O setor de engenharia está prestes a atravessar uma de suas transformações mais profundas, e o palco dessa revelação é o 3DEXPERIENCE World 2026. Com a cobertura do Engenharia 360, mergulhamos nas discussões lideradas por especialistas da Dassault Systèmes e demais marcas parceiras, para entender um conceito que promete mudar o dia a dia de todos os profissionais da área: a Governança na Era da Inteligência Artificial.

Se você ainda associa a palavra “governança” a pilhas de papel, processos lentos e controle rígido, prepare-se para atualizar seus conceitos. Na visão apresentada no evento, a governança não é — e não deve ser — burocracia. Pelo contrário, ela é o motor que conecta pessoas, dados e processos empresariais para transformar inovação em produtos reais no mercado.

Governança e Inteligência Artificial
Ilustração gerada com auxílio de NotebookLM – Google

A nova definição de governança na Era da IA

Historicamente, a governança na engenharia focava na gestão do ciclo de vida do produto (PLM). No entanto, com a evolução para o que a Dassault Systèmes chama de “Geração 7” e o universo 3D, o foco mudou do produto para a experiência e, agora, para a gestão do ciclo de vida de organizações e seres humanos.

O objetivo central agora é remover fricções. Em vez de controlar o trabalho, a governança moderna busca envolver todos os stakeholders e permitir decisões em uma escala que humanos sozinhos não conseguiriam manipular. Para isso, a estratégia apresentada no 3DEXPERIENCE World baseia-se em três pilares fundamentais:

Governança e Inteligência Artificial
Ilustração gerada com auxílio de NotebookLM – Google

Pilar 1: Governança Invisível

Um dos maiores “ralos” de produtividade na engenharia é o tempo gasto em tarefas administrativas. Segundo dados citados no evento, cerca de 20% a 30% do tempo dos funcionários é desperdiçado apenas na busca e coleta de dados. A Governança Invisível chega para mudar esse cenário, onde a IA assume o trabalho que as pessoas não deveriam ter que fazer.

Um exemplo prático é o gerenciamento de tarefas. Frequentemente, os planos de projeto estão desatualizados porque ninguém tem tempo para atualizar o status das atividades. Com o auxílio do companheiro virtual Aura, esse processo torna-se automático. A IA recomenda as tarefas de maior valor, prepara o ambiente de trabalho carregando os designs corretos e, ao finalizar o trabalho, cuida de toda a “contabilidade” do sistema — validando, liberando e rastreando a peça sem interrupções para o designer.

Além disso, a gestão de reuniões ganha uma nova dimensão. A IA Aura atua como um stakeholder, capturando decisões e criando atas em tempo real. Indo além de ferramentas comuns de transcrição, o sistema reconhece os objetos de engenharia discutidos, conecta-os ao Gêmeo Virtual e cria automaticamente tarefas, problemas ou ações atribuídas aos proprietários corretos com base na ontologia da plataforma.

Pilar 2: Governança para Todos

Muitas vezes, os processos de governança excluem os designers por serem complexos ou desconectados de suas ferramentas de trabalho. A estratégia de Governança para Todos visa trazer esses profissionais para o centro do processo, utilizando processos guiados por IA.

Através de ferramentas como o LEO (companheiro virtual para engenharia) e o Aura Change Manager, o processo de liberação de um produto ou a gestão de mudanças deixa de ser uma dor de cabeça. A IA fornece diretrizes e automações diretamente no ambiente de trabalho (como o SOLIDWORKS), garantindo que as regras da empresa sejam respeitadas enquanto o designer foca na criação. Isso transforma o designer em um stakeholder de primeira classe, capaz de entender impactos e contribuir para decisões de forma natural e sem erros.

Governança e Inteligência Artificial
Ilustração gerada com auxílio de NotebookLM – Google

Pilar 3: Governança Turbinada

Para os gestores, a complexidade crescente das regulamentações e dos produtos exige ferramentas que “turbinem” sua capacidade analítica. A Governança Supercharged (ou Governança Turbinada) utiliza a IA para permitir que gerentes operem em escalas massivas.

Governança e Inteligência Artificial
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Na gestão de projetos, a IA não apenas informa, mas age. Ela pode sugerir a decomposição de um projeto para atender a uma nova regulamentação ou analisar o “sentimento” e o feedback social da equipe para identificar riscos antes que se tornem problemas reais. Relatórios que levavam horas para serem gerados agora são automáticos, permitindo que o gestor foque em decisões estratégicas.

Um dos avanços mais impressionantes mostrados no 3DXW26 foi a Conformidade Regulatória Generativa. O sistema é capaz de transformar PDFs estáticos de regulamentações complexas em requisitos paramétricos individualizados dentro do Gêmeo Virtual. Isso permite o que chamamos de “compliance by design”, onde a IA identifica automaticamente quais partes do projeto precisam ser adaptadas para atender às normas vigentes, como as regulamentações europeias de dispositivos médicos.

Governança e Inteligência Artificial

A tecnologia por trás da revolução

Claro que toda essa evolução não se baseia em uma “IA de brinquedo” ou superficial. A abordagem apresentada no 3DEXPERIENCE World 2026 é descrita como…

A saber, ela combina IA generativa com ciência baseada em modelos, aproveitando mais de 40 anos de conhecimento industrial acumulado.

O grande diferencial é o uso de um Grafo Semântico e de ontologias que permitem à IA “raciocinar” e entender o contexto industrial. Isso significa que a IA não apenas analisa dados armazenados na plataforma, mas conecta-se a fontes externas e sistemas legados, revelando insights profundos através das ligações entre o mundo virtual e o real.

O futuro da engenharia com inteligência artificial

Como observado durante as sessões do evento, ver essas tecnologias em ação remove a sensação de que estamos falando apenas de ideias teóricas. A governança na era da inteligência artificial é uma realidade que promete elevar a engenharia a um novo patamar de eficiência e inovação.

A mensagem para as empresas de engenharia é que o futuro pertence àqueles que utilizarem a tecnologia para remover fricções, integrar seus Gêmeos Virtuais (de produtos, organizações e modelos de valor) e permitir que seus talentos humanos foquem no que realmente importa: criar o amanhã.

Governança e Inteligência Artificial
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Veja Também: Especialistas alertam que gêmeo virtual e a IA estão destruindo a burocracia em projetos bilionários


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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

Entre o frenesi de inovações e a presença de milhares de mentes brilhantes do design e da manufatura, Eduardo Mikail, representando a equipe do Engenharia 360, esteve em Houston, no Texas, para acompanhar o o 3DEXPERIENCE World 2026 e ouvir as sábias palavras de Jensen Huang, o icônico fundador e CEO da NVIDIA.

