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Como o BIM pode ajudar no desempenho de uma edificação?

por BIM na Prática | 04/11/2016
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Materiais construtivos mais modernos, técnicas inovadoras e equipamentos mais eficientes estão sempre aparecendo nas novidades do setor da construção, que muito tem discutido o tema da eficiência energética. Muitas vezes esquecemos, entretanto, da importância do desenvolvimento de boas estratégias e conceitos de eficiência já nas fases iniciais de projeto. É nessa fase que o arquiteto tem as maiores capacidades de influenciar no desempenho da edificação. Escolhas que muitas vezes parecem triviais como orientação da edificação e tamanho das aberturas tem um impacto enorme na operação do prédio. Mas o que o BIM tem a ver com essas questões?
Para termos certeza de que estamos tomando as decisões mais acertadas do ponto de vista do desempenho da edificação é muito importante realizar análises por meio de simulações. Como o próprio nome diz, tais simulações têm o intuito de simular como será o desempenho de um projeto na vida real. Podemos, por exemplo, prever qual será o gasto de ar condicionado da edificação e sua conta de luz no decorrer do ano. Dessa forma, podemos testar os conceitos sem recorrermos a medições somente depois do projeto ter sido edificado.

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O problema de realizar essas simulações atualmente no começo do processo de projeto é que elas não são integradas naturalmente ao fluxo projetual. O profissional precisa modelar tridimensionalmente o projeto em softwares específicos para esse fim, inserir diversas informações a respeito do uso planejado da edificação e só então rodar a simulação para avaliar suas escolhas e soluções. Cada vez que o projetista alterar algo em seu projeto ele precisará alterar também o seu modelo para simulação, criando um processo mais burocrático. Dessa forma, simulações energéticas hoje em dia acabam sendo realizadas somente ao final do processo de projeto para dimensionamento dos sistemas de climatização e para eventuais certificações e etiquetagens, momento em que o projeto já está bastante definido e as alterações de conceito serão mínimas, conforme observamos no gráfico abaixo:
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O BIM, como já falamos em outros posts (aqui, aqui, aqui e aqui), se caracteriza pela modelagem da edificação em ambiente naturalmente tridimensional, mas mais do que isso pela característica de possuir diversas informações relacionadas a esse modelo. Podemos assim ter a modelagem de uma edificação com as características térmicas já inseridas nas superfícies como paredes, lajes e aberturas.
O uso de ferramentas BIM pode então oferecer ao projetista a possibilidade de explorar diversas alternativas de projeto, evitando o processo exaustivo de reentrada de geometria tridimensional e outras informações necessárias para a execução das simulações energéticas, dessa forma dinamizando e otimizando o processo projetual.
Softwares como o Revit da Autodesk, o AECOSim da Bentley e o Archicad já estão começando a trazer ferramentas com motores de simulação mais consagrados (como o EnergyPlus), integradas para avaliação e simulação dos projetos desenvolvidos em suas plataformas. Entretanto, o projetista necessita ter bons os conhecimentos nas áreas de transferência de calor e eficiência energética para inserir as informações corretas para a realização mais acertadas das simulações.
 

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O BIM na Prática ajuda engenheiros, arquitetos, empreendedores da indústria AEC e estudantes a identificarem maneiras práticas de aplicar BIM no dia-a-dia de seus projetos.

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