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A lâmpada que dura 100 anos e a obsolescência programada

por Lucie Ferreira | 05/02/2016
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Há alguns anos, o espanhol Benito Muros apresentou uma lâmpada que dura 100 anos. Para efeito de comparação, uma lâmpada fluorescente tem vida útil de 10 mil horas – ou um pouco mais de um ano, totalizando 416 dias de uso direto.
Muros conta que a inspiração para o produto foi uma lâmpada em um parque de bombeiros de Livermore, na California, que está acesa há 111 anos. A partir disso, juntou-se a outros engenheiros para criar a linha de iluminação que permite o uso por mais de uma geração.
As lâmpadas capazes de ficar acesas por um século foram desenvolvidas com a Oep Electrics e possuem outras grandes vantagens em relação às fluorescentes: gastam 70% menos energia e não queimam se forem acesas e apagadas várias vezes seguidas.
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+ Contra a Obsolescência Programada

Presidente da Fennis – Fundación Energía e Innovación Sostenible Sin Obsolescencia Programada (Fundação Energia e Inovação Sustentável Sem Obsolescência Programada), o inventor defende que muitos objetos que utilizamos diariamente, e não apenas lâmpadas, poderiam ser mais duráveis. Segundo ele, a teoria da Obsolescência Programada resulta em produtos de baixa durabilidade, obrigando a troca em um curto período de tempo e incentivando o consumismo. Alguns exemplos citados são baterias de celular, computadores, televisores e geladeiras.
Entretanto, o espanhol chegou a ser ameaçado por causa da invenção, levando o caso à polícia de seu país. Ele recebeu um recado que dizia “senhor Muros, você não pode colocar seus sistemas de iluminação no mercado. Você e sua família serão aniquilados”. Contudo, a Fennis se mantém como uma fundação reconhecida pela luta contra a obsolência programada, contando com o apoio de empresas sustentáveis.
Fontes: Época Negócios e Feniss

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