Huang, que frequentemente reforça sua identidade como engenheiro, subiu ao palco do evento não apenas como um fornecedor de tecnologia, mas como um visionário que enxerga a engenharia como o pilar da próxima grande mudança de plataforma computacional. Em sua conversa, Huang detalhou como a parceria estratégica com a Dassault Systèmes está criando uma arquitetura de IA industrial compartilhada, unindo Gêmeos Virtuais à computação acelerada para dar vida aos “Modelos de Mundo” (World Models).

Jensen Huang NVIDIA 3DEXPERIENCE WORLD 2026
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026

A IA como Infraestrutura da civilização

Um dos pontos mais marcantes da fala de Jensen Huang foi a desmistificação da Inteligência Artificial como uma ferramenta meramente opcional. Para ele, estamos diante da maior construção de infraestrutura da história humana. Huang explicou:

“A inteligência artificial, a digitalização da inteligência, é uma infraestrutura para a sociedade. É uma infraestrutura no sentido de que toda sociedade precisa dela. Todos precisam, toda indústria precisa, toda empresa precisa de inteligência. (…) Não há países, sociedades ou empresas que possam ser deixados para trás. A IA é uma infraestrutura assim como a água e a eletricidade.”

Essa visão coloca a engenharia no centro de uma nova “eletricidade”. Huang argumenta que, assim como não concebemos uma fábrica sem energia elétrica, em breve não conceberemos um projeto de engenharia sem uma “Fábrica de IA” operando nos bastidores para gerar inteligência e otimização em tempo real.

A próxima fronteira: IA Física e o mercado de 90 trilhões

Enquanto o mundo se encantou com os modelos de linguagem (LLMs) que geram textos e imagens, Huang deixou claro que o verdadeiro impacto para a engenharia está na IA Física. Diferente dos LLMs tradicionais, esses modelos são fundamentados nas leis da física, biologia e ciência dos materiais.

Ao ser questionado sobre o retorno sobre investimento (ROI) dessa tecnologia, Huang foi categórico sobre a magnitude dessa oportunidade:

“A IA para informações cognitivas é muito grande. O conhecimento é uma indústria vasta. No entanto, 90 trilhões de dólares do mundo estão onde a informação encontra o mundo físico. Transporte, por exemplo, veículos autônomos… você está movendo átomos; produção de energia, você está movendo átomos; criando medicamentos, átomos, moléculas… a vasta maioria das indústrias mundiais está onde os elétrons encontram os átomos.”

Essa integração entre o digital (elétrons) e o material (átomos) é onde os Gêmeos Virtuais da Dassault Systèmes e a computação da NVIDIA se fundem. O objetivo é que 100% do desenvolvimento ocorra no mundo digital, simulando e validando cada detalhe antes que qualquer metal seja cortado ou qualquer recurso físico seja consumido.

O engenheiro e seus companheiros virtuais: “Aura e Leo”

Uma preocupação recorrente nas discussões sobre tecnologia é o futuro do emprego. Huang explorou esse tema, trazendo uma perspectiva surpreendente: a IA não vai reduzir o número de engenheiros, mas sim expandir a capacidade de criação de forma exponencial.

Huang mencionou os “Companheiros Virtuais” (Virtual Companions) apresentados pela SOLIDWORKS, como Aura e Leo, que auxiliam designers e engenheiros a interpretar normas técnicas complexas e automatizar tarefas tediosas. Huang explicou essa dinâmica de trabalho futuro:

“Cada engenheiro terá companheiros e sistemas… esses companheiros agentes que ajudam os designers. (…) O número de agentes, engenheiros de IA e designers de IA vai crescer exponencialmente. O uso de ferramentas vai crescer exponencialmente. (…) Para cada engenheiro que usa as ferramentas da Dassault Systèmes, provavelmente haverá cem agentes de IA que também usarão essas ferramentas.”

Nesse cenário, o engenheiro deixa de ser um mero operador de software para se tornar o “Guardião da Realidade”, o mestre que define intenções e supervisiona exércitos de agentes digitais que executam a parte técnica e normativa com precisão absoluta.

A democratização da robótica para pequenas empresas

Muitas vezes, a automação avançada parece restrita a gigantes como as montadoras de automóveis. No entanto, Huang explicou que a transição da programação explícita para a programação implícita mudará o jogo para as pequenas e médias empresas. Atualmente, robôs precisam de engenheiros de software caros para serem programados para cada tarefa específica. Com a IA, os robôs se tornam “inteligentes” e aprendem por demonstração.

“Você diz ao robô: ‘Isto é o que eu preciso que você faça, e eu vou te mostrar algumas vezes’. E o robô descobre como fazer. (…) O robô tem que passar de uma máquina mecânica para um robô movido por IA, alimentado por IA, que seja super, super inteligente e flexível. Eles podem aprender através da sua demonstração, assistindo a um vídeo, assim como os humanos.”

Segundo Huang, isso permitirá que indústrias menores, que compõem a maior parte da cadeia de suprimentos global, sejam finalmente “elevadas” pela automação, em vez de ficarem para trás.

Sustentabilidade e o “Flywheel” econômico

O impacto energético da IA também foi pauta. Jensen Huang defendeu que a IA será a força de mercado que finalmente modernizará as redes elétricas e impulsionará energias sustentáveis, como a nuclear e a solar.

“Pela primeira vez, temos uma força de mercado substancial e gigantesca que vai aprimorar a capacidade de energia sustentável em todo o mundo. (…) O custo da energia vai cair por causa disso. Por quê? Porque a força do mercado está nos fazendo investir no suprimento de energia. Quando o suprimento de energia sobe e modernizamos a rede, o custo cairá.”

Considerações fianis sobre o desafio de uma Nova Era

Parece que a engenharia está entrando em sua fase mais ambiciosa. A visão de Jensen Huang é a de um mundo onde a criatividade humana é o único limite, pois a execução técnica, a simulação física e a conformidade normativa serão potencializadas por uma infraestrutura de IA onipresente.

Para os leitores do Engenharia 360, o recado de Huang em Houston é claro: o futuro pertence àqueles que souberem liderar seus “companheiros virtuais” e transformar intenções em realidade digital antes de tocar nos átomos do mundo físico. O Engenharia 360 segue na linha de frente, trazendo cada detalhe desta revolução iniciada no 3DEXPERIENCE World 2026.

Veja Também: Parceria entre NVIDIA e Dassault Systèmes e a IA do SOLIDWORKS pode revolucionar a Engenharia


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Engenharia 360

Equipe de Redação

Somos a equipe de redação do Engenharia 360. Nosso objetivo é simplificar a complexidade técnica da Engenharia, tornando-a acessível a todos, desde profissionais experientes até aqueles curiosos sobre os avanços tecnológicos que moldam nosso mundo.

