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Especial Dia Internacional da Mulher: a força feminina dentro das engenharias

Engenharia 360
por Redação 360
| 08/03/2022 4 min

Especial Dia Internacional da Mulher: a força feminina dentro das engenharias

por Redação 360 | 08/03/2022
Engenharia 360

É fato, precisamos constantemente voltar ao assunto ‘mulheres no mercado de trabalho‘! Por quê? Bem, como já sabemos, existem barreiras absurdas que ainda impõem a desigualdade de gênero em diversos setores e esferas brasileiras. Óbvio que, nesse contexto, estão as engenharias também! Aliás, existe, sim, um número muito menor de meninas que se interessam em ingressar nesse nicho de mercado. E a própria sociedade ainda, de vez em quando, lança suposições absurdas, como ‘ter mulheres em obras é sinônimo de fracasso dos planos’.

Neste Dia Internacional da Mulher, nós, do Engenharia 360, queremos reforçar a mensagem de que as mulheres são muito competentes, abrindo caminho nas áreas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática. E que elas são capazes de identificar prontamente soluções tecnológicas eficazes para os mais variados desafios sociais, ambientais, políticos e econômicos urgentes do mundo atual.

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A trajetória das mulheres na Engenharia Brasileira

dia da mulher
Imagem reprodução de Seja Relevante

Você pode não acreditar, mas, aqui no Brasil, as mulheres acima de 21 anos só puderam votar pela primeira vez, com direito garantido no Código Eleitoral, no ano de 1932. Isso foi bem antes da criação do Sistema CONFEA/CREA, por exemplo; fora que ainda levou dois anos para isso estar registrado na Constituição Federal. Atualmente, as mulheres representam a maioria dos eleitores do nosso país. Mas, se tivermos que falar sobre as brasileiras no mercado de trabalho, devemos destacar que só em 1945 é que se formou a primeira engenheira negra no setor civil da UFPR, a Enedina Alves Marques. A saber, ela participou da construção da maior hidrelétrica subterrânea do sul do país, a usina Capivari-Cachoeira.

Preconceito persistente contra toda mulher

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Imagem reprodução da internet

Hoje, a maioria da população brasileira é composta de mulheres. Mesmo assim, elas são minoria na política, dentro dos conselhos profissionais, no mercado de trabalho, na docência de universidades, no judiciário, nas engenharias, e mais. Inclusive, elas formam apenas 15% do quadro de registros do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA). Mas por quê? Talvez seja o reflexo do preconceito, de normas ultrapassadas, do machismo, do sexismo e de expectativas errôneas persistentes em toda a sociedade. De algum modo, tudo isso afasta muitas mulheres até mesmo da boa educação. Inclusive, de acordo com a UNESCO, por meio do relatório Cracking the code: Girls and women’s education in STEM -, apenas 35% dos estudantes do ensino superior nas áreas do STEM são mulheres.

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A transformação desse cenário deve começar com a criação de mais oportunidades. Para começar, com uma educação para todos, independente de gênero ou etnia.

Sim, nosso país é muito bem democrático no discurso, mas, na prática… Nossos problemas sociais e políticos – em grande parte, contribuindo para a desinformação – ainda estão atrapalhando demais o crescimento das mulheres em várias frentes de carreira! Por isso, precisamos combater com a boa informação! E o 360 está tentando fazer a sua parte; a sua é compartilhar este texto!

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Urgência por mais mulheres no mercado de trabalho

Em 2019, havia apenas 12% de mulheres no plenário dos CREAs; em 2020, o aumento ainda foi muito baixo, para 14%. E há mais outros números desanimadores. Por exemplo, de acordo com o Relatório de Desigualdade Econômica e Gênero de 2021, do Fórum Econômico Social, no ritmo atual, o mundo levaria 135,6 anos para uma paridade de gênero. Não existem dúvidas de que, na última década, ainda tivemos um grande retrocesso na luta das causas femininas. Isso é inaceitável!

Precisamos discutir mais e de forma URGENTE por que mulheres ocupam menos espaços que já foram considerados majoritariamente masculinos. Por exemplo, conforme o último censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), só 37,3% dos formandos em cursos de graduação de engenharia, produção e construção eram do sexo feminino. E olha que interessante, estamos muitos passos atrás da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem, como um de seus propósitos, a equidade de gênero no mundo.

Para reforçar a discussão sobre a presença das mulheres no mercado de trabalho, sobretudo no setor das engenharias, recomendamos que você assista aos vídeos a seguir!

Devemos trabalhar, juntos, para aumentar cada vez mais a participação das mulheres também nas engenharias, agronomia, geociências e além. Afinal, qualidade técnica não deve ser avaliada por sexo, gênero, raça ou classe social. Lembre-se que o que diferencia um bom profissional de um ruim são as suas aptidões, habilidades para desenvolver soluções e competências para lidar com os desafios impostos pela carreira e pelo mercado!


Veja Também: Girl Power – como as mulheres têm se destacado nos cargos de alta gestão?


Fontes: Diário do Poder, O Popular, Confea.

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Somos uma equipe de apaixonados por inovação, com “DNA” na Engenharia. Nosso objetivo é mostrar ao mundo a presença e beleza das engenharias em nossas vidas e toda transformação que podem promover na sociedade.

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