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Edifícios envidraçados: como preparar melhor as fachadas dessas construções para evitar o choque de pássaros

por Simone Tagliani | 16/10/2020
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Edifícios envidraçados podem ser a tradução de futuro, contudo podem trazer sérios problemas às zonas urbanas, incluindo a morte de pássaros.

Quais serão as maiores tendências de arquitetura para o futuro? Bem, esta pergunta não pode ser respondida, já que o tempo é imprevisível. Contudo, muitas pessoas diriam que os edifícios envidraçados das maiores metrópoles do mundo pode ser a melhor tradução de futuro. O problema é que essas construções também são um mal silencioso, sendo a causa de milhares de mortes ao longo dos últimos os anos! Saiba mais no texto a seguir!

Edifícios arranha-céus imagem ilustrativa
Edifícios arranha-céus (foto Pixabay)

Os problemas causados pelos arranha-céus

Em geral, os edifícios envidraçados apresentam um visual muito bonito, remetendo à mais alta tecnologia. Assim eles já eram vistos desde a construção dos primeiros arranha-céus em Chicago, ainda no final do século XX. Posteriormente, com o desenvolvimento de metrópoles e megalópoles, como Nova York e Kuala Lumpur. E a cada novo ano surgem mais construções impressionantes assim, como o Burj Khalifa, em Dubai.

Contudo, nem todos os edifícios envidraçados surpreendem de forma positiva. Por exemplo, um dos edifícios da Fenchurch Street, em Londres, simplesmente queima a pintura de veículos ou derrete coberturas de policarbonato do outro lado da sua rua. De fato, a reflexão dos vidros dos edifícios pode criar “bolsões de ar quente” em zonas urbana. Também causar confusão visual e refletir, para outros edifícios, imagens indesejadas – o que os geomantes de Fente Shui chamm de ‘energia sha’. E ainda tem mais, a triste mortandade de pássaros – tema principal deste post.

Edifícios envidraçados imagem ilustrativa
Edifícios envidraçados (foto Pixabay)

A arquitetura envidraçada inimiga dos pássaros

Todo ano, milhares de pássaros morrem ao redor do mundo ao se chocar contra as fachadas de edifícios envidraçados. As aves ficam desorientadas com a reflexão dessas superfícies, achando que podem voar reto, bem de encontro com as árvores ou outros prédios que enxergam através da imagem a sua frente. Ou seja, no esforço de criar prédios monumentais, que possam transmitir uma ideia de leveza, os engenheiros e arquitetos podem estar criando também armadilhas malignas para estes animais.

“Para que você possa ver todo o caminho através dos dois pedaços de vidro, o pássaro não está vendo o vidro como uma barreira e está vendo todo o caminho até o outro lado, e depois voa para o vidro.”

– disse o diretor da empresa Enneard Architects, em Reportagem de Película Chic Blog.
Pássaros pousados em edifício
Pássaros (foto Pixabay)

De acordo com pesquisas, os pássaros colidem contra edifícios envidraçados logo após de iniciar os seus procedimentos de voo, a aproximadamente uns 10 ou 20 metros de altura do chão. Então, com relação ao que afeta às aves, os projetistas deveriam concentrar a sua atenção principalmente no planejamento dos primeiros andares destas construções.

Edifícios envidraçados imagem ilustrativa
Fachada envidraçada (foto Pixabay)

Outro problema dos edifícios envidraçados, é que eles refletem a luz do dia na forma de radiação, um contaminante que pode prejudicar os animais. E em seus interiores, a climatização precisa ser forçada, precisando da instalação de um sistema de ar central. E este gasto com energia não renovável é mais uma lamentável contribuição para o efeito estufa e emissão de gases poluentes no mundo.

Pombo - imagem ilustrativa
Pássaro em edifício (foto Pixabay)

As soluções para minimizar os acidentes em edifícios envidraçados

Na Universidade de Smith, em Massachusetts, nos Estados Unidos, a solução proposta para um dos prédios do campus foi a aplicação de faixas verticais sobre um revestimento opaco, que, em tese, espantaria os pássaros. Realmente não há comprovações científicas disso, mas tem dado certo. Teoricamente, pontos e outros padrões geométricos sobre as placas de vidro também funcionariam do mesmo modo. Brises, persianas e cortinas também devem ajudar a romper reflexões.

Outra ideia para o problema dos pássaros apresentada pelos projetistas de edifícios é a utilização da cor à favor das obras. O tal “vidro milagroso” é uma boa indicação. Trata-se de um vidro revestido com uma película tendo um padrão de cor que reflete a luz ultravioleta – que só os pássaros são sensíveis suficientes para ver. Este é o “sinal de pare” que podemos dar a esses pequenos irmãos! Uma forma de tentar salvar as suas vidas!

Edifício com brises
Edifício com brises (foto Pixabay)

Fontes: Cimento Itambe, Película Chic Blog, Veja, UOL, Gazeta do Povo.

Como você acredita que podemos projetar edifícios sem oferecer risco para os pássaros? Comente!

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Simone Tagliani

Graduada em Arquiteta & Urbanismo e Letras; especialista em Artes Visuais; estudante de Jornalismo Digital e proprietária da empresa Visual Ideias - Redação, Edição e Produção de Conteúdos.

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