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Teste avalia náusea nos passageiros de carros autônomos

Engenharia 360
por Kamila Jessie
| 02/10/2019 2 min

Teste avalia náusea nos passageiros de carros autônomos

por Kamila Jessie | 02/10/2019
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A gente fala bastante sobre direção autônoma por aqui e todos os seus benefícios, principalmente voltados para o ganho de tempo de quem estaria dirigindo. Mas e se você ficar enjoado?

Náusea em meios de transporte

A náusea tende a surgir quando você é passageiro, e não motorista, e quando está envolvido em algo diferente de olhar pela janela, por exemplo, lendo ou usando um dispositivo portátil. Quem fica nauseado nessas situações deve perder alguns dos principais benefícios da tecnologia de direção autônoma.

Os fatores que causam enjoo nos carros não são bem conhecidos hoje. Poucos estudos foram realizados em carros; em vez disso, muito do trabalho já desenvolvido foi elaborado para tratar de náusea de passageiro em meios de transporte marítimo e aéreo, realizados em simuladores de direção ou em plataformas de movimento. Daí pesquisadores de universidades resolveram desenvolver um banco de ensaios para averiguar o papel de veículos autônomos na náusea de quem está sendo conduzido.

Essa metodologia não existia antes. O estudo é o primeiro a realizar uma comparação em larga escala do desempenho das tarefas de leitura e dos níveis de aceleração urbana na resposta à náusea em um veículo com passageiros.

O protocolo está disponível aqui.

náusea
Imagem: University of Michigan

Protocolo de testes

O protocolo consiste de um test drive de 20 minutos desenvolvido com base nos dados de um estudo de condução do mundo real, feito separada. Em média, inclui 25 eventos de frenagem, 45 curvas à esquerda e 30 curvas à direita, e é realizado a 10-15 mph e 20-25 mph.

Paralelamente, o protocolo inclui tarefas a serem realizadas em um mini iPad portátil. A cada velocidade, os passageiros concluem o test drive uma vez sem tarefa e, novamente, enquanto executam uma tarefa. Usando resenhas de restaurantes, notícias e mapas locais, os participantes respondem a uma série de perguntas que envolvem compreensão de leitura, pesquisa visual, entrada de texto e reconhecimento de padrões.

Diante desta atividade, sensores registram a aceleração do veículo e a localização geoespacial e a resposta fisiológica do participante, incluindo suor, temperatura da pele e frequência cardíaca. Câmeras e sensores também detectam e registram o movimento e a postura da cabeça do passageiro. E, claro, o protocolo inclui uma classificação de náusea, de 0 a 10.

O vídeo abaixo mostra o estudo conduzido (trocadilho intencional) na Universidade de Michigan.

Utilização do protocolo

A elaboração da metodologia de avaliação da náusea de passageiros em veículos autônomos determinou preliminarmente que as respostas dos passageiros são complicadas e têm muitas dimensões. Com isso, espera-se que o protocolo seja aproveitado e que as aplicações desta plataforma de teste resultem nos dados necessários para identificar medidas preventivas e aliviar a doença de movimento em veículos autônomos.

Fonte: Techxplore.

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Kamila Jessie

Engenheira ambiental e sanitarista, MSc. e atualmente doutoranda em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo. http://orcid.org/0000-0002-6881-4217

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