precisa circular de forma precisa para atingir a temperatura ideal em segundos, a capacidade de simular esses fluxos internos foi o que garantiu a viabilidade do produto.
Desafios técnicos: Termodinâmica e dinâmica de fluidos
Um dos maiores obstáculos da ColdSnap foi o tempo.
Tradicionalmente, o sorvete exige um processo de congelamento lento para manter a cremosidade. A ColdSnap, no entanto, propôs um congelamento rápido através de cápsulas. Isso exigiu uma engenharia de transferência de calor extremamente eficiente. Cada componente foi submetido a testes de estresse térmico para garantir que a textura do sorvete permanecesse perfeita, mesmo com a velocidade do processo.
A dinâmica de fluidos também apresentou desafios. O sistema de refrigeração depende de uma circulação inteligente de fluidos que deve ser uniforme. Simulações detalhadas ajudaram a otimizar a geometria dos canais de circulação, eliminando turbulências que poderiam prejudicar o desempenho térmico. Essa precisão técnica é o que diferencia a ColdSnap das tecnologias tradicionais de produção de sorvete, que muitas vezes dependem de grandes sistemas industriais ou processos manuais demorados.
Imagem registro Engenharia 360 no 3DXW25
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Sustentabilidade e automação como um novo paradigma
A ColdSnap não se destaca apenas pela tecnologia de resfriamento, mas também pelo seu posicionamento como um novo paradigma no setor de guloseimas. Diferente das máquinas tradicionais que exigem ciclos constantes de limpeza e manutenção complexa, a ColdSnap foca em um sistema que garante a consistência do produto com necessidade mínima de intervenção manual.
Além da conveniência, a empresa demonstra um forte impacto social e de sustentabilidade. Parcerias estratégicas, como a realizada com o CCL Hospitality Group para levar sorvetes a comunidades de idosos, mostram que a inovação pode servir para melhorar a qualidade de vida de grupos específicos. A oferta de produtos inovadores, como smoothies e sorvetes com sabores exóticos como o de “Abóbora com Especiarias”, prova a versatilidade da plataforma.
Acompanhe a cobertura do 3DEXPERIENCE World 2026!
Embora a máquina atual já seja um triunfo da engenharia, o futuro reserva ainda mais. Todas as perspectivas atuais dos especialistas alinham-se com o que vimos nas demonstrações gerais anteriores da Dassault Systèmes, onde assistentes de IA como o Aura prometem guiar designers desde o conceito inicial até a produção final, gerando estruturas de montagem e até imagens de marketing em segundos.
A nossa jornada acompanhando as inovações da engenharia está apenas começando. Se as apresentações anteriores do 3DEXPERIENCE World já nos deixou impressionados com a capacidade de transformar ideias simples em uma revolução industrial, estamos ansiosos pelo que está por vir.
Já marcamos nossa presença para a edição de 2026, que ocorrerá em Houston, de 1 a 4 de fevereiro. Esperamos ver como tantos projetos têm evoluído e quais outras ideias disruptivas a engenharia moderna nos apresentará. Fiquem ligados em nossa cobertura, pois continuaremos a explorar onde a criatividade encontra o rigor técnico para moldar o futuro da indústria.
Conheça a tecnologia de íons da Clarion que vai aposentar o cooler do seu notebook
por Redação 360 | | ATUALIZADO EM 6minImagem registro Engenharia 360 no 3DXW25
A indústria de eletrônicos está vivendo uma transformação radical que promete tornar os ventiladores barulhentos e volumosos uma relíquia do passado. Durante a edição de 2025 do evento 3DEXPERIENCE World, a Clarion Malaysia apresentou uma inovação que desafia décadas de design convencional: o dispositivo de resfriamento por íons (ICE). Esta tecnologia não é apenas um componente novo, mas uma ruptura completa na forma como gerenciamos o calor em dispositivos de alta performance.
Imagem registro Engenharia 360 no 3DXW25
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A história de evolução da Clarion
A Clarion é uma empresa com raízes profundas na colaboração e na inovação, possuindo uma tradição de mais de 55 anos que começou com uma parceria entre amigos na Malásia e no Japão. Originalmente focada na montagem de rádios automotivos simples, como os cartuchos de oito faixas na década de 1970, a empresa evoluiu constantemente para acompanhar o mercado global.
Passando por fitas cassete e CDs, a Clarion transformou-se em uma líder no desenvolvimento de sistemas complexos de infotainment e cockpits digitais avançados para a próxima geração de veículos conectados e autônomos. Hoje, a empresa utiliza a integração de softwares de ponta para revolucionar não apenas o setor automotivo, mas também a eletrônica de consumo e a manufatura de precisão.
O dispositivo de resfriamento por íons
O dispositivo de resfriamento por íons, referido como ICE (Ionic Cooling System), é uma peça de engenharia de dimensões diminutas — apenas alguns milímetros — que substitui a necessidade de ventilação mecânica. O dispositivo possui cerca de três centímetros de comprimento, contando com um ânodo e um cátodo, além de um fio extremamente fino no meio, com apenas 0,038 mm de espessura.
