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Estaria no fim a carreira de Engenheiro Agrônomo?

por Gilberto Batisti Junior | 05/11/2013
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Há não muito li um artigo que usava o título deste texto como tema. Escrito pelo Engenheiro Agrônomo Mauro Cirne e publicado na revista CR do Crea-RS, o texto realmente chamou a atenção, pois não estamos acostumados a ver cursos da área da engenharia em baixa, não nesse momento e muito menos nessa área. Gostaria de compartilhar pois achei realmente interessante e gera uma reflexão sobre nosso sistema de formação.
Como conta o autor do artigo, há algum tempo a carreira de Engenheiro Agrônomo era altamente cobiçada, já que era visível a expansão e o potencial da agricultura no Brasil. No entanto, a profissão acabou perdendo forças ultimamente. Um exemplo claro disso é a queda na procura do curso nas universidades federais e particulares. Com a autorização por parte do MEC de abertura de várias faculdades de agronomia no país, a profissão massificou-se. Várias dessas faculdades não tem estrutura necessária para dar aos alunos um ensino de alta qualidade, nem menos de preparar os alunos para as exigências do mercado. Muitos professores lecionam diversas disciplinas diferentes, o que impede uma melhor preparação do docente, além de refletir na educação do estudante.
Outro problema que Mauro destaca é a confusão visível de atribuições com os Técnicos Agrícolas e os Tecnólogos. Não é definido o papel de cada um e dificulta muito a organização desse setor. Seria necessário algum órgão (no caso o Confea) que assumisse essa missão, de regulamentar as atribuições, com base nos conhecimentos adquiridos durante a formação de cada profissional.
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Considerando a importância de produzir alimentos de qualidade e sem resíduos de agrotóxicos, é preciso defender a necessidade da responsabilidade técnica nas propriedades rurais. O autor sugere também que seria um bom momento para a implantação de um exame, ao modelo da OAB, para o profissionais dessa engenharia. Segundo ele, “isso daria uma nova dinâmica aos cursos de Agronomia, pois faria com que os alunos estudassem mais, os professores ofereceriam uma aula de maior qualidade, tendo a possibilidade de mais tempo para estudo, preparo e formação, e as faculdades teriam maior preocupação em oferecer melhores condições de aprendizado aos alunos”. No entanto, esse assunto sempre é discutível, não é a primeira nem a última vez que teremos que pensar se valeria ou não criar um exame como esse.
O certo é que não adianta só analisar esses fatos e reclamar ou procurar outra área. Bem, como sugere o autor, uma profissão importante como essa merece ser honrada, portanto seria hora de sair do comodismo e se fazer representar diante da sociedade, sob pena de perderem a importância no mercado e da procura pela profissão cair ainda mais.

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