A engenharia moderna está atingindo um ponto de ruptura onde os métodos tradicionais de gestão simplesmente não conseguem mais acompanhar a complexidade dos projetos globais. Durante a cobertura do Engenharia 360 no 3DEXPERIENCE World 2026, entendemos que a integração entre Inteligência Artificial (IA) e o chamado Industry World Model não é apenas uma tendência, mas uma questão de sobrevivência para empresas que lidam com ativos de bilhões de dólares.

Industry World Model e a IA generativa
Ilustração gerada com auxílio de NotebookLM – Google

O colapso dos dados reais e a ascensão do sintético

Um dos pontos mais provocativos discutidos na palestra foi o fato de que a “internet está encolhendo” – é sério! Devido às restrições crescentes de propriedade intelectual (IP), o acesso a dados públicos para treinar IAs tornou-se limitado, pois as organizações perceberam o valor monetário de suas informações. A solução apresentada nas fontes para contornar esse “apagão de dados” é a geração de dados sintéticos fisicamente realísticos no mundo virtual.

Essa capacidade permite que a engenharia comece a realizar métodos preditivos em produtos que ainda nem existem. Ao combinar a geração desses dados com a capacidade de aprendizado da IA, as empresas estão liberando um potencial de inovação sem precedentes, permitindo que simulações complexas guiem o design antes mesmo do primeiro protótipo físico ser pensado.

Industry World Model e a IA generativa
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O gêmeo virtual como a “Torre de Controle” da Engenharia

A palestra ilustrou o poder dessa tecnologia através de um exemplo monumental: uma usina nuclear. Trata-se de um programa que pode custar entre 15 e 40 bilhões de dólares, envolvendo 50 milhões de ativos físicos e impressionantes 100 bilhões de eventos durante a construção. Gerenciar esse volume de informações em planilhas de Excel é, segundo as fontes, impossível para garantir a entrega no prazo.

O Gêmeo Virtual atua como uma camada de unificação, projetando dados de engenharia, construção e compras em um modelo 3D dinâmico. Através do Orai, um companheiro virtual de IA, os gestores podem identificar gargalos de comissionamento em tempo real. Em vez de navegar por milhares de linhas de dados, o líder do programa pode simplesmente perguntar à IA quais pacotes de teste estão próximos da conclusão para acelerar o cronograma.

A grande diferença entre um modelo 3D comum e um Gêmeo Virtual é o comportamento embutido e a modelagem de configuração. Enquanto um modelo 3D pode ser apenas uma representação visual, o Gêmeo Virtual compreende as dependências físicas; por exemplo, ele pode mostrar que um trocador de calor não pode ser instalado porque um componente adjacente ainda está em falta, algo que seria invisível em uma planilha convencional.

Transformando conversas em conhecimento ativo

Outro avanço disruptivo mencionado nas fontes é a forma como a colaboração é capturada. Por exemplo, durante reuniões de especialistas via Zoom para resolver problemas técnicos, toda a conversa e as decisões tomadas são transcritas e, mais importante, enriquecem o próprio Gêmeo Virtual.

Isso significa que o conhecimento e o “know-how” não se perdem mais em cadeias de e-mails infinitas; eles se tornam parte do contexto do ativo. Esse histórico de decisões alimenta futuras IAs e experiências de companheiros virtuais, criando uma memória corporativa viva que ajuda a evitar a repetição de erros do passado. As fontes enfatizam que o e-mail não é um “método de negócios” eficaz para orquestrar equipes de milhares de pessoas em projetos complexos.

Industry World Model e a IA generativa
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Gestão de crises e impacto financeiro de bilhões

A palestra também abordou como essa tecnologia lida com a incerteza global, como novos impostos ou choques na cadeia de suprimentos. Em um cenário de mudanças tarifárias afetando a China e a Índia, o companheiro virtual foi capaz de calcular instantaneamente um impacto de 3,3 bilhões de dólares para uma empresa automotiva.

Industry World Model e a IA generativa
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Sem essa tecnologia, as empresas levam dias em “salas de guerra” com dezenas de pessoas manipulando dados para entender se o problema é de um milhão ou dez bilhões de dólares. O Gêmeo Virtual permite identificar exatamente quais programas, carros e componentes (como baterias) são os mais afetados, permitindo uma priorização estratégica pelo CFO e pelos líderes de programa.

A sobrevivência na indústria moderna é descrita como uma corrida de velocidade. Quem decide primeiro, ganha. Ter um “universo” digital que gerencia a complexidade do produto, da cadeia de suprimentos e do sistema de produção é o que permite que as empresas ajam antes mesmo dos concorrentes perceberem o risco.

Industry World Model e a IA generativa
Ilustração gerada com auxílio de NotebookLM – Google

IA para pequenas e médias empresas

Embora os exemplos de usinas nucleares e gigantes automotivas sejam impressionantes, as fontes destacam que essa revolução não é exclusiva para grandes corporações.

Graças às capacidades de low-code/no-code integradas na plataforma 3DEXPERIENCE, pequenas empresas podem configurar seus próprios processos de negócios sem a necessidade de exércitos de consultores.

A IA está reduzindo as barreiras de entrada, permitindo que empresas menores reconstruam dados consistentes a partir de fontes desestruturadas, como PDFs e nomes de peças inconsistentes. Em um caso citado, o uso de IA permitiu atingir 98% de precisão em dados de materiais que estavam dispersos e mal documentados.

O futuro com propriedade intelectual e interoperabilidade

Para que essa visão de uma empresa “definida por software” funcione, a proteção da Propriedade Intelectual (IP) é fundamental. As fontes mencionam a introdução do gerenciamento do ciclo de vida da IP, garantindo que as empresas possam treinar suas IAs com seus próprios dados sem o risco de vazar segredos comerciais para concorrentes ou fornecedores.

O objetivo final é criar uma linguagem unificada através da organização. Enquanto o setor financeiro vê um número de peça e a engenharia vê um dispositivo de segurança, o Gêmeo Virtual garante que todos estejam falando sobre o mesmo objeto físico e seu comportamento. Essa contextualização é o que diferencia o 3DEXPERIENCE de sistemas como o SAP, que foca na contabilidade e não no produto em si.

O que pudemos concluir de nossa passagem pelo 3DXW26 é que o mercado passa transição da intuição para a evidência, impulsionada por IAs que compreendem a física e a complexidade dos negócios. E que isso promete reduzir os custos de produção em até 12% em setores como o aeroespacial.

Veja Também: Parceria entre NVIDIA e Dassault Systèmes e a IA do SOLIDWORKS pode revolucionar a Engenharia


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Engenharia 360

Redação 360

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No cenário da Engenharia Biomédica, raramente surge uma tecnologia que não apenas imita a forma humana, mas também sua funcionalidade sensorial de maneira tão precisa. Durante o 3DEXPERIENCE World 2026, em que o Engenharia 360 está realizando a cobertura, Adil Akar, fundador da Psyonic, apresentou a Ability Hand, uma solução que redefine o que esperamos de próteses e manipuladores robóticos.

mão biônica ability hand
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026
mão biônica ability hand
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026

Mais do que uma simples ferramenta, esta mão biônica é o culminar de décadas de pesquisa em neurociência, engenharia elétrica e ciência dos materiais.