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O funcionamento baseia-se na movimentação de íons entre o cátodo e o ânodo para “empurrar” o ar. Diferente dos ventiladores tradicionais, que dependem de pás giratórias e motores, o ICE utiliza alta voltagem para criar um fluxo de ar iônico, conseguindo até mesmo “apagar velas” apesar de seu tamanho reduzido. Essa tecnologia de estado sólido elimina partes móveis, o que representa um salto tecnológico na termodinâmica aplicada a dispositivos portáteis.
Ruptura no design e vantagens técnicas
A substituição dos ventiladores convencionais por resfriamento iônico representa uma ruptura drástica no design de eletrônicos. Atualmente, o chassi de um notebook premium é limitado pela espessura necessária para acomodar o cooler (muitas vezes entre 16 a 18 mm). Ao implementar o dispositivo da Clarion, a espessura pode ser reduzida significativamente, permitindo designs muito mais finos e leves, semelhantes a um “par de metal”.
As vantagens técnicas e operacionais são vastas:
Eficiência de espaço: A remoção do ventilador libera espaço interno valioso, que pode ser utilizado para aumentar a capacidade da bateria, prolongando a autonomia do dispositivo sem alterar outras tecnologias da placa.
Silêncio e estabilidade: Como não possui partes móveis, o dispositivo é completamente silencioso, eliminando o ruído característico dos coolers. Além disso, a ausência de vibração é crucial para áreas como robótica médica e dispositivos de realidade mista, onde a precisão é vital.
Consumo e desempenho: O sistema opera com alta voltagem, mas com consumo de energia praticamente nulo, o que não drena a bateria do aparelho. Simultaneamente, oferece um desempenho térmico superior, essencial para chips de Inteligência Artificial (AI) que são famintos por energia e geram muito calor.
Desafios de engenharia e a escala de produção
A transição de um protótipo para a produção em larga escala apresenta desafios monumentais de manufatura. Para um mercado de laptops premium, que vende cerca de 30 milhões de unidades anualmente, a Clarion estima que seriam necessárias 120 milhões de unidades do dispositivo de resfriamento iônico, considerando que cada aparelho utilizaria, em média, quatro unidades (duas de cada lado e no módulo de potência).
Manter a precisão e a qualidade em uma escala de centenas de milhões de peças exige um sistema de produção impecável. Uma vez que o design de um produto é alterado para remover o ventilador, não há “volta atrás”; a cadeia de suprimentos e os processos de montagem devem ser infalíveis para garantir a viabilidade comercial do produto final.
O papel decisivo da integração de software
A viabilização desta inovação só foi possível através da integração profunda entre software de design, simulação e sistemas de gestão de manufatura. A Clarion utiliza o ecossistema da Dassault Systèmes, incluindo ferramentas como SOLIDWORKS, CATIA e a solução DelmiaWorks (ERP e MES).
Essa integração permitiu aos engenheiros:
Simulação Avançada: Realizar testes simulados e de engenharia de sistemas antes mesmo do produto ser fabricado fisicamente, identificando falhas precocemente.
Redução de Erros: Sistemas com 6 milhões de linhas de código, como os da Clarion, podem conter milhares de bugs se feitos manualmente; a automação e a simulação ajudam a resolver esses problemas antes do lançamento.
Gestão de Dados Unificada: Monitorar o chão de fábrica em tempo real e garantir que todas as 30 ou mais variantes de um produto sejam produzidas com precisão, eliminando erros humanos na entrada de dados.
Resiliência Operacional: Ter uma visão integrada permitiu à Clarion adaptar-se a desafios imprevistos, como a escassez de componentes durante a pandemia, redesenhando produtos rapidamente com partes alternativas.
A filosofia da empresa é clara: não se busca 100 módulos funcionando a 85%, mas sim que 85 módulos funcionem a 100% de forma integrada e sem customizações excessivas.
O futuro da engenharia e da indústria eletrônica
O caso do resfriamento por íons da Clarion revela que o futuro da engenharia reside na convergência tecnológica. A inovação não ocorre mais de forma isolada em um componente, mas através da sinergia entre o design 3D, a simulação e a execução inteligente no chão de fábrica.
A transformação digital exige que as empresas sejam resilientes e capazes de se reconfigurar rapidamente diante de mudanças de mercado ou crises globais.
Imagem registro Engenharia 360 no 3DXW25
O sucesso da Clarion demonstra que a integração de processos não é mais uma opção, mas uma necessidade estratégica para quem deseja liderar a criação de produtos que respondam às exigências de sofisticação e sustentabilidade do consumidor moderno. O resfriamento iônico é apenas a ponta do iceberg de um ecossistema onde a engenharia baseada em dados reais redefine o que é possível produzir.
Acompanhe a Cobertura 360 no 3DEXPERIENCE World 2026
Agora, convidamos você a acompanhar a Cobertura 360 do 3DEXPERIENCE World 2026 diretamente de Houston, no Texas. Estaremos presentes no George R. Brown Convention Center entre os dias 1º e 4 de fevereiro para trazer as novidades mais impactantes sobre a era da Inteligência Artificial, gêmeos virtuais e as próximas fronteiras do design industrial.
Esta cobertura especial do Engenharia 360, que conecta o público brasileiro às principais tendências globais de inovação, conta com o patrocínio da CASIO e o apoio do Instituto de Engenharia. Fique ligado em nosso site e redes sociais para conferir entrevistas exclusivas, bastidores e análises técnicas que revelam como a tecnologia está redefinindo o futuro da engenharia moderna.
Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.
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