Engenharia 360

Confira exemplos de 'Arquitetura Hostil', condenada por promover "segregação social"

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por Simone Tagliani
| 20/12/2022 | Atualizado em 27/01/2023 4 min

Confira exemplos de 'Arquitetura Hostil', condenada por promover "segregação social"

por Simone Tagliani | 20/12/2022 | Atualizado em 27/01/2023
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O tema ‘Arquitetura Hostil’ é bastante discutido pela Igreja Católica. Em 2021, o Papa Francisco denunciou este modelo de Arquitetura que, aparentemente, seria desenvolvida contra os mais pobres. E mesmo aqui no Brasil, devemos destacar a luta de Padre Júlio Lancellotti, participante de atos, coordenador da Pastoral do Povo da Rua de São Paulo e a favor do Projeto de Lei que proíbe certas instalações para dificultar o acesso de idosos e pessoas em situação de rua.

Esse assunto já bastante polêmico ganhou os noticiários brasileiros recentemente. Isso porque o Governo Federal derrubou, por meio do Congresso Nacional, a lei já sancionada de forma simbólica em novembro, também aprovada pelo Senado, e que tentava proibir a chamada ‘Arquitetura Hostil’ em nosso país. Saiba mais no texto a seguir!

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Atualização: dia 22 de dezembro, a informação divulgada na imprensa era de que o Congresso Nacional promulgou a Lei Padre Júlio Lancellotti, a legislação que proíbe a chamada “arquitetura hostil” em áreas públicas. Ou seja, derrubando o veto presidencial.


A ‘Lei Padre Júlio’

No Congresso, a lei contra a Arquitetura Hostil ficou conhecida por Lei Padre Júlio justamente por conta da atuação do religioso, que chegou em certa ocasião a quebrar a marretadas pedras instaladas em áreas públicas da capital para afastar a população em situação de rua. E em mais recente protesto, ele reuniu voluntários para remover pedras colocadas na entrada de uma biblioteca pública na zona leste de São Paulo.

Arquitetura Hostil
Imagem reproduzida de Brasil 247

O relator da lei na Câmara destacou o distanciamento entre os espaços públicos e pessoas em situação de rua. Outro parlamentar ressaltou a frequente adoção de métodos e materiais para afastar tais pessoas, o que poderia ser chamado de “segregação social”. Infelizmente, técnicas assim têm sido aplicadas no nosso país pelo menos desde 1994, muitas vezes ficando conhecidas como “arquiteturas antimendigos”, extremistas e cruéis, privilegiando “(…) o isolamento, o desconforto, o medo e, com isso, estimulando a violência”.

Por outro lado, o veto do governo se baseia na “(…) liberdade de governança da política urbana”, podendo “(…) ocasionar uma interferência na função de planejamento e governança local da política urbana, ao buscar definir as características e condições a serem observadas para a instalação física de equipamentos e mobiliários urbanos, a fim de assegurar as condições gerais para o desenvolvimento da produção, do comércio e dos serviços”.

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Inclusive, o Palácio do Planalto afirma que a expressão “técnicas construtivas hostis” poderia gerar insegurança jurídica “por se tratar de um conceito ainda em construção”.

Exemplos de Arquitetura Hostil, na prática

Estacas e pedras ásperas

Arquitetura Hostil
Imagem reproduzida de Viva Decora

Espetos pontiagudos em fachadas de edificações

Arquitetura Hostil
Imagem reproduzida de Casa e Jardim – Globo

Planos irregulares, incluindo pavimentos e mobiliários

Arquitetura Hostil
Imagem reproduzida de Blog da AECWeb
Arquitetura Hostil
Imagem reproduzida de Portal 98 FM Natal

Jatos de água

Arquitetura Hostil
Imagem reproduzida de Jato D’água – Fontes Luminosas

Cercas e cercas eletrificadas

Arquitetura Hostil
Imagem reproduzida de Folha – UOL

Arame farpado, dentes metálicos e cacos de vidro

Arquitetura Hostil
Imagem reproduzida de Hertz Noticias

O debate sobre o que é e se é ou não certa a prática da Arquitetura Hostil é algo bastante complexo e controverso. Não pode sequer ser resumido em um post. Necessita de muito estudo e debate aprofundado por parte da sociedade. E, certamente, sendo uma questão tão delicada, receber um olhar mais humano e solidário por parte dos governantes.

E você, o que acha? Antes de responder, leia as seguintes matérias:


Fontes: G1.

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Simone Tagliani

Graduada em Arquitetura & Urbanismo e Letras; técnica em Publicidade; pós-graduada em Artes Visuais, Jornalismo Digital e Marketing Digital; estudante de Gestão de Projetos; e proprietária da empresa Visual Ideias.

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