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O Sol desponta para o Brasil

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por Larissa Fereguetti
| 19/08/2013 2 min

O Sol desponta para o Brasil

por Larissa Fereguetti | 19/08/2013
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Na 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), quem teve um lugarzinho garantido foi o Sol. O físico da Universidade Federal de Pernambuco e ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, defendeu o uso de um recurso natural não muito explorado pelo país, a energia solar.

Atualmente, cerca de 80% da eletricidade brasileira é proveniente das hidrelétricas, embora o país tenha uma matriz energética diversificada. Segundo Rezende, esse é um fator que explica o pouco investimento em novas fontes de energia.

Rezende também argumenta que a demanda energética continuará crescendo. Embora haja três grandes projetos de hidrelétricas em implementação, após esses projetos não haverá mais tantas opções de empreendimentos semelhantes, ficando uma lacuna a ser preenchida.

É assim que a energia solar começa a ganhar espaço na matriz nacional. O físico também apresenta números: a demanda energética mundial é de 150 milhões de gigawatts-hora, enquanto a energia total que chega à Terra vinda do Sol, em forma de ondas eletromagnéticas, é 10 mil vezes maior. Embora 30% desse total sejam refletidos e 25% consumidos em ciclos naturais, o restante é convertido em calor, sendo um enorme potencial ainda pouco explorado.

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Para o ex-ministro, o que falta é incentivo, visto que muitos países europeus que não possuem a mesma irradiação solar do Brasil incentivam os moradores subsidiando a instalação de sistemas de energia solar por aquecimento. Na produção de energia solar, o Brasil produz mil vezes menos que a Alemanha, país que ocupa a primeira posição no ranking. Segundo Rezende, um grande passo seria baratear a instalação de painéis solares, estimulando a produção nacional ou facilitando a importação.

O físico também destacou a introdução dos carros elétricos que, apesar de algumas limitações, como tempo de abastecimento longo, esses veículos possuem vantagens como a eficiência dos motores, que chega a 96% contra 20% dos motores tradicionais. Uma sugestão dada por Rezende é de estacionamentos cobertos com painéis solares que recarregariam o carro.

Parece que o Sol começa a nascer para o Brasil. Agora, basta investir em projetos que utilizem a energia solar.

Fonte: Ciência Hoje

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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