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Carro do futuro pode ser movido a célula a combustível hidrogênio

por Larissa Fereguetti | 03/05/2019
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Se você nunca ouviu falar sobre os carros movidos célula a combustível hidrogênio, saiba que eles provavelmente representam o futuro dos veículos convencionais. Isso acontece porque não é de hoje que se fala sobre a necessidade de fontes renováveis e limpas de combustível, visto que o petróleo não deve durar muito tempo e que a poluição atmosférica é uma preocupação cada vez maior.

+ Célula a combustível hidrogênio

Os automóveis movidos célula de combustível hidrogênio usam esse gás para alimentar o motor elétrico. O hidrogênio e o oxigênio são combinados para gerar eletricidade.

Lei de Coulomb
Imagem: portal-energia.com

A célula a combustível possui baixo impacto ambiental, sem vibrações, sem ruídos, sem combustão e, ainda, sem emissão de material particulado. O hidrogênio é o que proporciona correntes de mais interesse, por isso é o mais comum. No entanto, há outros combustíveis que são estudados.

O subproduto da conversão de hidrogênio em eletricidade são água e calor, o que é ótimo para o meio ambiente. Porém, o problema pode ser justamente na obtenção de hidrogênio. Uma das fontes mais poluentes de hidrogênio é o gás natural, que pode levar à emissão de gases do efeito estufa. Mesmo assim, os primeiros veículos movidos a célula a combustível hidrogênio podem reduzir suas emissões em mais de 30%.

+ Carros movidos à célula a combustível hidrogênio

Os automóveis movidos à célula a combustível hidrogênio são abastecidos de uma forma semelhante ao combustível convencional. O hidrogênio pressurizado pode ser encontrado em estações de abastecimento e leva menos de 10 minutos para “encher o tanque”.

Com o tanque cheio, um carro pode rodar cerca de 300 a 450 quilômetros, o que não fica muito longe de alguns modelos rodando a álcool e gasolina. Uma grande vantagem é que, como muitos veículos elétricos, é possível usar o modo inativo, que desliga a célula de combustível hidrogênio nos sinais de trânsito ou de parada. Em alguns modelos, há a frenagem regenerativa, que é capaz de capturar a energia para recarregar.

célula a combustível hidrogênio
Imagem: youtube.com

Lado a lado, o carro elétrico a bateria e o carro elétrico célula a combustível hidrogênio são livres de emissões se usarem fontes consideradas limpas. Porém, os movidos a bateria podem usar uma infraestrutura para recarregar, mas devem ficar conectados por um período de tempo maior.

Diante dessa necessidade, o mercado começa a buscar soluções viáveis. A Nissan, por exemplo, possui um carro-conceito no Brasil que tem uma célula a combustível, o SOFC (sigla para Solid Oxide Fuel Cell ou Célula de Combustível de Óxido Sólido, traduzindo). O diferencial é que ela não é alimentada com o hidrogênio, mas sim com etanol, o que o Brasil tem de sobra. Um processador é responsável por extrair o hidrogênio do etanol.

Imagem: motor1.uol.com.br

A tendência é de que esse tipo de veículo se torne cada vez mais comum. Porém, para isso, é preciso vencer a “cultura da gasolina”.

Referências: UCS USA; USP.

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Larissa Fereguetti

Doutoranda, mestre e engenheira. Fascinada por tecnologia, curiosidades sem sentido e cultura (in)útil. Viciada em livros, filmes, séries e chocolate. Acredita que o conhecimento é precioso e que o bom humor é uma ferramenta indispensável para a sobrevivência.

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