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As premiações nas Olimpíadas: o segredo de design e engenharia por trás dos pódios de Tóquio 2021

por Redação 360 | 29/07/2021

Este ano, o pódio das Olimpíadas do Japão apresenta uma composição de material diferente para a sua estrutura. Descubra qual é!

Durante esta semana, o Engenharia 360 está fazendo uma viagem do passado ao presente para entender as maravilhas ocultas por trás da realização das Olimpíadas. Neste texto, vamos abordar o assunto ‘premiação’. Já sabemos, por uma publicação anterior, que as medalhas distribuídas nos Jogos de Tóquio 2021 são feitas de um modo muito diferente de tudo que já se viu antes. Mas será que podemos encontrar mais segredos escondidos nesse pódio? Veja a seguir!

Olimpíadas 2021
Imagem reproduzida de Sportbuzz – UOL

Um breve relato sobre as premiações nos Jogos Olímpicos

Os primeiros registros históricos das Olimpíadas são de 776 a.C., quando os atletas vencedores começaram a ter seus nomes registrados. Na época, as competições também eram realizadas de quatro em quatro anos e, assim, duraram até 393 d.C. Depois disso, ao se converter ao cristianismo, o imperador Teodósio I, proibiu todas as festividades e jogos considerados pagãos, pondo um fim na Era Antiga das Olimpíadas.

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O retorno às tradições olímpicas

Após 1500 anos de proibição, em 1986, os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna foram realizados em Atenas, na Grécia; neste ano, participaram 214 atletas, representando 14 países, em 9 modalidades esportivas. Novamente, realizadas de quatro em quatro anos, as Olimpíadas tiveram suas edições canceladas nos anos de 1914 e 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, e nos anos de 1939 e 1945, durante a Segunda Guerra Mundial. Já no ano de 2020, sua edição foi adiada por causa da Pandemia de Covid-19, sendo realizada agora em 2021.

Olimpíadas 2021
Imagem reproduzida de DW

Os Símbolos Olímpicos

  • Chama Olímpica: remonta aos tempos da Grécia Antiga, onde o fogo era considerado divino. Ela representa a pureza da eterna juventude olímpica e serve de elo entre o berço das Olimpíadas na Grécia e as cidades-sede dos jogos contemporâneos.
  • Tocha olímpica: acesa em uma cerimônia nas ruínas de Olímpia na Grécia. Raios de sol refletidos por um espelho dão origem à chama. Apenas em 1936, em Berlim, Alemanha, surgiu o primeiro revezamento da tocha olímpica – é uma das imagens mais lindas das Olimpíadas. A peça utilizada nas Olimpíadas de 2021 foi projetada por Tokujin Yoshioka e construída com resíduos de alumínio de habitações temporárias, com design inspirado na flor de cerejeira.
Olimpíadas 2021
Imagem reproduzida de GZH
Olimpíadas 2021
Revezamento da tocha- Imagem reproduzida de Folha PE
  • Cerimônia de abertura: a primeira foi realizada em 1896, somente para uma plateia de 80 mil pessoas.
Olimpíadas 2021
Imagem reproduzida de Maisfutebol – IOL
  • Hino Olímpico: letra de Kostis Palamas e música de Spyridon Samaras; foi tocado pela primeira vez em 1896.
  • Bandeira Olímpica: hasteada pela primeira vez em 1920, em Antuérpia, na Bélgica.
  • Medalhas Olímpicas: começaram a ser entregues em 1896. Porém, eram apenas duas, a de prata para o primeiro lugar e a de bronze para o segundo lugar. Somente em 1904 passaram a ser entregues três medalhas, ouro, prata e bronze para o primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente. Neste ano, as medalhas são feitas de resíduos de lixo eletrônico.
Olimpíadas 2021
Imagem reproduzida de MKT Esportivo

A estrutura do pódio das Olimpíadas 2021

Seguindo uma tradição de anos, os atletas vencedores nas Olimpíadas e Paraolimpíadas de Tóquio 2021 sobem ao pódio para receber as suas merecidas medalhas. Pois, justamente essa estrutura, seguindo o conceito sustentável e ecológico desses jogos, é que apresenta uma solução de design e engenharia surpreendente. Ela é composta de material reciclado!

O pódio foi desenvolvido pelo designer Tokolo Asao, responsável também pelos emblemas das Olimpíadas de Tóquio. Já o projeto dessa estrutura foi coordenado pelas empresas Procter & Gamble e TerraCycle. Foram coletadas cerca de 45 toneladas de resíduos plásticos em caixas coletoras de 2,5 mil pontos da rede de supermercados japonesa e também dos oceanos. Depois, as mesmas foram transformadas em matéria-prima para a produção dos pódios. E quando terminarem as Paraolimpíadas, os pódios serão reciclados e transformados em embalagens para produtos da P&G.

Olimpíadas 2021
Imagem extraída de UOL
Olimpíadas 2021
Imagem extraída de Mundo-Nipo
Olimpíadas 2021
Imagem extraída de Agência Brasil – EBC

A gestora de marketing e relacionamento da TerraCycle, Renata Ross, acredita que o processo de construir pódios para competições esportivas a partir de plástico reciclado é irreversível e deverá ser adotado em outros eventos além das Olimpíadas. Só para lembrar, o Japão é o segundo maior gerador mundial de detritos plásticos per capita, atrás apenas dos Estados Unidos! Já o Brasil produz anualmente 500 bilhões de itens descartáveis com o material, o equivalente a 15 mil por segundo.

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Fontes: Diário do Estado do GO, UOL, Olimpíada Todo Dia, Olimpíada Todo Dia 2, Olimpíada Todo Dia 3, Toda Matéria, Wikipedia, Wikipedia 2.

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