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Fusão nuclear é a potencial energia do futuro, afirmam cientistas americanos

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por Redação 360
| 13/12/2022 | Atualizado à 2 dias 3 min

Fusão nuclear é a potencial energia do futuro, afirmam cientistas americanos

por Redação 360 | 13/12/2022 | Atualizado à 2 dias
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Você sabe o que é fusão nuclear? Bem, trata-se de um processo onde os núcleos atômicos se juntam e, assim, formam um núcleo atômico maior. Quando isso ocorre com elementos mais leves, acontece a geração de energia; já com elementos mais pesados, o efeito é oposto, a energia é consumida. O desafio para os cientistas sempre foi controlar essas fusões nucleares, como acontece com a fissão, e explorar tal recurso. Mas parece que pesquisadores americanos têm boas notícias com relação a isto! Confira a seguir!

fusão nuclear
Imagem reproduzida de Portal N10

O uso de fusão nuclear para geração de energia

O sonho dos cientistas é poder operacionalizar seus métodos para conseguir produzir, através da fusão nuclear, uma energia 100% limpa, que não emite gases de efeito estufa, que oferece menos riscos, e que produz menos lixo radioativo. Isso mudaria completamente nossa realidade futura, inclusive ajudando a frear a crise climática. Para isso, vários pesquisadores ao redor do mundo investem seu tempo na elaboração de novos projetos de reatores nucleares. Porém, ainda existem muitos entraves no processo.

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fusão nuclear
Imagem reproduzida de Vai Química

De fato, a física nuclear é um nicho da ciência bastante complexo, cheio de muitas nuances. Hoje ela funciona a partir da fissão, que é a quebra de átomos de metais pesados para a geração de grandes quantidades de energia. Só que, como bem colocamos antes, isso gera muito lixo radioativo. E já sabemos o mal resultante depois de vermos desastres como o de Chernobyl, na Ucrânia, e Fukushima, no Japão.

Aprendemos com a natureza a usar a fusão nuclear, porque isso acontece todo dia com a transformação de átomos de hidrogênio em átomos de hélio, formando a emissão de luz e calor das estrelas – aliás, isso é essencial para a vida na Terra! Mas para dar certo o plano de controle da fusão nuclear, seria preciso construir reatores nucleares de fusão para imitar, em menor escala, as reações que já acontecem no Sol, aproveitando a energia resultante das reações para alimentar redes elétricas, por exemplo. E é preciso uma enorme quantidade de energia para a força de repulsão entre os elementos na fusão nuclear.

Avanço inédito na tecnologia de fusão nuclear

Pela primeira foi possível produzir mais energia do que é consumida geralmente pelos reatores, o mesmo tipo de energia que alimenta o Sol. Este feito foi do Laboratório Nacional Lawrence Livermore (LLNL), do Departamento de Energia dos EUA, perto de São Francisco, na Califórnia. Os resultados completos do experimento ainda não foram divulgados formalmente, parece que as análises ainda estão em curso. Contudo, a história já ganhou destaque nos grandes portais de notícias.

fusão nuclear
Imagem reproduzida de G1

Este passo é imenso em direção ao fornecimento energético limpo! Por hora, o que se sabe é que, em laboratório, foram usados lasers para bombardear isótopos de hidrogênio mantidos em um estado de plasma superaquecido. Assim, foi possível criar uma fusão e transformar os isótopos de hidrogênio em hélio, liberando um nêutron e energia limpa, livre de CO2, no processo. A reação produziu cerca de 2,5 megajoules de energia em comparação com os 2,1 megajoules usados para alimentar os próprios lasers.

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fusão nuclear
Imagem reproduzida de Folha PE

O objetivo agora é trabalhar para ajustar esse modelo a uma matriz energética como a que precisamos para usar no dia a dia, sobretudo em termos de cursos. Lembrando que a energia nuclear precisará concorrer com os modelos de energia solar e eólica, ambas mais baratas e com cadeias de suprimentos maduras, embora sofram interrupções. A saber, a fusão nuclear poderia significar energia limpa 24 horas por dia.

Atualmente, a energia nuclear comercial responde por apenas 10% da geração mundial, muito menos do que o carvão e o gás. Só que com essa novidade, o jogo pode virar! Vamos aguardar os próximos capítulos da ciência!


Fontes: Nexo Jornal, O Globo.

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