Engenharia 360

Descubra quais os softwares que a galera da Engenharia e Arquitetura mais utiliza no escritório

Engenharia 360
por Redação 360
| 08/03/2022 | Atualizado em 18/01/2023 6 min

Descubra quais os softwares que a galera da Engenharia e Arquitetura mais utiliza no escritório

por Redação 360 | 08/03/2022 | Atualizado em 18/01/2023
Engenharia 360

O Engenharia 360 criou mais um artigo especial colaborativo para responder às questões enviadas por nossos leitores e seguidores. A pergunta apresentada neste momento é “Que software ou softwares os profissionais consideram essenciais nas áreas de Engenharia e por quê?”; além disso, “Qual ou quais softwares eles indicariam para iniciantes profissionais – mesmo ainda na faculdade -, para irem exercitando as suas habilidades?”. As respostas da nossa equipe você verá no texto a seguir!

Engenharias em Geral

O Eng. Eduardo Mikail ressaltou que, apesar do BIM estar cada vez mais dominando o mercado, ainda sim, o AutoCAD é muito usado. Mas também que vale o destaque para as ferramentas que já trabalham na metodologia BIM, como Enspace e Revit. Aliás, ele faz um convite muito especial para os leitores e expectadores do 360, que é aproveitar para conferir os cursos oferecidos pelo próprio Engenharia 360 na área de BIM. Acesse o link a seguir para saber mais!

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Projete Fácil BIM – Engenharia 360 e A Arquiteta

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Imagem reprodução de AutoCad – All3DP

Engenharia Elétrica

O colaborador Eng. Rafael Panteri Nakahara comenta que, para a área de Elétrica, primeiro, recomenda o famoso AutoCAD. Já especialmente para simulações de circuitos elétricos e eletrônicos, o Multisim – bastante complexo, com todos os componentes necessários para o desenvolvimento dos trabalhos. Contudo, ele lembra ainda que ambos são pagos. Então, se o profissional desejar uma alternativa gratuita, Rafael orienta considerar o TinkerCad – outro com bastante componentes; “Dá para brincar bastante.”, ele disse. Inclusive, a sua sugestão é começar com este programa, que já possui algumas simulações elétricas e eletrônicas prontas. “Mas, saindo da parte da Elétrica em si, conhecer o Excel também seria importante!”.

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Imagem reprodução de Multisim – KubaDownload
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Imagem reprodução de TinkerCad – TECNOLOGIA EDUCA BRASIL

Engenharia Química

O Eng. Diego Rafael Santos cita os Softwares de simulação da Aspentech, incluindo o Aspen Plus, que é um software de simulação de processos químicos utilizado para dimensionar equipamentos, analisar diferentes condições de processo e promover estratégias de otimização. Ele lembra que as ferramentas da Aspentech estão presentes em grandes empresas como Braskem, Shell, Evonik, Ajinomoto, Oxiteno, Petrobras e muitas outras. E também que algumas universidades utilizam as ferramentas da Aspentech nos cursos de Engenharia Química, como USP, UFPR e Unicamp.

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Imagem reprodução de Aspen Plus – The ChemEng Student

Diego também traz a sugestão do Power BI, da Microsoft, que é uma ferramenta de business intelligence formada por um conjunto de serviços de software, aplicativos e conectores. O programa poderia juntar diversas fontes de dados não relacionados e converter em informações tratadas, visualmente acessíveis e interativas através de dashboards. É uma ferramenta também muito utilizada na indústria e em grandes corporações. Aliás, não só o Power BI, mas também outras ferramentas de business intelligence, como Google Data Studio e Tableau, por exemplo.

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Imagem reprodução de Microsoft Power BI

“A saber, Aspen é uma ferramenta de Engenharia Química, mas o Power BI é utilizado em qualquer área. E pra quem trabalha com projetos, há os bons e velhos softwares 3D, como Catia, Inventor, SolidWorks e Solid Edge.”

Engenharia Civil

O Eng. Cristiano Oliveira da Silva começou sua análise sobre as atividades que realiza no seu dia a dia, atuando em trabalhos de cálculo de estruturas. Para começar, ele fala do Word, que ajudaria na criação de relatórios técnicos, memoriais descritivos e memória de cálculo; e do Excel, para planilhas de cálculo – recursos fundamentais para automatizar cálculos e inserir nos relatórios -, “(…) tenho exemplos das minhas planilhas e planilhas dos outros, porque dividimos e compartilhamos entre nós. São recursos fundamentais e muito práticos. Também uso “plug-ins”, programados em Visual Basic.”.

