Engenharia 360

Materiais Plásticos: entenda o que acontece com eles no Ambiente Aquático

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por Maria Sousa
| 19/09/2022 | Atualizado em 21/09/2022 3 min

Materiais Plásticos: entenda o que acontece com eles no Ambiente Aquático

por Maria Sousa | 19/09/2022 | Atualizado em 21/09/2022
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Muitas toneladas de plásticos foram fabricados nas últimas décadas e isso, consequentemente, está gerando uma grande quantidade de lixos e detritos liberados no meio ambiente. Em relação aos ambientes aquáticos é de enorme preocupação esta questão. Hoje, os plásticos estão presentes das profundidades a superfícies das águas.

Observe, no vídeo a seguir, o registro de um “mar de lixo” feito próximo das ilhas do Caribe!

Mas, afinal, de onde vem esta poluição aquática?

Bem, esta poluição aquática começa na nossa lixeira. Conforme dados da empresa de consultoria McKinsey & Company, das 260 milhões de toneladas anuais de plástico que nos desfazemos no mundo:

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  • apenas reaproveitamos 12%, 
  • sendo os demais descartados em aterros, incinerados ou até mesmo jogados em lugares irregulares.

Assim, esses lixos, descartados de forma irregular, chegam nos ambientes aquáticos através das águas residuais e pluviais, do vento, da chuva e das inundações, principalmente os materiais feitos de plásticos de uso único e descartados com maior facilidade. São exemplos:

  • sacolas, canudinhos, cotonetes de algodão, embalagens, entre outros.

A saber, os itens mais leves acabam sendo levados pelo vento e chegam até as redes fluviais, mares e oceanos.

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Imagem reproduzida de Waves

E essas embalagens, que mal fazem para a natureza?

A grande preocupação é que, ao passar do tempo, da fragmentação desses plásticos – devido principalmente a fatores da luz solar, vento, água – é que se originam as partículas microplásticas. Segundo a ambientalista da ZERO, “(…) estes contêm muitas vezes substâncias químicas perigosas e, dada a sua dimensão, rapidamente podem entrar na cadeia alimentar. Mesmo não sabendo ainda tudo o que seria necessário para conseguirmos avaliar de forma plena os impactos na nossa saúde e no ambiente, o facto é que estamos a introduzir no ambiente quantidades enormes de materiais que não é suposto lá estarem, muitos deles contendo substâncias perigosas e que podem entrar na cadeia alimentar.”.

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Imagem reproduzida de Iberdrola

Então, quais as possíveis soluções para o problema?

Devido a esses problemas, é de grande importância criação de soluções inovadores, que contribuem para a redução desta poluição nos ambientes aquáticos. Uma destas medidas é, por exemplo, a tecnologia utilizando sistemas de bolhas, conhecida como a “Grande Barreira de Bolhas”. Ela foi desenvolvida por uma startup holandesa visando capturar plástico em toda a largura e profundidade dos rios e, assim, impedir que os detritos cheguem ao oceano, onde é muito mais difícil de retirar.

Conhecendo a Grande Barreira de Bolhas

O sistema da Grande Barreira de Bolhas funciona com uma mangueira gigante colocada na diagonal do rio. A mesma é composta por um tubo de 60 metro, cheios de orifícios pelos quais compressores bombeiam o ar criando bolhas. Desta forma, de baixo para cima, conduzem os resíduos no fundo do rio até a superfície, que são, depois, recolhidos por uma plataforma flutuante.

Como pudemos entender, o mecanismo é bastante simples e não prejudica em nada a passagem de barcos ou causa danos à fauna marinha. Pelo contrário, coletam-se os resíduos dos rios antes que os mesmos possam chegar ao mar e oceanos, inclusive, os pequenos fragmentos microplásticos, ajudando a amenizar os impactos contra o meio ambiente.

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Imagem reproduzida por The Great Bubble Barrier

Também é de suma importância nós, humanos, adotarmos bons hábitos e formas de proteger o meio aquático destas poluições. Um bom começo é praticando ações como:

  • Substituir as sacolas plásticas por outras reutilizáveis de tecido ou fibra.
  • Reduzir o consumo de copos, pratos, talheres ou garrafas de plástico.
  • Comprar comida a granel e evitar os produtos que tenham embalagens de plástico.
  • Substituir os recipientes de plástico pelos de metal ou vidro.
  • Evitar o uso de cosméticos que tenham em sua composição microesferas de plástico.
  • Descartar corretamente e encaminhar para reciclagem;
  • Reciclar, reutilizar e reaproveitar tudo ao máximo – pelo menos sempre que possível.

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Veja Também: 8 tecnologias criativas para coleta de fragmentos da água de rios e oceanos

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Fontes: Mundo Educação, eCycle, Iberdrola, CicloVivo, negocios.

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Maria Sousa

Graduada em Engenharia Civil pela Universidade Evangélica de Goiás - UniEvangélica.

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