Engenharia 360

Qual a sua relação com o seu trabalho, mais simbiótica ou parasitária? Descubra!

Engenharia 360
por Redação 360
| 25/07/2022 5 min

Qual a sua relação com o seu trabalho, mais simbiótica ou parasitária? Descubra!

por Redação 360 | 25/07/2022
Engenharia 360

Como é o mercado de trabalho para vocês? Antes, quando se formou na faculdade, quais as principais dificuldades que passou? E mesmo agora, quais as dificuldades que ainda enfrenta? Essas foram as perguntas que um de nossos colaboradores, o Luiz Augusto do Carmo Queiroz das Neves, lançou para o grupo de redatores Engenharia 360. Além disso, ele questionou sobre as pessoas que estão partindo para o empreendedorismo e outras para o mundo corporativo. Ele gostaria de saber sobre o que está motivando tantos profissionais a escolherem essas vertentes.

Quer saber qual a opinião de outros redatores do 360? Então, leia o artigo a seguir! Ah, e depois disso, não esqueça de deixar sua opinião nos comentários!

Sempre um passo atrás no trabalho

Simone Tagliani disse o seguinte:

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“Minha dificuldade foi sentir que estou sempre  a um passo atrás. Quando me formei, queriam mais tempo de experiência. Depois, queriam que eu tivesse um foco, uma especialização. Mais adiante, que eu soubesse novos softwares. E, ao longo do tempo, percebi que essa ‘roda’ gira e nos pedem tudo de novo (mais experiência, conhecimento e além).”

“Ou seja, é um eterno aprendizado sem fim! Por isso, não podemos nos acomodar achando que já estudamos o suficiente, nos dedicamos o suficiente… porque tem muita gente pra pegar nosso lugar fácil.”

“Escolhi Arquitetura pois achei que era ‘legal’. Demorou para eu perceber que isso jamais seria um limitante dos meus estudos. Ou seja, poderia aprender outras coisas e empreender em outras áreas sem culpa, pois conhecimento nunca é demais. Foi só nesse momento que realmente consegui amar o que fazia, aproveitando cada minuto com gosto!”

Aliás, Anny Caroline Assis Herculano também deu sua opinião sobre isso:

“(…) já tive uma experiência própria e já escutei relatos em questão de concorrer a vagas e não conseguir êxito na oportunidade por conta de exigirem mais tempo de experiência na área, mesmo para um cargo Júnior, no qual para um profissional recém-formado muitas vezes isso não é uma realidade.”

emprego - mercado de trabalho
Imagem reproduzida de Superinteressante

Sendo engenheiro na concepção

Daniel dos Santos Silva comentou:

“Acho que uma grande dificuldade do engenheiro pré-formado é a questão dos cargos em si (quando ele trabalha em uma empresa). Não existe um analista de Direito ou um analista de Medicina, mas é comum o engenheiro se formar e ser contratado como analista de Engenharia, por exemplo, entre outros cargos que normalmente terão um piso salarial menor que o de engenheiro propriamente. Essa é uma questão que, inclusive, é motivo até de desilusão e polêmica entre aqueles que pretendem fazer ou estão fazendo o curso.”

“A grande luta do engenheiro é ser engenheiro na concepção!”

“Já vi muitas entrevistas, inclusive de órgãos estaduais e nacionais, onde representantes de entidades parecem fugir do assunto. Mas, para mim, a verdade é a seguinte: em comparação com outras profissões com seu conselho regional fundamentando, o acontece conosco, sobre saber ou não o que, como profissionais, podemos fazer, não faz sentido.”

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Simone comenta:

“Será mesmo justo? Engenheiros brigando com técnicos industriais. Arquitetos brigando com engenheiros. Designers brigando com arquitetos.”

“Sim, as profissões são parceiras, se sobrepõem em certos momentos. Mas tem coisa que é de cada uma, e os conselhos precisam esclarecer e defender.”

emprego
Imagem reproduzida de Blog B2B – Cesta Nobre

Construindo relações simbióticas

Por fim, mas não menos importantes, temos o testemunho de Cristiano Oliveira da Silva:

“O mercado de Engenharia apresenta épocas de alta e de baixa. Após 20 anos de formado, pude passar alguns altos e baixos nessa ‘onda mercadológica’.”

“Particularmente, não encontrei dificuldade para entrar no mercado, porque eu tinha alguma clareza do que eu queria fazer e onde queria estar.”

“Creio que o principal era saber desde muito cedo, que as relações empresa versus empregado podem ser de dois tipos: parasitária (onde um ou outro ‘suga’ e dá muito pouco em troca) ou simbiótica (ambos se beneficiam). Saber isso e saber procurar ambientes mais simbióticos que parasitários, me ajudou bastante a tomar boas decisões.”

“Falando como alguém que também contrata, percebo que tem empregadores que exigem coisas impossíveis (tipo, ‘contrata-se estagiário com 15 anos de experiência’) e empregados com o mesmo comportamento (o cara sai da faculdade querendo ser gerente… não vai rolar). Num ambiente desse, em que você já percebe de cara que não existe bom-senso, o melhor a fazer é se afastar mesmo. Tanto empregado quanto empregador!”

“Mas sabemos que as dificuldades fazem parte do processo e muitas vezes são reflexos de comportamentos de pessoas mal preparadas.”

“E se ao invés de querer resolver as dificuldades, planejar onde se deseja estar? Em quanto tempo isso ocorreria? O que você precisa fazer para conseguir isso e não está fazendo? O que você faz e precisa deixar de fazer para atingir aquele emprego tão sonhado? Só é necessário saber onde se quer chegar. Porque, se você não sabe aonde quer ir, qualquer lugar serve (adaptado do Lewis Carrol, Alice no País das Maravilhas).”

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Imagem reproduzida de Jefferson de Almeida

“Hoje em dia, portanto, uma das principais dificuldades no mercado da Arquitetura, Engenharia e Construção, é o conflito de gerações. Há profissionais com tanta, mas tanta experiência, incapazes de desapegar das práticas que aprenderam ao longo dos anos e aprender coisas novas; por outro lado, o recém-formado não tem paciência ou saco para se submeter a um cara que parou no tempo.”

“Sobre experiência, inclusive, é sim algo muito importante e traz muitos ensinamentos. Entretanto, ‘o valor da experiência é, muitas vezes, superestimado por velhos que parecem sábios, mas só falam tolices… uma ação que resultou em êxito no passado, pode ser inapropriada hoje’ (Os pergaminhos de Og Mandino).”

“Mas, como nosso propósito é ajudar a construir relações simbióticas, não tem como atingir esse estado sem passar pelo autoconhecimento. Eu preciso saber falar de mim, das minhas qualidades e como posso contribuir com meu conhecimento e ser remunerado por isso. Assim como também é fundamental conhecer aquilo que não sou bom o bastante e ter maturidade para reconhecer isso. Saber onde se quer estar e buscar caminhos para isso, não depende de ninguém, a não ser de você mesmo!”

“Autoconhecimento e auto capacitação são fundamentais para a construção de uma realidade em que a simbiose prevaleça sobre o parasitismo.”

Engenharia 360

Redação 360

Somos uma equipe de apaixonados por inovação, com “DNA” na Engenharia. Nosso objetivo é mostrar ao mundo a presença e beleza das engenharias em nossas vidas e toda transformação que podem promover na sociedade.

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