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Brasileiros desenvolvem sensor eletroquímico que detecta Alzheimer em meia hora

por Clara Ribeiro | 22/02/2017
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O Alzheimer é uma doença degenerativa e até o momento não há cura. Quem tem sofre com a morte das células do sistema nervoso – os neurônios e, por isso, o sintoma mais visível e drástico é a perda progressiva da memória. Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer, estima-se que em todo o país cerca de R$ 1,2 milhão de pessoas sofram desse mal.
Para haver chances de cessar a progressão dos sintomas, o diagnóstico deve ser rápido e preciso, e a busca por isso tem mobilizado laboratórios de pesquisa de diversas partes do mundo. A propósito, já falamos aqui sobre um jovem britânico que criou um teste que diagnostica o Alzheimer antes dos primeiros sinais. Mas dessa vez trouxemos uma novidade made in Brazil.
Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) inventaram um sensor eletroquímico que ajuda a identificar o problema ainda no começo. Desta forma, é possível estimular o paciente a praticar atividades e, assim, fazer com que a doença demore mais para progredir.

Foto: Reginaldo dos Santos/ EPTV

+ Como é hoje e o que muda com o sensor rápido

Bom, vale saber que um dos principais desafios, hoje, é a detecção do Alzheimer. Geralmente é feita uma análise dos sintomas que já surgiram a partir de relatos do próprio paciente e da família. Para complementar, são realizados exames de imagem, como a ressonância magnética, por exemplo, entretanto eles só identificam o problema quando o cérebro apresenta lesões. Assim fica muito mais complicado tratar.

O que a invenção propõe é a descoberta precoce da doença após um exame semelhante a um hemograma de rotina. No laboratório, os cientistas isolam uma proteína chamada Adam10, que todos têm no sangue. Se houver alterações nela, pode indicar a presença do Alzheimer.

Para ter a certeza, o grupo criou o sensor eletroquímico com anticorpos de detecção rápida. Trata-se de um adesivo que identifica a quantidade das proteínas na corrente sanguínea. Um programa de computador lê os dados e, em apenas 30 minutos, mostra se o paciente tem a doença. “Quanto mais alteração na proteína, maior o avanço da doença. Essa foi a relação direta que a gente encontrou nesses resultados”, explica Márcia Cominetti, professora de gerontologia da UFSCar.
Um boa notícia, não é? A previsão é de que o novo teste chegue ao mercado em pelo menos 5  anos. Ficamos na torcida!
Fonte: G1

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Clara Ribeiro

Jornalista especializada em arquitetura e engenharia. Ávida consumidora de informação; viciada em produzir conteúdo; amante das letras, das artes e da ciência.

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