Engenharia 360

Raios artificiais transformam fezes de animais em adubo rico em nutrientes

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por Rafael Panteri
| 22/09/2022 | Atualizado em 23/09/2022 2 min

Raios artificiais transformam fezes de animais em adubo rico em nutrientes

por Rafael Panteri | 22/09/2022 | Atualizado em 23/09/2022
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Adubos são produtos utilizados na agricultura, para nutrir as plantas. Também conhecidos como fertilizantes, esses compostos têm origem na decomposição de plantas, frutas, folhas, vegetais, fezes de boi e outros elementos de origem orgânica. Podem, além disso, ser produzidos em indústrias químicas, onde são chamados de adubos minerais ou sintéticos (minerais).

Para cada objetivo há um tipo de adubo diferente. Seja corrigindo pH, aumentando os níveis de nutrientes do solo ou revitalizando as plantas, esses compostos são utilizados na agricultura em larga escala. Uma Agtech (empresa do tipo startup com foco no agronegócio) diz ter criado um reator que transforma fezes de animais em adubo sem a emissão de metano na atmosfera. Veja a seguir!

Raios artificiais - fezes de animais - adubo
Esquema do funcionamento do reator dentro de uma fazenda. Imagem: site oficial da empresa N2Applied

Sobre a nova tecnologia de reator

A Agtech norueguesa N2 Applied é a desenvolvedora da tecnologia. Segundo a empresa, o esterco de boi e de porco são bombardeados com raios artificiais de plasma que os transformam em adubo pronto para uso em lavouras.

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Hoje, o conceito é aplicado em três fazendas leiteiras no Reino Unido. Chris Puttick, cofundador da empresa, afirma que “(…) a interação do nitrogênio do ar e dos raios atua sobre a lama de rejeitos, bloqueando a emissão de metano e de amônia.”.

Raios artificiais - fezes de animais
Imagem: site oficial N2Applied

O produto dessa reação

O produto dessa reação é um líquido marrom enriquecido de nitrogênio. Comparando com os fertilizantes orgânicos convencionais dos mercados, o produzido pelo reator da N2 Applied apresenta o dobro de nitrogênio disponível para as plantas.

De acordo com o executivo Puttick, além de bloquear as emissões de metano do chorume (líquido resultante da decomposição orgânica), a técnica apresenta maiores rendimentos sem a necessidade de aplicar fertilizantes químicos. Outra característica desses fertilizantes é a falta do odor característico – a máquina retém o orgânico dos nutrientes como magnésio, potássio, cálcio e sulfato no fertilizante, sem deixar o chorume ácido.

Vídeo no canal da empresa no YouTube explica um pouco do processo:


Fontes: Sua Pesquisa, UOL – Economia, N2Applied.

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Rafael Panteri

Estudante de Engenharia Elétrica no Instituto Mauá de Tecnologia. Parte da graduação em Shibaura Institute of Technology - Japão.

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