O que é a tecnologia da Ability Hand?

A Ability Hand é descrita como a mão biônica mais avançada do mercado. Suas especificações técnicas são impressionantes: ela é capaz de fechar em apenas 0,2 segundos, sendo duas vezes mais rápida que qualquer outra prótese disponível. No entanto, sua característica mais disruptiva é o feedback multitoque. Através de sensores de pressão nas pontas dos dedos, a mão envia vibrações para o braço do usuário, permitindo que ele “sinta” objetos delicados, como um ovo ou uma uva, sem esmagá-los.

mão biônica ability hand
Imagem divulgação produto
mão biônica ability hand
Imagem divulgação produto

Além da agilidade e sensibilidade, a engenharia por trás da durabilidade é notável. Cada dedo é projetado para suportar impactos sem quebrar e o dispositivo é resistente à água. Com um peso de apenas 490 gramas — cerca de 20% mais leve que uma mão humana média — ela oferece um equilíbrio perfeito entre robustez e conforto para o uso diário.

Por que os engenheiros precisam prestar atenção nesta solução?

Para a comunidade de engenharia, a Psyonic é um masterclass em design multidisciplinar. O Dr. Akar integrou biologia, ciência da computação e engenharia mecânica para resolver o problema da variabilidade humana e robótica. Um destaque vai para o sistema patenteado de controle de motor e feedback sensorial que torna a mão intuitiva ao ponto de parecer uma extensão natural do corpo.

mão biônica ability hand
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Outro ponto crucial é a viabilidade comercial e de manufatura. A Psyonic conseguiu reduzir o custo de produção para uma fração do valor de seus concorrentes, permitindo que o dispositivo fosse coberto pelo Medicare nos EUA, tornando a tecnologia acessível a quem realmente precisa.

mão biônica ability hand
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026
mão biônica ability hand
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026

Para engenheiros de produção, o fato de grandes empresas como NASA, Meta e Mercedes-Benz estarem utilizando essa mão em seus próprios robôs e linhas de montagem indica que a Ability Hand não é apenas uma prótese, mas um componente robótico de prateleira de alto desempenho.

A relação com as soluções da Dassault Systèmes

A jornada da Psyonic, desde um protótipo de laboratório até um dispositivo médico certificado, foi impulsionada pelo ecossistema SOLIDWORKS. O Dr. Akar destacou que a plataforma permitiu iterações rápidas, permitindo que a equipe alterasse geometrias e testasse mecanismos em tempo recorde.

mão biônica ability hand
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Vale dizer que, no contexto das novidades de 2026, a integração com os Virtual Companions (Aura e Leo) da Dassault Systèmes promete elevar o desenvolvimento da Psyonic. Com a capacidade de realizar simulações térmicas e de estresse diretamente na plataforma, a equipe pode validar a integridade estrutural da mão sob cargas extremas antes mesmo de fabricar o próximo lote.

Além disso, a parceria da NVIDIA com a Dassault para criar IA Física pode ajudar a Psyonic a treinar melhor seus algoritmos de preensão em ambientes virtuais ultrarrealistas, acelerando a capacidade da mão de aprender novas tarefas sem risco de danos ao hardware físico.

Veja Também: Parceria entre NVIDIA e Dassault Systèmes e a IA do SOLIDWORKS pode revolucionar a Engenharia


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Engenharia 360

Redação 360

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Enquanto a automação industrial tradicional foca na previsibilidade, a Westwood Robotics está projetando para o oposto: a variabilidade. No 3DEXPERIENCE World 2026, a Dra. Jean Gu apresentou como sua empresa está liderando a criação de robôs humanoides capazes de operar em ambientes humanos dinâmicos e imprevisíveis. O Engenharia 360 te conta mais no artigo a seguir. Confira!

robô humanoide Westwood Robotics
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026

O que é a tecnologia da Westwood Robotics?

O destaque da empresa é o Bruce, o primeiro robô humanoide de tamanho infantil capaz de pular e correr, construído sobre uma plataforma de código aberto para pesquisa e educação. A “mágica” por trás do movimento fluido reside nos atuadores proprioceptivos da série BEAR. Diferente dos motores comuns, esses atuadores oferecem conformidade ao vivo e desempenho dinâmico incomparável, permitindo que o robô interaja com segurança com seres humanos.

robô humanoide Westwood Robotics
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026
robô humanoide Westwood Robotics
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O robô opera sob o Humanoid OS, um sistema operacional aumentado por IA que coordena a estabilidade de todo o corpo, navegação e comportamento adaptativo. Essa IA é capaz de aprender novas tarefas com dados mínimos, como apenas algumas fotos ou uma breve demonstração humana, permitindo que o robô se ajuste a novos cenários em tempo real.

Por que os engenheiros precisam prestar atenção nesta solução?

A engenharia da Westwood Robotics é um exemplo primordial de otimização de topologia. Explicando melhor: para robôs humanoides, cada grama conta para a eficiência energética e o desempenho do controle dinâmico.

A saber, os engenheiros da Westwood utilizam ferramentas avançadas para equilibrar a rigidez necessária para a precisão com a leveza exigida para a agilidade.

robô humanoide Westwood Robotics
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026
robô humanoide Westwood Robotics
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026

Engenheiros de software e robótica devem focar nesse case prestando atenção na mudança de paradigma: sair da programação rígida de caminhos para sistemas que compreendem a física do mundo.

O Bruce não apenas executa comandos; ele entende sua própria inércia e as forças de contato, o que é essencial para tarefas como correr ou saltar sem perder o equilíbrio.

A relação com as soluções da Dassault Systèmes

A Westwood Robotics utiliza o SolidWorks Simulation para validar o comportamento térmico e estrutural de seus robôs muito antes de qualquer metal ser cortado. A Dra. Jean Gu enfatizou que a simulação permite realizar trocas informadas entre peso e resistência, algo crítico quando se lida com atuadores de alta performance.

Podemos concluir que a visão de futuro da Westwood está intrinsecamente ligada à nova plataforma de IA Industrial da Dassault Systèmes e NVIDIA. Através do uso de Gêmeos Virtuais, a Westwood pode treinar os modelos de IA do Bruce em ambientes simulados que obedecem estritamente às leis da física (IA Física), o que Jensen Huang descreveu como a próxima fronteira da inteligência.

