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Volkswagen lança seu primeiro híbrido no Brasil: o Golf GTE [e nós já testamos]

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6 min

POR Eduardo Mikail 11/11/2019

O Golf GTE, primeiro híbrido da história da Volkswagen no Brasil, diz unir desempenho esportivo com eficiência energética. Como isso é feito? Vem, que a gente explica.

Golf gte
Imagem: VW News BR

Motor elétrico e motor a gasolina:

Para começar, vamos falar de motor: o Golf GTE possui um a combustão de 1,4l TSI com 150 cv e um motor elétrico de 75 kW (102cv). Combinados, oferecem potência de 150 kW (204 cv). Se o motor elétrico for a única fonte de força de propulsão, o Golf GTE pode atingir velocidades de até 130 km/h. 

Mais números? Vamos lá: quando toda a potência combinada do sistema é utilizada, o GTE vai de 0 a 100 km/h em apenas 7,6 segundos, atingindo velocidade máxima de 222 km/h. Ainda mais significativo é o potencial de propulsão superior do Golf GTE, obtido graças à combinação dos motores em paralelo, que produz torque máximo de 350 Nm (35,7 kgfm).  

Tecnologia híbrida e os modos de funcionamento no Golf GTE:

Para iniciar o modo de funcionamento elétrico, basta apenas acionar um botão ao lado do câmbio para entrar no “e-mode”. Nessa condição, apenas o motor elétrico de 75 kW (102 cv) e 330 Nm (33,6 kgfm) é utilizado, o que torna o Golf GTE um veículo totalmente livre de emissões poluentes. Ah, quando você liga o GTE, não tem som de ignição! Se bobear você nem percebe que o carro já está ligado.

Ao selecionar o modo híbrido, a tecnologia do GTE escolhe qual é o sistema mais eficiente para cada situação de uso do veículo. Se o carro estiver em uma condição em que o motor elétrico for mais eficiente, apenas esse sistema é utilizado. Se precisar de alguma potência adicional, o motor 1.4 TSI é acionado automaticamente.

Vale mencionar também a situação do modo de recarga, em que o motor 1.4 TSI movimentará o veículo. E mais: além de mandar energia para as rodas, o propulsor fornece carga para a bateria.

Em resumo, o Golf GTE pode ser conduzido no modo totalmente elétrico por cerca de 50 km. Pode parecer pouco, mas isso atenderia à demanda de 2/3 da população que vive nos grandes centros urbanos, ou de sete em cada 10 pessoas na nossa realidade brasileira. 

Volkswagen promete 6 elétricos e híbridos até 2023:

Tratando de perspectiva, não pensem que os híbridos da Volks vão estacionar no Golf GTE. A promessa é vinculada à uma estratégia de eletrificação na América Latina e serão seis carros elétricos e híbridos até 2023. Enquanto isso, a gente fica de olho.

1ª rede de recarga ultrarrápida da América Latina: 

Bem, para dar conta dessa frota de elétricos e híbridos vindo por aí, empresas que fazem parte do Grupo Volkswagen, firmaram, em outubro uma parceria estratégica com a EDP (empresa de distribuição de energia elétrica do estado de São Paulo) que prevê a instalação de 30 novas estações de recarga de veículos elétricos no Brasil. Você pode conferir tudo sobre isso aqui no Engenharia 360.

Imagem: VW News BR

Nós fomos até o lançamento do Golf GTE conferir as novidades:

Durante o lançamento do Golf GTE, tivemos a oportunidade de conversar com Fabiano Severo (Head de Comunicação de Produto) e com Roger Guilherme (Gerente de Power Train).

Segundo eles, a tecnologia de um motor elétrico funcionando em alta tensão com um motor a combustão em um sistema de arquitetura paralela é nova no Brasil. O Golf GTE é o primeiro veículo da marca nesse estilo e, além de dar os primeiros passos com o consumidor, ele também serve para que a própria empresa se adapte a essa nova arquitetura de alta tensão, baterias novas, etc.

Essa arquitetura paralela consiste em um motor elétrico síncrono que tem ímãs permanentes em seu rotor. Para explicar, todo motor elétrico contém um rotor e um estator. As bobinas ficam espalhadas em volta do estator (parte fixa). O rotor, que é parte que gira, possui os ímãs e não tem conexão elétrica nele (a corrente só passa no estator). A comutação do campo magnético no estator faz com que os ímãs do rotor acompanhem, fazendo-o girar.

Como não há nenhum contato (sem atrito), a eficiência é elevada e chega a 95% de aproveitamento. Isso é importante em um sistema híbrido: a eficiência é inversamente proporcional ao tamanho da bateria necessária, ou seja, quanto maior a eficiência, menor o tamanho da bateria.

O motor elétrico é combinado com o motor a combustão (1.4 TSI) de forma paralela. A escolha de qual usar é feita por meio de acionamento de um botão no painel, que ativa uma embreagem para “isolar” o motor que não está em uso.

Eles explicaram, ainda, que à medida que você dirige, o carro volta ao modo híbrido quando a bateria chega a um certo nível (cerca de 20%) mesmo que você não perceba a troca acontecendo. No modo híbrido, os dois motores trabalham juntos. A bateria pode ser carregada usando o motor a combustão (embora o modo mais eficiente seja carregar via plug-in).

O período de carga aguenta cerca de 50km e o custo disso sai, em média, a R$5,20. Leva pouco mais de 3 horas para a carga completa (tomada de 20 ampères, com 220V), mas algumas tomadas podem permitir uma carga mais rápida (cerca de 2h e 15min), como as de estações de recarga que devem ser instaladas em breve que nós já citamos aqui em um outro texto .

Uma das grandes vantagens de um veículo como esse é o desempenho aliado à oportunidade de dirigir sem emitir poluentes (no modo elétrico). Ainda, segundo eles, o híbrido é, neste momento, a melhor solução para o Brasil. É necessário investir mais em infraestrutura e, até lá, o híbrido permanece como melhor alternativa.

Fabiano Severo e Roger Guilherme ressaltam que esse é um grande passo não só para o cliente, mas também para a empresa. O plano é de é que os investimentos em híbridos e veículos puramente elétricos continue, seguindo a tendência sustentável.

E tem mais: bicicleta e patinete elétricos.

Além das novidades do GTE a Volkswagen lançou também outras duas opções de mobilidade: a bicicleta e o patinete. Ambos tem um motor elétrico de 350W e atingem uma velocidade máxima de 25km/h no modo elétrico.

bicicleta elétrica volkswagen
Imagem: Volkswagen

A bicicleta e o patinete possuem 30km e 20km de autonomia, respectivamente. Ao inserir esses dois novos itens no mercado, a empresa segue as tendências de mobilidade e sustentabilidade e oferece alternativas para que a pessoa se desloque após estacionar o carro ou até mesmo para que deixe o carro na garagem para percorrer pequenas distâncias.

patinete elétrico volkswagen
Imagem: Volkswagen

Preços

O Golf GTE chega ao mercado por R$199.990,00. Já a bicicleta elétrica custa R$11.499,00 e o patinete elétrico R$3.399,00.

Fonte: VW News

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Eduardo Mikail

Engenheiro Civil, empresário e empreendedor digital. É fundador do Engenharia 360 e sócio-fundador da Bronks content., produtora de conteúdo e projetos digitais. Formado em Engenharia Civil e Administração com especialização em Marketing pela ESPM, já trabalhou em uma das maiores construtoras do país e hoje está à frente da Mikail Arquitetura e Engenharia. Interessado por tecnologia, iGadgets e nas horas vagas curte viagens, música e fotografia. Segue lá no Instagram @eduardomikail

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