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Esposa de Bill Gates questiona: por que há menos mulheres na tecnologia?

por Luciana Reis | 01/11/2016
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Em um levantamento sobre o número de mulheres que compõem o quadro de empresas de tecnologia divulgado em 2015, é possível perceber o quanto os dados refletem a realidade na área, assim como em cargos de engenharia. No Google, por exemplo, 30% dos funcionários são mulheres, e especificamente na Engenharia, o porcentual diminui ainda mais, sendo 17% do quadro próprio formado por mulheres.
No Brasil não é diferente. Um exemplo é o centro de engenharia de Belo Horizonte, em que o número de mulheres cai para 10%. Os números chamam a atenção, e recentes declarações de Melinda Gates, esposa de Bill Gates, o magnata norte-americano fundador da Microsoft, trazem à tona o debate sobre a participação da mulher no mercado de trabalho na área da tecnologia.

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Imagem: Getty Images



Em entrevista ao Backchannel, Melinda demonstrou preocupação com a diminuição do número de mulheres no curso de graduação de Ciência da Computação, que na década de 80 correspondiam a 37% dos estudantes do curso, passando para 18% atualmente. “Não sabemos com certeza, mas parece que há uma relação com o momento em que a indústria dos jogos passou a ter mais homens, pois de repente as mulheres abandonaram o curso de ciência da computação”.
Melinda Gates, formada em Ciência da Computação pela Universidade Duke, dos EUA, com MBA pela mesma instituição educacional, fez parte do primeiro grupo de candidatos com MBA selecionados para atuar na Microsoft, na década de 80.
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Imagem: LuckyBusiness/iStock/Getty Images


A desigualdade de gênero é um desafio a ser superado em todo o mundo e Melinda reforça que, ao mesmo tempo em que a tecnologia é uma das áreas com os melhores salários e oportunidades, há menos mulheres atuando.
Imagem: Ciência da Computação

Imagem: Ciência da Computação

Mudanças no mercado de trabalho

Nos últimos anos têm aumentado os debates acerca da igualdade de gênero, e Melinda sugere que as empresas de tecnologia comecem a olhar para esta questão, inclusive nas companhias do Vale do Silício, nos EUA.
Especialistas já deixaram bastante evidente que a desigualdade não tem relação com diferenças de habilidades técnicas entre homens e mulheres, mas sim com uma questão cultural, desde a infância, durante os anos de formação acadêmica e na atuação no mercado de trabalho. O desafio é proporcionar mudanças efetivas, e entre as ações que vêm sendo adotadas há destaque para empresas que adotam políticas com um percentual para contratação de mulheres em seu quadro, além das ações de longo prazo, com iniciativas de diferentes setores da sociedade voltadas à juventude.

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Imagem: Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios


Muitas vezes as decisões que envolvem esta questão passam por interesses que não estão totalmente ligados a um objetivo social maior, ao empoderamento das mulheres e igualdade em diferentes áreas, principalmente nas de tecnologia e engenharia, predominantemente masculinas. “Assim que você introduz a voz, você introduz gênero”, destaca Melinda.
O assunto rende! E você, o que acha disso?
 
Referências: Tecmundo, Época Negócios, B&T, Backchannel

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