Para completar, com assistentes como Aura, os engenheiros da Westwood podem gerenciar a enorme complexidade de bill of materials (BOM) e mudanças de projeto de forma automatizada, permitindo que a equipe foque na inovação algorítmica e não na burocracia do CAD.

Enfim, a Westwood está, essencialmente, construindo o futuro onde humanos e robôs trabalham lado a lado como colegas de equipe.

Veja Também: Parceria entre NVIDIA e Dassault Systèmes e a IA do SOLIDWORKS pode revolucionar a Engenharia


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Engenharia 360

Redação 360

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A afiação de patins de hóquei sempre foi considerada uma arte, dependendo de especialistas com décadas de experiência manual. No entanto, Russell Leighton, da Sparx Hockey, provou no palco do 3DEXPERIENCE World 2026, durante a Sessão Geral 2, que a engenharia de precisão e a simulação podem transformar uma habilidade artesanal em um processo automatizado de nível profissional acessível a qualquer consumidor. O Engenharia 360 compartilha mais no artigo a seguir. Acompanhe!

afiação de patins sparx-hockey
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026

O que é a tecnologia da Sparx Hockey?

A Sparx desenvolveu um afiador de patins automatizado que utiliza um sistema de controle de malha fechada para garantir consistência absoluta. A tecnologia baseia-se em manter velocidade de moagem, pressão e velocidade de translação constantes, enquanto sensores detectam a localização exata da lâmina. O resultado é uma medição de borda de até 1/10.000 de polegada, superando a precisão de afiadores profissionais humanos.

afiação de patins sparx-hockey
Imagem divulgação produto

O sistema evoluiu para um ecossistema conectado, onde o Sparx BEAM utiliza alinhamento a laser para garantir que o afiador esteja perfeitamente calibrado. Com mais de 125.000 máquinas no mercado e uso por quase todas as equipes da NHL, a tecnologia provou que a automação pode democratizar o desempenho de elite.

afiação de patins sparx-hockey
Imagem de @engenharia360 em 3DEXPERIENCE World 2026

Por que os engenheiros precisam prestar atenção nesta solução?

O case da Sparx é, claro, uma lição sobre gerenciamento térmico em espaços reduzidos. O maior desafio técnico enfrentado foi o calor gerado pelo pequeno rebolo de moagem, que poderia derreter a lâmina do patim se não fosse dissipado corretamente.

Agora, uma dica nossa para engenheiros: observem como a equipe utilizou a análise térmica para projetar um dissipador de calor rotativo que remove a energia térmica durante o processo de afiação.

Além disso, a Sparx demonstrou uma abordagem agressiva de DFM (Design for Manufacturing) na sua terceira geração de produtos. Eles conseguiram reduzir uma montagem complexa de sete componentes — incluindo extrusões, peças usinadas e chapas metálicas — em uma única peça fundida (casting), mantendo a integridade estrutural através de simulações de estresse severas.

A relação com as soluções da Dassault Systèmes

A Sparx Hockey é uma usuária do SOLIDWORKS. Inclusive, a transição do conceito para o produto final foi totalmente mediada por ferramentas de Simulação Mecânica e Térmica da Dassault Systèmes.

afiação de patins sparx-hockey
Imagem divulgação produto

Com a chegada da IA Industrial anunciada pela NVIDIA e Dassault, a Sparx está explorando como a IA pode otimizar ainda mais o desempenho dos atletas. Ao integrar dados de sensores das máquinas na nuvem com modelos de gêmeos virtuais, a Sparx pode agora prever o desgaste da lâmina e sugerir afiações personalizadas baseadas no estilo de patinação do jogador.

Para completar, o uso do assistente virtual Leo permite que a Sparx gerencie desenhos complexos e atualizações de engenharia com muito mais rapidez, garantindo que cada nova iteração do hardware seja “correta por design” antes de chegar à linha de montagem.

Veja Também: Parceria entre NVIDIA e Dassault Systèmes e a IA do SOLIDWORKS pode revolucionar a Engenharia


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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

O segundo dia do 3DEXPERIENCE World 2026, em Houston, Texas, não está sendo apenas mais uma sessão de apresentações corporativas; mas um marco histórico para a comunidade global de tecnologia e design. A equipe do Engenharia 360 está acompanhando de perto cada detalhe deste evento que está redefinindo os limites do que é possível criar. A Sessão Geral 2 trouxe ao palco gigantes da indústria, como a NVIDIA, para anunciar uma era onde a Inteligência Artificial (IA) se torna a infraestrutura fundamental da civilização moderna.

NVIDIA 3DEXPERIENCE WORLD 2026
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A revolução da IA e a trajetória de Jensen Huang

Um dos momentos mais aguardados foi a subida ao palco de Jensen Huang, fundador e CEO da NVIDIA.

A saber, antes de ser o líder de uma das empresas mais valiosas do mundo, Huang é, em sua essência, um engenheiro, e ele fez questão de reforçar seu pertencimento a essa comunidade. Ele afirmou que, se estivesse começando hoje, escolheria o SSOLIDWORKS para dar vida às suas ideias.

NVIDIA 3DEXPERIENCE WORLD 2026
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Huang e Pascal Daloz, CEO da Dassault Systèmes, anunciaram no palto do 3DXW26 uma parceria estratégica de longo prazo para estabelecer uma arquitetura de IA industrial compartilhada.

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Esta colaboração une os Gêmeos Virtuais da Dassault Systèmes à infraestrutura de computação acelerada da NVIDIA para criar os chamados “World Models” (Modelos de Mundo). Diferente dos modelos de linguagem tradicionais (LLMs), que não conseguem projetar satélites ou aeronaves sozinhos, esses Modelos de Mundo são fundamentados nas leis da física, biologia e ciência dos materiais.

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De acordo com Huang, a “IA Física” é a próxima fronteira, permitindo que pesquisadores, designers e engenheiros transformem as maiores indústrias do planeta. Ele comparou a IA atual ao que a eletricidade e a internet representaram no passado: uma infraestrutura essencial que alimentará todos os setores e sociedades. A visão é que, no futuro, passaremos 100% do tempo no mundo digital, projetando, simulando e validando tudo antes mesmo de tocar no mundo físico.

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Manish Kumar e os “Companheiros Virtuais” do SOLIDWORKS

Após a visão macro de Huang, Manish Kumar, CEO da SOLIDWORKS, detalhou na Sessão Geral 2 como essa revolução chega diretamente às mãos dos usuários através dos Virtual Companions (Companheiros Virtuais). Kumar apresentou Aura e Leo, assistentes de IA integrados que atuam como parceiros especializados no processo de design.

Um dos pontos mais disruptivos da fala de Kumar foi a capacidade desses assistentes de lidar com a complexidade normativa. Quando ocorre uma atualização em documentações, regulamentações ou normas técnicas, a plataforma permite que essas mudanças sejam integradas diretamente.

