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Saiba como a Inteligência Artificial (AI) pode ajudar pecuaristas na identificação de animais

por Redação 360 | 18/08/2021

A inteligência artificial pode ser utilizada em várias frentes na indústria. Agora também no mercado de bens e no controle de produções. Confira o exemplo!

O manejo e gestão são questões que geram métricas sobre o ganho médio de peso e a produtividade de um rebanho. Mas parece que os novos modelos de inteligência artificial vão começar a ajudar nessa atividade do meio rural. Essa era uma ideia impossível até poucos anos atrás. Mas agora as fazendas já estão muito mais modernas, com uso da Internet – que, aliás, ganhou mais importância nesses tempos de pandemia -, reflexo das novas gerações que trabalham no campo, com mais “apetite” pelas novas tecnologias.

A saber, a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA) afirma que, hoje, 61% dos produtores rurais têm acesso à internet, 96% possuem celular e 61% usam smartphones.

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Imagem extraída de Compre Rural

Dificuldade no rastreio do gado

Atualmente, apenas 5% do rebanho nacional é rastreado no campo. Isso é um sério problema para pecuaristas, seguradoras, bancos e frigoríficos. De acordo com eles, agora, não existe nenhum método ou banco de dados que possa afirmar, com precisão, quantos bois existem no país ou numa propriedade rural. E o que isso quer dizer? Quer dizer que em situação de tormenta, os donos de gado podem perder seus rebanhos por não saber onde eles estão. Os animais podem ser levados por ladrões sem se descobrir de imediato. E também, nesse caso, é impossível punir fazendeiros fora das normas ambientais – uns acabam depois pagando pelos outros!

“A seguradora e o frigorífico pagam de acordo com o número de chamadas na nossa aplicação, ou seja, o número de animais identificados ou de comparação de templates.” – Floriano Varejão, diretor-presidente e fundador do aplicativo Databoi, em reportagem de Globo.

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Imagem extraída de BeefPoint

Solução apresentada pela inteligência artificial

A agritech Databoi deseja lançar, em breve, um aplicativo gratuito para que os pecuaristas possam ter o rastreio dos seus animais, com o objetivo criar um marketplace de gado 100% rastreável. A identificação de animais aconteceria apenas com uma foto do focinho dos bois e vacas, que possuem marcações únicas e permanentes semelhantes à impressão digital dos dedos humanos. Na tela do celular, seria possível ver o ponto de geolocalização das cabeças para haver um controle ambiental. Os fiscais poderiam fazer um cruzamento de dados de georeferenciamento, com fontes públicas e privadas, para assegurar o cumprimento das normas ambientais das propriedades. A saber, todas as informações geradas na plataforma seriam salvas em blockchain. 

“E, para o pecuarista, a gente tem um plano de, pelo menos por algum tempo, não cobrar nada justamente para incentivar e fazer com que essa transformação cultural possa ocorrer de forma mais rápida.” – conta Floriano Varejão.

Imagem extraída de Blogs – Globo

Marcador Biométrico

A solução de marcador biométrico para cabeças de boi não é nenhuma novidade. De fato, ela está sendo estudada já desde o início do século passado. Mas é claro que, com o avanço das tecnologias, viu-se a possibilidade de usar esse marcador usando inteligência computacional. Contudo, ainda foi preciso alguns anos de pesquisa para treinar um robô que conseguisse identificar um padrão e generalizar isso criando um template biométrico de cada animal.

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Pesquisas desenvolvidas no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) revelaram que o focinho é a impressão digital do boi, ou seja, tem características morfológicas singulares que se mantêm inalteradas durante todo o ciclo de vida do boi. Assim foi possível os cientistas criarem um algoritmo de inteligência artificial apto a formar uma identidade única e permanente do animal usando uma fotografia do celular – sistema que será utilizado no app da Databoi.

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Imagem extraída de MilkPoint

Sistema atual

Atualmente, o rastreamento de bois e vacas é feito com brincos, chips e marcação a ferro, e o animal pode trocar três vezes de proprietário ao longo da vida – consequentemente, necessitando de novas marcações. Mas, com o marcador biométrico por algoritmo de inteligência artificial, a plataforma identifica o boi por características intrínsecas ao animal, isso evita o risco de fraudes, perdas de brincos e chips.

“Pensamos em uma maneira de resolver o problema de forma totalmente digital, identificar o boi sem a necessidade de uma logística complexa, sem que algo possa se perder ou quebrar, e a solução foi uma foto.” – Floriano Varejão

Veja Também: Inteligência Artificial ajuda a analisar sementes para uso agrícola


Fontes: Revista Globo Rural, Milk Point, Portal Kynetec.

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