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Estudo mostra como poluição por plástico chega a diferentes ambientes

por Larissa Fereguetti | 16/11/2020
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A descoberta é importante não só no sentido ambiental, mas também para aplicação em processos industriais.

Plásticos estão por todo lugar, literalmente: desde acessórios que usamos todos os dias até o meio do oceano, como poluentes, podendo chegar na sua comida. Nesse sentido, pesquisadores da Princeton University descobriram como esse material é transportado por longas distâncias. Até o momento, não se sabia exatamente como as partículas de plástico se movimentavam e acumulavam no ambiente.

O estudo, que foi publicado na revista Science Advances, mostrou que as partículas de microplástico ficam presas em materiais porosos (como solo e sedimentos), mas depois se desprendem e continuam a se mover. Sujit Datta, do Andlinger Center for Energy and the Environment e também do High Meadows Environmental Institute e do Princeton Institute for the Science and Technology of Materials, afirmou que a identificação desse processo é algo novo.

Os pesquisadores de Princeton mostraram que o processo de deposição e erosão é cíclico; os entupimentos se formam e então são quebrados pela pressão do fluido ao longo do tempo e da distância, movendo as partículas ainda mais através do espaço dos poros até que os entupimentos se reformam. Segundo Datta, esse processo permite que as partículas se espalhem por distâncias ainda maiores.

imagem de garrafa de plástico boiando em água
Imagem: Brian Yurasits | Via Unsplash

Eles testaram dois tipos de partículas, “pegajosas” e “não pegajosas”, que correspondem aos tipos reais de plásticos encontrados no ambiente. A descoberta foi de que não há diferença no processo em si. A única diferença era que as partículas “não pegajosas” tendiam a ficar presas apenas em passagens estreitas, enquanto as pegajosas pareciam ser capazes de ficar presas em qualquer superfície do meio sólido que encontravam. Agora, ficou claro que mesmo as partículas “pegajosas” podem se espalhar por grandes áreas e por centenas de poros.

O objetivo final é usar essas observações de partículas para melhorar os parâmetros de modelos em maior escala e, assim, prever a quantidade e a localização da contaminação. Isso ajudaria a prever com mais precisão a contaminação sob diferentes condições de irrigação, chuva ou fluxo ambiente.

garrafas plásticas amontoadas
Imagem: Tanvi Sharma | Via Unsplash

Os pesquisadores também estudaram como a deposição do plástico pode impactar a permeabilidade do meio, incluindo a facilidade com que a água flui através do solo quando as micropartículas estão presentes. As descobertas são vantajosas não só para estudos ambientais, mas também para aplicação em processos industriais.

Fonte: Phys.org

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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