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Equipe de cientistas desenvolve robôs macios capazes até de capturar moscas

por Larissa Fereguetti | 30/09/2020
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A nova ideia visa tornar os robôs macios mais ágeis.

Uma equipe de pesquisadores da Johannes Kepler University está desenvolvendo robôs de materiais “macios” que são capazes de capturar até mesmo uma mosca. Eles são feitos usando campos magnéticos fracos para se mover de forma rápida.

Martin Kaltenbrunner, da equipe de pesquisadores e do JKU’s Department of Soft Matter Physics e do LIT Soft Materials Lab afirmou que “Quando imaginamos uma máquina em movimento, como um robô, imaginamos algo feito em grande parte de materiais duros”. No entanto, eles trabalham desenvolvendo sistemas que usam materiais macios.

No lugar de fios de cobre e ferro nos motores, eles usam materiais elásticos e metal líquido. Recentemente, a mesma equipe publicou um estudo na Nature Materials sobre um biogel que é elástico, flexível e estável o suficiente para ser combinado com componentes eletrônicos em um robô macio.

imagem de como robô macio é usado para capturar mosca em movimento
a)Um robô de seis braços em um dente-de-leão pode se auto-agarrar ao se aproximar de uma pinça magnética sem danificar a frágil estrutura da flor. b) O mesmo robô também pode agarrar, transportar e liberar objetos não magnéticos, como um cubo de espuma de poliuretano controlado por um ímã permanente. c) Robô com uma carga nadando na água. d) Robô nadador em forma de triângulo girando em torno de seu eixo principal e, portanto, avançando na água, ambos impulsionados por um campo magnético de onda quadrada. e) Robô andante em forma de triângulo rolando no ar em alta velocidade quando sujeito a um campo magnético alternado. Barras de escala, 0,5 cm. Imagem: Communications Materials (2020). DOI: 10.1038/s43246-020-00067-1

Agora, eles dão sequência na pesquisa. Kaltenbrunner e Denys Makarov, também da equipe, notaram que antes a desvantagem dos robôs macios projetados sem fios era que eles só conseguiam se movimentar de forma muito lenta. A nova ideia é baseada no uso de plástico flexível polidimetilsiloxano e uma mistura de micropartículas magnéticas como uma liga de neodímio, ferro e boro.

No vídeo a seguir, você observa um robô em forma de flor que se fecha ao redor de uma mosca antes que ela entenda que aquilo é uma armadilha. O robô abre seus oito braços por meio de um campo magnético.

No próximo vídeo, um robô de seis braços é capaz de agarrar, transportar e liberar objetos não magnéticos, como um cubo de espuma de poliuretano controlado por um íma.

Por último, a gente pode ver um robô de quatro braços em um tubo de vidro transparente. O robô é levitado por um campo magnético e ele é acionado durante a levitação.

Os robôs possuem formas diferentes e, dependendo da forma, eles são capazes de se mover de maneiras diferentes quando expostos a um campo magnético variável. Com essa influência do campo magnético, os pesquisadores conseguiram robôs capazes de levitar, nadar e até pegar moscas.

Agora, os cientistas esperam que isso abra caminho para novas oportunidades para desenvolver robôs macios que se movem rapidamente. A ideia é, a longo prazo, produzir máquinas mais complexas que possam ajudar a desbloquear vasos sanguíneos do corpo humano. Para isso, eles precisam ser biodegradáveis e fáceis de controlar. O artigo completo com a pesquisa você confere nesse link.

Leia também: Tricotando robôs: Pesquisadores programaram máquinas de costura para fazer objetos macios e acionáveis.

Referências: Johannes Kepler University Linz

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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