Aura interpreta o texto, enquanto gera os novos requisitos; e o Leo ajusta o projeto automaticamente, apresentando uma proposta de atualização que garante a conformidade por design.

Tudo isso elimina o esforço manual de ler milhares de páginas de regulamentos, algo crítico em setores como o médico e aeroespacial.

Além disso, Kumar demonstrou funcionalidades impressionantes como:

  • Text to CAD e Speech to CAD: A capacidade de criar geometrias complexas através de comandos de voz ou texto, reduzindo o tempo de modelagem de estruturas de aço, por exemplo, de horas para menos de 5 minutos.
  • Reparo automático: O sistema identifica falhas de referências e sugere substituições automáticas, permitindo que o engenheiro foque na criatividade e não em detalhes técnicos tediosos.
  • Análise de performance de montagem: O assistente identifica o que está tornando o modelo lento e oferece recomendações claras para otimização.
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Cases de sucesso apresentados no 3DXW26

Para mostrar que essas tecnologias já estão mudando vidas, Suchit Jain, Vice-Presidente de Estratégia do SolidWorks, recebeu três fundadores cujas empresas são exemplos de inovação disruptiva usando IA e simulação.

1. Psyonic (Dr. Adil Akar): A Psyonic lidera o mercado de mãos biônicas avançadas. O produto “Ability” é a mão biônica mais rápida do mercado, sendo a primeira com feedback tátil e durabilidade extrema, utilizada por mais de 300 pessoas e por empresas como NASA e Meta. Dr. Akar, inspirado por uma experiência na infância, usa o SolidWorks para testar mecanismos e garantir que a tecnologia seja acessível através do Medicare nos EUA.

2. Westwood Robotics (Dr. Jean Gu): Focada em robôs humanoides que se adaptam a ambientes variáveis, a Westwood Robotics utiliza IA para coordenar a estabilidade e a navegação segura. O robô “Bruce”, o primeiro humanoide do tamanho de uma criança capaz de pular e correr, teve todo o seu design e comportamento térmico validados por simulação antes de qualquer metal ser cortado. Para eles, a IA permite que os robôs se tornem parceiros confiáveis que assumem tarefas repetitivas e arriscadas.

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3. Sparx Hockey (Russell Leighton): A Sparx transformou a afiação de patins de nível profissional, que exigia décadas de experiência, em um produto de consumo compacto com precisão de 1/10.000 de polegada. Usando análise térmica e simulação mecânica no SolidWorks, eles conseguiram gerenciar o calor que poderia derreter a lâmina do patim durante a afiação e otimizar o design para reduzir o número de peças sem perder a integridade estrutural.

A mensagem central da Sessão Geral 2 em Houston foi clara: a IA não substituirá o engenheiro, mas o engenheiro que utiliza IA substituirá aquele que não a utiliza.

Como Huang destacou, teremos “times de companheiros” de IA que codificam nossa expertise e preferências, permitindo-nos explorar milhares de possibilidades de design enquanto tomamos um café.

Veja Também: A Verdade Chocante sobre a IA Revelada no 3DXW26 que Você Precisa Saber


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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

A engenharia mundial está diante de um abismo — ou de um portal? Em uma conversa franca e profunda com Eduardo Mikail, do Engenharia 360, Manish Kumar trouxe insights que prometem abalar as estruturas de quem ainda acredita que a função do engenheiro é apenas operar softwares complexos. O cenário descrito é claro: a era do “clique relativo” e do trabalho braçal no CAD está chegando ao fim, dando lugar a uma era onde o engenheiro deixa de ser um executor para se tornar um criador de objetivos. Continue lendo para saber mais!

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A grande mudança: De operador a visionário

Para entender o que Kumar propõe, precisamos olhar para o que já aconteceu em outros setores. Ele traça um paralelo direto com a indústria de software. Antigamente, desenvolvedores passavam horas escrevendo linhas de código manualmente, testando e validando cada detalhe. Hoje, eles utilizam modelos de inteligência artificial e agentes que geram, testam e validam o código quase instantaneamente.

Essa mesma transformação está batendo à porta do mundo mecânico. Kumar destaca que, no passado, engenheiros passavam a maior parte do tempo criando formas “um a um”, focando excessivamente no lado técnico em vez do valor de negócio. Agora, a IA deve eliminar esse trabalho manual, permitindo que o profissional foque no que realmente importa: onde está o valor?.

No novo paradigma, o valor não está em saber desenhar uma peça, mas na ideia original e na capacidade de transformá-la em um objeto fabricável que gere retorno financeiro.

“IA não é um trabalhador, é um companheiro”

Um dos pontos mais provocativos da entrevista foi a distinção entre um “trabalhador virtual” e um “companheiro virtual”. Kumar é categórico ao afirmar que a SOLIDWORKS não busca substituir o humano, mas sim oferecer um amigo intelectual que senta ao seu lado para ajudar. O controle permanece inteiramente nas mãos do ser humano; é ele quem decide o que é certo ou errado.

A inteligência artificial, por mais avançada que seja, é treinada em décadas de dados históricos. Isso significa que ela é excelente em extrapolar e sugerir variações do que já existe, mas ela não encontrará uma solução nova e nunca antes pensada por conta própria.

A inovação disruptiva, o “brilho” da ideia original, continua sendo uma exclusividade humana. A IA pode fazer um brainstorming com você, mas a faísca criativa é sua.

Aura e Leo: O ecossistema da inovação sem limites

Para que essa colaboração ocorra de forma eficiente, Kumar detalhou a existência de diferentes “companheiros virtuais” com funções distintas, destacando-se a Aura e o Leo,.

  • Aura: Este companheiro é projetado para a fase de ideação. Ela não está presa à realidade ou ao que pode ser fabricado hoje; sua função é “brincar” com o engenheiro, sugerindo até mesmo ideias loucas e fora da caixa. É um ambiente sem restrições que impede o profissional de ficar preso em projetos passados.
  • Leo: Uma vez que a ideia inovadora nasce na Aura, o Leo entra em cena. Ele é “pé no chão” e focado no que é tecnicamente possível, engenhado ou fabricado.

Essa combinação permite que o engenheiro explore uma liberdade científica total antes de se preocupar com custos ou viabilidade técnica, garantindo que a solução final seja não apenas funcional, mas genuinamente inovadora.

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O perigo do medo e a lição de Jensen Huang

Muitos profissionais ainda olham para a automação com desconfiança e temor. No entanto, o conselho de Manish Kumar para os engenheiros é direto: abrace a Inteligência Artificial.

Ele alerta que o medo leva as pessoas a se protegerem dentro de “caixas”, e é justamente esse isolamento que causará danos à carreira, permitindo que outros passem à frente.