Agora, sobre softwares de cálculo estrutural, Cristiano diz que vai depender da cultura da empresa. “Já trabalhei com o Strap (hoje é o que a empresa que trabalho disponibiliza), SAP2000, F-Tool (educacional e gratuito!), TQS… O fato é que uma vez compreendida a lógica do software (que é: introduzir nós, barras, atribuir propriedades físicas e mecânicas, aplicar carregamento e processar), o desafio é escolher o que melhor se adeque à necessidade. Por exemplo: SAP2000 é ótimo para Estruturas Metálicas e Strap melhor para Estruturas de Concreto (isso é absolutamente subjetivo e pessoal, é uma preferência minha). Prédios com pavimentos-tipo bem definidos, o TQS é muito bom! E para projetos de movimentação de terra, terraplenagem, infraestrutura, o AutoCAD Civil 3D é muito bom.”.

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Imagem reprodução de Strap – ATIR Engineering Software

Para o contexto da obra, Cristiano recomenda o Navisworks, porque conversa com softwares de planejamento (MS Project, Primavera, etc); é um programa de gerenciamento e acessível a todos os envolvidos, de fácil manejo. Já para a produção de desenhos técnicos, ele lembra do Revit, que é uma “evolução” do AutoCAD. Aliás, ele ressalta como o AutoCAD ainda é muito difundido, porque a maioria dos usuários não são desenvolvedores. “Explico: os projetistas são os ‘pilotos’, mas a equipe que desenvolve o ‘carro’ é quem não pilota. Portanto, é uma etapa fundamental identificar as necessidades, os usos e desenvolver soluções otimizadas para atender a essa demanda. E aí, as soluções de softwares vão muito além do Revit. E há soluções além da Autodesk, como a Bentley, que apresenta softwares semelhantes.”.

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Imagem reprodução de Navisworks – Projeto Batente
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Imagem reprodução de Revit – Cursos Construir

Contexto BIM

Pensando num contexto BIM, Cristiano diz que é fundamental identificar o Fluxo de Trabalho. “Qual é o meu produto? Desenho técnico? Planejamento? Estimativa de custos? Desenhos paramétricos?. Na prática, não dá pra fugir de identificar o tal Fluxo de Trabalho. E quando pensamos em fluxo de trabalho, torna-se importante o conceito de Interoperabilidade, que é a capacidade de compartilhar informações entre softwares diversos.”. Também há softwares para gestão de modelos na nuvem (Autodesk 360, por exemplo).”

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“Seja como for, repito o que aprendi na faculdade: software não faz nada sozinho! É preciso um bom modelador e alguém experiente para garantir que o que está sendo modelado respeita as normas e boas práticas de Engenharia. É o famoso ‘shit in – shit out’!

Os softwares são meros facilitadores do nosso trabalho e ajudam muito na geração de informação e documentação técnica. Não fazem mágica e se não souberem ser ‘pilotados’, são mais fonte de dor de cabeça do que de solução (ok, isso é óbvio, mas sempre bom reforçar que software é ferramenta).”

“Vivemos uma era em que não temos mais muito limite computacional (se sair o computador quântico, aí o limite tende a infinito!), uma infinidade de softwares e recursos disponíveis.”

Arquitetura

Por fim, a nossa colaboradora Simone Moraes Tagliani, formada desde 2008 em Arquitetura, lembra que o desenho a mão ainda é essencial em muitas fases, pois ele é libertador. Que os profissionais entendem que os softwares ainda travam demais a criatividade que se precisa ter. Mas uma hora chega a vez de fazer o projeto executivo, e daí não tem vez.

Ela fala que houve um tempo que os arquitetos usaram Form Z, Blender, 3D Studio, 3D Max e V Ray. Que o AutoCAD ainda é base nos escritórios. Mas que o Revit entrou com força no mercado para melhorar os trabalhos, adaptados agora ao conceito BIM.

Simone disse que sua admiração sempre será o VectorWorks, mas que acha que, atualmente, o queridinho de muitos para as maquetes 3D ainda é o Sketchup e sua SketchUp Extension Warehouse (embora não tenha mais sua versão gratuita como antes). Para os renders, a preferência dela é o Thea Render. E termina seu testemunho lembrando que aqueles que trabalham com interiores ainda podem precisar de programas como Archicad e Promob.

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Imagem reprodução de Vectorworks – Avaliações de softwares empresariais da Software Advice
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Imagem reprodução de sketchup – ArchDaily

Então, gostou das dicas apresentadas pelos colaboradores do Engenharia 360? Tem mais softwares que gostaria de acrescentar à esta lista? Escreva nos comentários!

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Somos uma equipe de apaixonados por inovação, com “DNA” na Engenharia. Nosso objetivo é mostrar ao mundo a presença e beleza das engenharias em nossas vidas e toda transformação que podem promover na sociedade.

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