Citando Jensen Huang, CEO da NVIDIA, Kumar reforçou uma máxima que deve se tornar o mantra da nova geração: “A Inteligência Artificial nunca vai roubar seu trabalho. A pessoa usando a Inteligência Artificial vai”.

O objetivo não é lutar contra a ferramenta, mas aprender como ela pode amplificar sua capacidade de resolver problemas globais urgentes, como questões climáticas e de saúde,.

O novo perfil profissional deve saber “O Que Pedir”

A mudança redefine completamente o perfil que as empresas buscam. Se antes o foco era “como desenhar”, agora a competência essencial é “saber o que pedir”. A instrução dada ao sistema — o chamado prompt ou instrução principal — torna-se o coração da engenharia.

Kumar utiliza o exemplo de um veículo autônomo: se você instruir o carro a simplesmente “ir em frente” ao pressionar o pedal, ele o fará, mesmo que haja uma parede ou uma pessoa no caminho. Portanto, a refinaria da entrada (input) feita pelo ser humano é o que determina a qualidade e a segurança da saída (output) da IA.

O engenheiro do futuro é um mestre da comunicação com a máquina, um curador de ideias que utiliza a tecnologia para acelerar a criação de “espécies virtuais” e experimentá-las exaustivamente antes mesmo de chegarem à produção física,.

A engenharia como parceria intelectual

Ao final da nossa entrevista, concluímos que a tecnologia deixou de ser apenas uma ferramenta para se tornar um parceiro intelectual.

A engenharia continua sendo a disciplina da transformação humana, mas agora ela é potencializada por um ecossistema que elimina o tédio do clique repetitivo para libertar o talento humano,.

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O recado de Manish Kumar é um chamado à ação: não tema a automação, use-a para expandir seus horizontes.

Veja Também: Aura, Leo e Marie: Entenda Como a IA deve Mudar o Papel do Engenheiro


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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

A revolução industrial 4.0 já ficou para trás, sabia dessa? Por exemplo, o que estamos presenciando na cobertura exclusiva do Engenharia 360 no 3DEXPERIENCE World 2026 é o nascimento de uma era onde a inteligência artificial, com companheiros virtuais, não é mais um “adicional”, mas o núcleo pulsante de toda a operação de manufatura.

Se você ainda projeta pensando apenas na geometria, saiba que o mundo da engenharia acaba de mudar as regras do jogo.

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Por que a “Aura” pode ser sua nova melhor amiga

Durante as palestras e conferências de imprensa no evento, um nome dominou as conversas para quem vive o dia a dia da fábrica: Aura.

Enquanto diversos assistentes ou companheiros virtuais foram apresentados, para o engenheiro de manufatura, a Aura se destaca por uma razão crítica: ela é a guardiã do “conhecimento tribal”.

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Ilustração gerada com auxílio de NotebookLM – Google

Explicando melhor, muitas vezes, os padrões de uma empresa — como a forma específica de usinar, cortar ou soldar — estão guardados em livros antigos ou apenas na cabeça de funcionários veteranos. A Aura permite que esse repositório de conhecimento seja digitalizado.

Imagine um designer ou um operador de robô CNC questionando o sistema: “Quais são os padrões da nossa empresa para este material?” ou “Qual a taxa de avanço para uma solda a arco em um robô Fanuc com o material X?”. A IA responde instantaneamente, garantindo que ninguém “invente sua própria regra” por acidente, mantendo a consistência e a qualidade em toda a linha.

A morte do projeto “não manufaturável”

Um dado alarmante foi compartilhado no 3DXW26: cerca de 80% dos componentes sofrem solicitações de alteração de engenharia após entrarem na fase de manufatura. Isso é um atestado de falha no design para manufaturabilidade que perdura desde os anos 90. No entanto, as ferramentas apresentadas em 2026 prometem enterrar esse problema.

O foco agora é o “Manufacturability Checker” (Verificador de Manufaturabilidade), que já alcançou mais de 100.000 usuários. Essa ferramenta não apenas analisa se um furo é profundo demais para uma broca, mas faz uma análise profunda: esta peça é melhor para manufatura aditiva ou subtrativa?.

Mais do que isso, se a empresa tiver as máquinas cadastradas, o sistema verifica se a peça é fisicamente alcançável pelas ferramentas disponíveis no chão de fábrica. Isso cria um ciclo de feedback em tempo real para o engenheiro mecânico, eliminando reuniões de revisão de projeto desnecessárias, pois a informação já está lá, na plataforma, como uma “fonte única da verdade”.

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Ilustração gerada com auxílio de NotebookLM – Google

A IA e o legado do 2D além do 3D

Muitos engenheiros ainda se perguntam se a IA é exclusiva para quem trabalha com modelos 3D complexos. A resposta curta é: não. A manufatura é um processo maior do que um único arquivo; é um conjunto de decisões para tornar algo mais rápido e eficiente.

Mesmo em processos tradicionalmente 2D, como o corte a laser, a IA atua de forma decisiva. Dados de geometria 2D, nuvens de pontos ou modelos sólidos são apenas “entradas de dados” para o sistema. A diferença fundamental discutida no evento é entre o Gêmeo Digital (Digital Twin) e o Gêmeo Virtual (Virtual Twin).

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Enquanto o digital é uma representação das medições, o virtual leva em conta todos os parâmetros externos: regras de montagem, especificações de envio e até se a peça cabe em um determinado caminhão com base no peso extraído do CAD.

O desafio da arte de dobrar papelão versus dados

Um dos pontos mais provocativos que pudemos testemunhar em palestra foi a admissão de que o maior desafio da IA não é o código, mas a “arte” da manufatura. Existem oficinas onde funcionários usam pedaços de papelão dobrados para entender como cortar uma chapa de metal. Essa experiência prática, acumulada em décadas, é difícil de capturar.

O segredo do sucesso com a IA, segundo os especialistas, depende da qualidade dos dados. “Lixo entra, lixo sai” é o mantra.

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O processo sugerido é claro: primeiro, documente e capture seus melhores processos; depois, use a IA para otimizá-los e sugerir caminhos mais eficientes, fazendo o chamado “What if” (e se?). Em vez de apenas copiar o que foi feito antes, a IA sugere 50 maneiras de programar uma peça, comparando qual delas se encaixa melhor no tempo e custo orçados.

Democratização: Pequenas empresas na Era da IA

Pode parecer que essa tecnologia é restrita às gigantes da Fortune 100, mas o 3DEXPERIENCE World 2026 mostrou casos de sucesso como a High-Band (menos de 10 pessoas) e a Todd Metal Works (cerca de 50-60 pessoas). A solução é escalável para qualquer tamanho de empresa.

O verdadeiro obstáculo para as pequenas e médias empresas (PMEs) não é o custo, mas a Gestão de Mudanças.

Muitas vezes, o desafio é convencer as pessoas a adotarem novos processos digitais. Como foi dito de forma enfática: “Você terá que mudar suas pessoas ou mudar suas pessoas” (no sentido de mentalidade ou substituição), pois a resistência à transformação digital é o que impede a sobrevivência no mercado competitivo atual.

Do software ao chão de dábrica no “Playground”

Para provar que tudo isso não é apenas teoria, o evento apresentou no espaço “Playground” uma simulação de fábrica conectada ao vivo. Nela, os visitantes podem ver a integração total: desde o software ERP puxando um ticket de pedido até a montagem de um relógio que está sendo usinado em tempo real. É o ciclo completo: rastrear, gerenciar e fabricar de forma mais rápida, barata e eficiente.

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A mensagem final para os engenheiros brasileiros é clara: a manufatura em 2026 exige que você pare de ser um mero desenhista de peças e passe a ser um gestor de dados e processos.

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Ilustração gerada com auxílio de NotebookLM – Google
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A IA, através de ferramentas como a Aura e o Virtual Twin, está aqui para garantir que a “arte” da manufatura não se perca, mas se transforme em uma ciência exata e altamente lucrativa.

Veja Também: Entenda como Companheiros Virtuais e MODSIM podem Redefinir o Futuro da Engenharia


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Engenharia 360

Redação 360

Nossa missão é mostrar a presença das engenharias em nossas vidas e a transformação que promovem, com precisão técnica e clareza.

O Engenharia 360 está em Houston, Texas, realizando uma cobertura exclusiva do 3DEXPERIENCE World 2026, e o que vimos durante as sessões do evento não é apenas uma evolução incremental; é um salto quântico na forma como projetamos, testamos e fabricamos produtos.

O tema central que dominou algumas das discussões é a integração profunda da Inteligência Artificial (IA) nas soluções de design e simulação, prometendo acabar com o ciclo exaustivo de “tentativa e erro” que consome orçamentos e prazos em todo o mundo. Continue lendo para saber mais!

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A evolução do design em 40 Anos de dados alimentando a IA

Um dos pontos mais impactantes do primeiro dia do 3DXW26 foi a discussão sobre a confiança na IA.

Para muitos engenheiros, confiar em um algoritmo para validar a integridade estrutural de um avião ou de um dispositivo médico é um desafio. No entanto, a base dessa nova tecnologia não surgiu do nada. A marca Simulia celebrou recentemente seu 20º aniversário, mas o legado de seus solvers, como o Abaqus, CST e PowerFLOW, remonta a mais de 40 anos de história.

Essa vasta bagagem de dados e previsões do mundo real é o que sustenta a credibilidade das soluções apresentadas.

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Como destacado durante o evento, a IA não está apenas “adivinhando” resultados; ela está sendo treinada em solvers que o mercado já utiliza e confia há décadas para prever como os produtos se comportam na realidade. Atualmente, mais de 1.600 especialistas, sendo metade deles dedicados exclusivamente à Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), trabalham globalmente para garantir que essa transição para a IA seja robusta e industrializada.

A quebra o muro entre design e simulação por MODSIM

Tradicionalmente, a engenharia funciona em silos: um designer cria o modelo e o envia para um analista de simulação. Esse processo pode levar semanas para retornar um “passou” ou “falhou”, gerando ciclos que podem se repetir cinco ou seis vezes. Em um mercado onde a pressão para lançar produtos em menos de 18 meses é a norma, esse modelo é insustentável.

A solução apresentada em Houston é o MODSIM (Modeling and Simulation). Ao aproximar o design da simulação, as empresas estão conseguindo reduzir o tempo de desenvolvimento de forma drástica. Um exemplo real citado foi de uma fabricante de bicicletas que utilizou a plataforma 3DEXPERIENCE para reduzir em 50% o número de protótipos físicos e acelerar o lançamento de produtos em 25%.

O objetivo agora é elevar essa eficiência a um novo patamar através do uso de modelos substitutos (surrogate models) ou “Gêmeos Virtuais do Comportamento Físico”.

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Os novos companheiros virtuais Aura e Leo

O grande destaque “provocativo” da palestra foi a introdução dos Companheiros Virtuais, ou IA Agêntica, Aura e Leo. Eles não são meros chatbots, mas especialistas virtuais que aprendem com o conhecimento da empresa e dos softwares.

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Aura

Descrita como a companheira que ajuda a liberar o conhecimento da empresa, a Aura auxilia na redação de relatórios técnicos, resumos de documentação e até no brainstorming de ideias para melhorar produtos, como veículos elétricos. Curiosamente, foi mencionado que a própria IA escolheu seu nome.

Leo

Este é o “engenheiro virtual” do time. O Leo foi demonstrado realizando a configuração completa de uma simulação de teste de queda (drop test) para um dispositivo médico. Ele não apenas ensina o usuário a fazer, mas executa as etapas complexas de malha (meshing), definição de materiais e condições de contorno através de linguagem natural.

Imagine perguntar ao software: “Como configuro um teste de queda?” e a IA não apenas explicar, mas montar o cenário, perguntar o tipo de piso (aço ou carpete) e identificar os principais indicadores de desempenho (KPIs) em tempo real. Isso permite que mesmo profissionais que não são especialistas em simulação possam extrair valor dessas ferramentas, democratizando o conhecimento técnico.

Simulação além do óbvio

A versatilidade das aplicações apresentadas em Houston deixou a audiência impressionada. A simulação hoje abrange cinco domínios principais:

  • Sustentabilidade e custos: Uma empresa de garrafas plásticas, por exemplo, eliminou milhares de testes físicos de “esmagamento” usando simulação, reduzindo desperdício de material e custos.
  • Conforto animal: Em um caso inusitado, a fluidodinâmica está sendo usada para projetar sheds (estábulos) de vacas mais frescos, já que vacas resfriadas produzem mais leite.
  • Projeto Living Heart: A simulação avançou para o corpo humano, permitindo simular não apenas a estrutura do coração, mas também seu sistema elétrico e o fluxo sanguíneo, criando um modelo que cardiologistas já consideram genuinamente funcional para uso prático.

A mensagem final desta palestra do 3DEXPERIENCE World 2026 é clara: a IA e o MODSIM são o próximo passo inevitável. Os clientes ao redor do mundo estão clamando por uma redução de 10 vezes no número de protótipos físicos para evitar desperdícios ambientais e custos proibitivos.

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A implementação dessas tecnologias ocorre de forma escalonada: primeiro adota-se o MODSIM para conectar as equipes, e sobre essa base constrói-se a IA para explorar milhares de variações de design em minutos, algo impossível para o esforço humano isolado. Como dito no encerramento, esta é a realização de uma promessa feita há décadas: a capacidade de cruzar conhecimentos de diversas indústrias para inovar na velocidade da luz.


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